“Feliz 2026, Brasil“, diz Gleisi Hoffmann; País tem menos desempregados que Portugal, Itália, Bélgica, Áustria, Espanha, França e até Alemanha, dentre outros países que somam 57% da Europa – SAIBA MAIS

Brasília (DF) · terça-feira, 30 de dezembro 2025
Em um marco para a economia nacional, a taxa de desemprego no Brasil despencou para 5,2% no trimestre móvel encerrado em novembro de 2025, registrando o menor patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse índice representa uma redução de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 5,6%, e reflete a criação de aproximadamente 1,2 milhão de vagas formais ao longo do ano, impulsionada por setores como serviços, indústria e tecnologia.
De acordo com dados divulgados em 28/nov, o número de desocupados caiu para 5,7 milhões, enquanto a população ocupada atingiu 104,5 milhões, o maior contingente já registrado.
Especialistas atribuem essa performance a políticas de estímulo fiscal, investimentos em infraestrutura e a recuperação pós-pandemia, mas alertam para a persistência de subocupação e informalidade, que afetam cerca de 40% da força de trabalho.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, comemorou desejando: “Feliz 2026, Brasil!” Veja abaixo e leia mais a seguir:
No cenário regional, a América Latina apresenta um panorama mais heterogêneo, com a taxa média de desemprego projetada entre 5,8% e 6,2% para 2025, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em um contexto de crescimento econômico moderado.
Comparativamente, o Brasil se destaca com seu 5,2%, superando vizinhos como a Venezuela (5,5%), Costa Rica (5,7%) e Peru (5,9%), conforme dados atualizados até setembro ou novembro de 2025.
Já a Argentina registra 7,2%, impactada por instabilidades macroeconômicas, enquanto o México mantém 2,8%, beneficiado por proximidade com o mercado norte-americano e investimentos em manufatura.
A informalidade continua como desafio comum na região, atingindo 46,7% no primeiro semestre de 2025, o que limita ganhos salariais e proteção social.
Em termos de ranking na América Latina, baseado em indicadores recentes:
1. México (2,8%);
2. Chile (4,5%);
3. Brasil (5,2%);
4. Venezuela (5,5%);
5. Costa Rica (5,7%);
6. Peru (5,9%);
7. Colômbia (6,8%);
8. Argentina (7,2%);
9. Uruguai (7,5%);
10. Bolívia (8,1%).
Esses números variam por metodologias nacionais, mas ilustram a liderança brasileira em recuperação.
Expandindo para o âmbito global, a média mundial de desemprego para 2025 é estimada em 6,64%, com extremos que vão de 1% na Tailândia a 61,99% no Sudão, de acordo com projeções econômicas.
O Brasil ocupa uma posição intermediária, melhor que a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que se estabilizou em 4,9% em julho de 2025, mas superior a potências como Japão (2,6%) e Estados Unidos (4,6%).
No ranking mundial aproximado para 2025, destacam-se: 1. Tailândia (1%); 2. Vietnã (1,5%); 3. Singapura (2%); … 50. Brasil (5,2%); … 100. África do Sul (33%); 101. Sudão (61,99%).
Essa comparação evidencia que, apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desigualdades regionais e de gênero, com taxas mais elevadas entre jovens e mulheres, demandando políticas inclusivas para sustentar o momentum.
Voltando o foco para a Europa, dados recentes do Trading Economics revelam uma ampla variação nas taxas de desemprego entre os países do continente, indo de 0,9% nas Ilhas Faroe (out/25) a 11,5% na Macedônia do Norte (set/25).
Comparado ao Brasil (5,2%), o país apresenta uma taxa menor que 24 dos 42 países europeus listados, o que representa aproximadamente 57% das nações do continente nessa métrica – posicionando-o melhor que nações como Polônia, Portugal, Itália e Alemanha, mas atrás de líderes como Rússia e Dinamarca.
A lista completa, segundo o tradingeconomics.com, inclui:
1. Ilhas Faroe (0,9% em out/25),
2. Rússia (2,1% em nov/25),
3. Dinamarca (2,6% em out/25),
4. Malta (2,7% em set/25),
5. Suíça (2,9% em nov/25),
6. Bielorrússia (3% em dez/24),
7. Moldávia (3,5% em set/25),
8. Países Baixos (4% em nov/25), .
9. Chipre (4,2% em out/25),
10. Croácia (4,5% em nov/25),
11. Noruega (4,5% em nov/25),
12. República Tcheca (4,6% em nov/25),
13. Hungria (4,6% em out/25),
14. Eslovênia (4,6% em out/25),
15. Irlanda (4,9% em nov/25),
16. Eslováquia (5% em nov/25),
17. Bulgária (5,1% em set/25),
18. Reino Unido (5,1% em out/25),
18. B R A S I L (5,2% em nov/25) [para comparação]
19. Polônia (5,6% em nov/25),
20. Portugal (5,9% em out/25),
21. Romênia (5,9% em out/25),
22. Itália (6% em out/25),
23. Luxemburgo (6,2% em nov/25),
24. Alemanha (6,3% em nov/25),
25. Bélgica (6,4% em out/25),
26. Letônia (6,9% em set/25),
27. Islândia (7% em nov/25),
28. Estônia (7,1% em set/25),
29. Áustria (7,5% em nov/25),
30. França (7,7% em set/25),
31. Albânia (8,1% em set/25),
32. Sérvia (8,2% em set/25),
33. Suécia (8,2% em nov/25),
34. Lituânia (8,5% em nov/25),
35. Grécia (8,6% em out/25),
36. Turquia (8,6% em nov/25),
37. Montenegro (9,33% em out/25),
38. Finlândia (9,7% em nov/25),
39. Espanha (10,45% em set/25),
40. Kosovo (10,8% em dez/24),
41. Bósnia e Herzegovina (11,2% em set/25),
42. Macedônia do Norte (11,5% em set/25).
O Contexto Brasil x Europa
Embora a convergência estatística coloque o Brasil em um patamar de desocupação numericamente inferior ao de diversos blocos desenvolvidos, analistas alertam para a necessidade de observar a “qualidade” desse emprego.
Enquanto a União Europeia sustenta seus índices com uma rede de proteção social robusta e baixíssima informalidade, o cenário brasileiro ainda enfrenta o desafio da precarização.
No Brasil, cerca de 38% da população ocupada está na informalidade, sem garantias previdenciárias ou direitos trabalhistas plenos. Já na Europa, o emprego é predominantemente formal, o que confere maior estabilidade à economia a longo prazo.
Portanto, a queda da taxa para 5,2% sob o governo Lula é um marco histórico de aquecimento do mercado interno, mas o próximo passo do país reside em transformar esses postos de trabalho em empregos de maior valor agregado e segurança jurídica, aproximando-se do padrão de bem-estar social europeu.
Essa trajetória positiva no Brasil não só impulsiona o consumo interno e a atração de investimentos estrangeiros, mas também serve de benchmark para a região, onde a estagnação econômica persiste.
No entanto, analistas como os da OIT enfatizam que “a redução do desemprego deve vir acompanhada de qualidade no emprego”, para evitar reversões em cenários de volatilidade global.
Com esses dados, o futuro do mercado de trabalho latino-americano depende de reformas estruturais e integração comercial.
Para entender o que 5,2% representa de desemprego no Brasil, é preciso olhar para o histórico recente do País. A queda é acentuada, mas o comportamento do mercado de trabalho mudou drasticamente nos últimos dez anos.
Abaixo, uma comparação entre os diferentes períodos e o que mudou na estrutura do emprego:
Comparativo Histórico (Taxa de Desocupação Média)
| Período / Governo | Taxa Média Aproximada | Contexto Principal |
| Dilma Rousseff (2011-2014) | 6,5% a 7,5% | Baixo desemprego, mas início da crise em 2015. |
| Michel Temer (2016-2018) | 12% a 13% | Auge da recessão e Reforma Trabalhista. |
| Jair Bolsonaro (2019-2022) | 9% a 14% | Impacto severo da pandemia e recuperação lenta. |
| Lula (2023-2025) | 5,2% a 8% | Queda contínua e recorde de ocupação no fim de 2025. |
O que explica a queda
Existem três pilares que sustentam esse número atual, conforme sugerido pela explicação técnica que você encontrou no texto:
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Massa de Rendimento: O valor total que os brasileiros recebem somados cresceu. Isso significa que, além de mais gente trabalhando, o salário médio teve um ganho real acima da inflação em 2025.
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Setor de Serviços: Este setor foi o grande motor da empregabilidade no Brasil. Como ele exige muita mão de obra, qualquer melhora na economia reflete rapidamente na contratação de garçons, vendedores e profissionais de logística.
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A “Nova” CLT: A flexibilização das leis trabalhistas nos últimos anos permitiu modalidades de contratação (como o trabalho intermitente) que mantêm a pessoa estatisticamente “ocupada”, mesmo que ela não trabalhe as 44 horas semanais tradicionais.
A Diferença Fundamental com a Europa
Na Europa, países como a Espanha e a Grécia convivem com taxas de 10% a 11%, mas possuem uma rede de proteção social (seguro-desemprego de longa duração e auxílios habitacionais) que o Brasil não possui na mesma escala.
Por isso, no Brasil, o desemprego baixo é uma necessidade de sobrevivência: o brasileiro “precisa” estar ocupado, mesmo que seja na informalidade, enquanto na Europa o cidadão consegue permanecer mais tempo como “desempregado estatístico” enquanto busca uma vaga específica em sua área.
Para chegarmos a esse índice de 5,2% em dezembro de 2025, o mercado de trabalho brasileiro passou por movimentos específicos em cada setor. A grande surpresa deste ano não foi apenas a quantidade de vagas, mas o protagonismo de áreas que costumavam ser secundárias na geração de emprego.
Detalhamento por setor, conforme os dados do IBGE e do Ministério do Trabalho:
1. Serviços: O Grande Motor (Destaque para Saúde e Educação)
O setor de Serviços continua sendo o maior empregador do Brasil, mas em 2025 o crescimento foi puxado por áreas específicas:
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Educação e Saúde: Foram as atividades que mais contribuíram para a expansão da ocupação. A renovação de contratos no setor educacional e a expansão de serviços de saúde (públicos e privados) foram fundamentais.
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Serviços Profissionais e Administrativos: Este segmento assumiu a liderança em receita e contratação, superando até o setor de transportes.
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Informação e Tecnologia: Atividades de comunicação e financeiras também registraram saldos positivos expressivos (mais de 400 mil novas vagas formais).
2. Agronegócio: Recorde de Ocupação
O Agro teve um ano excepcional em 2025, atingindo o recorde de 28,5 milhões de pessoas ocupadas.
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Crescimento: O PIB do setor cresceu mais de 11% no acumulado do ano.
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Qualidade: Diferente de anos anteriores, o aumento da ocupação no campo foi puxado por empregos com carteira assinada e trabalhadores com maior nível de instrução, especialmente na agroindústria (etanol, abate de animais e rações).
3. Indústria e Construção Civil
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Construção: Foi um dos setores com maior aumento no rendimento médio (cerca de 5,8%). A retomada de obras de infraestrutura e habitação ajudou a reduzir o desemprego entre trabalhadores de média qualificação.
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Indústria Geral: Registrou uma alta de aproximadamente 4,9% no número de pessoas ocupadas, somando mais de 600 mil novos postos ao longo do ano.
4. Comércio: Crescimento Moderado
Embora tenha gerado quase 300 mil vagas formais, o Comércio foi o setor que apresentou o crescimento mais lento nos salários (apenas 1,1% de aumento real). É um setor que contrata muito, mas com rotatividade alta e salários mais próximos ao piso.
Resumo do Cenário em Dezembro de 2025
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Rendimento Médio: Subiu para R$ 3.574, o maior valor da série histórica.
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Carteira Assinada: Atingiu o recorde de 39,4 milhões de pessoas.
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Informalidade: Apesar de ainda ser alta, caiu para 37,7%, o que indica que parte da queda do desemprego para 5,2% veio de empregos com proteção social, e não apenas de “bicos”.
Ponto de Atenção: O único setor que registrou queda expressiva foi o de Serviços Domésticos (recuo de 6%), o que reflete uma migração desses trabalhadores para postos formais no comércio e em serviços de limpeza corporativa.

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