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Soberania: em carro aberto, Lula lidera desfile de 7/9 na Esplanada dos Ministérios (vídeos)

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    PRESIDENTE LULA
    PRESIDENTE LULA faz gesto de Coração com as duas mãos em direção ao público em um palanque, durante sua chegada à tribuna, na Esplanada dos Ministérios – Imagem reprodução Canal Gov


    Brasília, 07 de setembro de 2025

    Na manhã deste Dia 7 de Setembro, o Presidente da República Federativa do Brasil, o Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liderou um desfile cívico-militar grandioso na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, celebrando o 203º aniversário da Independência do Brasil.

    Sob o tema Brasil Soberano, o evento destacou a defesa da autonomia nacional e a rejeição a propostas de anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    A cerimônia, iniciada às 9h, reuniu milhares de pessoas, com bandeiras verde e amarelas dominando a paisagem, simbolizando a retomada das cores nacionais por apoiadores do governo.

    Acompanhado da primeira-dama Janja da Silva, Lula chegou em um Rolls-Royce aberto, saudando o público ao som do Hino Nacional, executado pela fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas Dragões da Independência e pelo coral do Colégio Militar de Brasília.

    O desfile foi estruturado em três eixos temáticos: Brasil dos Brasileiros, que destacou a soberania com bandeiras gigantes e mensagens nas camisetas dos participantes; COP30 e Novo PAC, com foco na conferência climática da ONU em Belém e nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento; e Brasil do Futuro, valorizando educação, saúde e esportes, com a presença de estudantes do programa Pé-de-Meia, atletas paralímpicos e o mascote Zé Gotinha.

    A mensagem sem anistia ecoou entre parte do público nas arquibancadas, em referência ao projeto de lei que tramita no Congresso Nacional para perdoar os responsáveis pelos ataques do inédito, famigerado e vergonhoso 8 de janeiro, atribuído pela Justiça ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado, inclusive com o assassinato de Lula.

    No ano anterior, seis dos 11 ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, estiveram presentes, mas neste ano nenhum compareceu.

    Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, não há data definida para a votação do projeto, mas a proposta ganhou força com o apoio de partidos como União Brasil e PP, que anunciaram o desembarque do governo Lula.

    Apesar disso, os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo), ligados a esses partidos, compareceram ao evento, com Sabino usando o boné Brasil Soberano .

    A ausência dos ministros da Corte máxima de Justiça do Brasil foi notável, especialmente em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

    O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, estava em viagem à França, enquanto Moraes, alvo frequente de bolsonaristas, também não participou.

    O mote “Brasil Soberano” foi reforçado como resposta às tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, uma medida criticada por Lula em pronunciamento na véspera do evento.

    No discurso, o presidente acusou, sem citar nomes, políticos que “estimulam ataques ao Brasil e defendeu a soberania como um pilar para combater desigualdades e proteger conquistas sociais.

    A Polícia Militar do Distrito Federal estimou um público de 50 mil pessoas, sem registros de incidentes graves.

    A segurança foi reforçada com o fechamento da Esplanada desde a noite de sábado, em um esforço conjunto com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e o Ministério da Defesa.

    O desfile incluiu apresentações militares, como tanques, helicópteros e a Esquadrilha da Fumaça, além de um bandeirão de 300 m² carregado por cadetes.

    Movimentos sociais, como a Frente Brasil Popular e o Grito dos Excluídos, também marcaram presença em Brasília e outras capitais, defendendo a soberania e protestando contra a anistia.

    Enquanto isso, apoiadores de Bolsonaro realizaram atos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, pedindo anistia e criticando o STF, mas militantes da esquerda também fizeram atos contra a anistia e várias capitais e cidades brasileiras.

    O evento de 7 de setembro consolidou a tentativa do governo Lula de ressignificar o patriotismo, associando-o à defesa da democracia e da autonomia nacional, em um contexto de polarização política e desafios econômicos globais.



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