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Lula detona vazamento de jantar secreto com Xi Jinping e defende Janja: “Não é cidadã de segunda classe” (vídeo)

    Lula detona vazamento de jantar secreto com Xi Jinping e defende Janja: “Não é cidadã de segunda classe” (vídeo)


    Presidente LULA e a Primeira-Dama-do-Brasil, ROSANGELA LULA SILVA | 1.1.2023| Imagem-reproducao/@JanjaLula


    Em Pequim, Presidente revela que pergunta sobre TikTok partiu dele e cobra traidor na comitiva – ASSISTA e ENTENDA

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    Brasília, 14 de maio de 2025

    Durante uma entrevista coletiva em Pequim, no horário local da manhã desta quarta-feira (14/mai), nas últimas horas do horário de Brasília, na terça-feira (13/mai), o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reagiu com indignação ao vazamento de uma conversa confidencial ocorrida em um jantar com o líder chinês Xi Jinping.

    O diálogo, que envolveu a Primeira-Dama do Brasil e socióloga Rosângela Lula Silva (PT) girou em torno da regulamentação do TikTok no Brasil.

    Lula negou que Janja tenha causado qualquer constrangimento, esclareceu que ele próprio iniciou a discussão e criticou duramente a traição de alguém de sua comitiva, que expôs o assunto à imprensa.

    O Contexto do Jantar e a Pergunta sobre o TikTok

    A polêmica surgiu após um jantar oficial na China, onde Lula abordou a regulamentação de plataformas digitais, com foco no TikTok, controlado pela chinesa ByteDance.

    Um jornalista questionou o presidente sobre a suposta intervenção de Janja no diálogo e a resposta de Xi Jinping, que teria dito que o Brasil poderia “banir ou restringir o TikTok”.

    Lula, visivelmente irritado, esclareceu que a iniciativa partiu dele: “Foi eu que fiz a pergunta, não foi a Janja. Eu fiz a pergunta. Eu perguntei ao companheiro Xi Jinping se era possível ele enviar para o Brasil uma pessoa da confiança dele pra gente discutir a questão digital e sobretudo o TikTok.

    Ele destacou que Janja apenas complementou a discussão, abordando os impactos negativos da plataforma no Brasil.

    A Intervenção de Janja e a Defesa de Lula

    Segundo Lula, Janja pediu a palavra para contextualizar os desafios enfrentados no Brasil, especialmente em relação à segurança de mulheres e crianças nas redes sociais.

    “E aí, a Janja pediu a palavra pra explicar o que que tá acontecendo no Brasil, sobretudo contra as mulheres e contra as crianças. Foi só isso”, afirmou.

    O Presidente defendeu veementemente o direito de sua esposa participar do diálogo, rejeitando qualquer insinuação de que sua fala foi inadequada.

    “O fato da minha mulher pedir a palavra é porque a minha mulher não é cidadã de segunda classe. Ela entende mais de rede digital do que eu e ela resolveu falar. Foi só isso”, declarou, enfatizando o conhecimento de Janja sobre o tema e sua legitimidade para intervir.

    A Resposta de Xi Jinping e o Compromisso com o Brasil

    Lula revelou que Xi Jinping respondeu de forma diplomática, reforçando a soberania brasileira para decidir sobre a regulamentação das plataformas digitais.

    “E ele disse uma coisa que era: ‘o Brasil tem o direito de fazer a regulamentação’”, relatou o presidente.

    Como resultado da conversa, o líder chinês prometeu enviar um representante ao Brasil para discutir o tema.

    “Então, pra mim foi uma coisa simplesmente normal e ele vai mandar uma pessoa. Isso que importa. Ele vai mandar uma pessoa especialmente pra conversar conosco sobre o que que a gente pode fazer, nesse mundo digital”, completou Lula, destacando a relevância do acordo para o futuro das políticas digitais no país.

    A Indignação com o Vazamento

    O ponto central da resposta de Lula foi sua revolta com o vazamento da conversa, que ele classificou como “muito, mas muito confidencial, uma coisa muito pessoal”.

    O jantar contou com a presença de ministros, do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do deputado Elmar Nascimento (União-BA), o que levou Lula a suspeitar de uma traição interna.

    “Porque estavam só meus ministros lá. O Alcolumbre e o Elmar. Então alguém… alguém teve a pachorra de ligar pra alguém e contar uma conversa que teve num jantar”, disparou.

    Ele também rebateu relatos de que um ministro teria ficado incomodado com a situação, sugerindo que, se fosse verdade, o responsável deveria ter pedido para se retirar.

    “Se o ministro tivesse incomodado, deveria ter me procurado e pedido para sair. Eu autorizaria ele sair da sala”, afirmou.

    O Debate sobre a Regulamentação das Redes Sociais

    Lula aproveitou a oportunidade para reforçar a urgência de regulamentar as plataformas digitais no Brasil, citando os “absurdos” cometidos nas redes sociais.

    Ele destacou a presença de Alcolumbre e Nascimento no jantar, que, segundo ele, reconhecem a necessidade de ação legislativa.

    “Ainda bem que estava o Elmar, em nome da Câmara, e o Davi, que sabem que nós temos que regulamentar. Sabe que nós temos que regulamentar. Não é possível a gente continuar com as redes digitais cometendo os absurdos que comete e a gente não tem a capacidade de fazer uma regulamentação”, declarou.

    O presidente reforçou que o tema é uma prioridade, mas depende do Congresso Nacional, que ainda não avançou em projetos como o PL das Fake News, arquivado em 2023.

    Implicações e Repercussão

    O vazamento expôs tensões internas na comitiva presidencial e reacendeu o debate sobre a regulamentação das redes sociais no Brasil, um tema sensível tanto no contexto doméstico quanto nas relações internacionais, especialmente em meio à disputa global envolvendo o TikTok.

    A reação de Lula, que combinou defesa de Janja, crítica ao vazamento e um chamado à regulamentação, sinaliza sua intenção de manter o controle da narrativa e fortalecer a agenda de políticas digitais.

    O compromisso de Xi Jinping em enviar um representante ao Brasil pode marcar um passo importante para a cooperação bilateral, mas o episódio também evidencia os desafios de gerenciar informações confidenciais em um ambiente político polarizado.

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    A resposta de Lula em Pequim revelou não apenas sua irritação com o vazamento de uma conversa confidencial, mas também sua determinação em proteger a imagem de Janja e avançar na regulamentação das redes sociais.

    Ao esclarecer que a pergunta sobre o TikTok partiu dele e que a intervenção de Janja foi complementar e legítima, o presidente buscou desmontar especulações de constrangimento.

    O episódio, embora marcado por controvérsias, reforça a relevância do debate sobre plataformas digitais e os desafios diplomáticos e políticos que o Brasil enfrenta para equilibrar soberania, segurança e inovação tecnológica.

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