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    Lula ao Der Spiegel: “Venceremos e a democracia se tornará ainda mais estável; não há lugar para fascistas no Brasil”

    Para o estadista, a “ideologia de direita que domina o mundo não tem futuro. Em vez de ideias, ela só espalha ódio e mentiras” – LEIA A ÍNTEGRA

    Presidente Lula em entrevista ao Der Spiegel

    O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os correspondentes da SPIEGEL, Jens Glüsing e Marian Blasberg / Foto: Filipe Redondo/DER SPIEGEL

    Brasília (DF) · 18 de abril de 2026

    Em entrevista ao jornal alemão Der Spiegel, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, abordou temas cruciais da geopolítica mundial, as relações com os EUA e a Venezuela, e sinalizou suas intenções para as eleições de 2026.

    A conversa, realizada ainda no Palácio do Planalto, mas divulgada apenas há algumas horas, ocorreu em um contexto de destruição recente da sede do governo por apoiadores de Jair Bolsonaro, já totalmente reparada.

    Leia a seguir os principais trechos da entrevista, com a referida citação mais abaixo:

    Sobre o acordo Mercosul-UE e as críticas francesas

    Perguntado sobre a iminência do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, a vigorar em 1º de maio, Lula rebateu as acusações de que o tratado estaria ultrapassado: “Nada é obsoleto. Basta trabalhar para que funcione.”

    Sobre a resistência da França, o presidente afirmou: “Eu já disse ao meu amigo Emmanuel Macron inúmeras vezes que os produtos agrícolas brasileiros não competem com os franceses.”

    Sobre Donald Trump, tarifas e a guerra comercial

    Lula revelou detalhes de um encontro com Donald Trump na Malásia em outubro de 2025. “Nunca me esquecerei disso. Eu lhe disse: Veja, eu tenho 80 anos, você fará 80 no dia 14 de junho. Nessa idade, não se brinca no cargo.”

    Sobre as ameaças tarifárias, o presidente foi enfático: “Trump não foi eleito imperador do mundo. […] Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e mísseis do mundo. Eu quero paz.” E completou: “Se Trump não quiser comprar nada de mim, encontrarei compradores em outro lugar.”

    Sobre a Venezuela, Cuba e a condenação de golpes

    Lula defendeu a autodeterminação dos povos, mas fez duras críticas ao regime de Nicolás Maduro. Questionado sobre a crise na Venezuela, o presidente respondeu: “O Brasil não reconheceu a eleição de Maduro porque, ao contrário do que exigimos, ele nunca divulgou os resultados.”

    Sobre a possibilidade de intervenção dos EUA em Cuba ou na Venezuela, Lula afirmou: “Assim como Putin não tinha o direito de invadir a Ucrânia, Trump não tem o direito de intervir na Venezuela ou ameaçar Cuba.”

    Sobre a sucessão de Bolsonaro e as eleições de 2026

    Questionado sobre a possível vitória de Flávio Bolsonaro (filho do ex-presidente) nas pesquisas para outubro, Lula adotou um tom democrático, mas repleto de confiança: “Quando o povo toma uma decisão, seja de direita, de esquerda ou de centro, temos que aceitar o resultado.”

    No entanto, disparou: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, venceremos esta eleição e garantiremos que nossa democracia se torne ainda mais estável.”

    E arrematou: “Não há lugar aqui para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia.”

    Sobre seu próprio futuro e legado

    Aos 80 anos, Lula indicou forte disposição para disputar a reeleição. “Estou me preparando para isso. Minha mente e meu corpo estão 100% em forma. Quero viver até os 120 anos!”, disse.

    Sobre o legado de seus mandatos, o presidente destacou a inclusão social. Uma das respostas mais fortes aos brasileiros foi: “‘Quando fui eleito pela primeira vez, em 2003, 54 milhões de pessoas no Brasil passavam fome. Em 2012, não havia mais fome no Brasil. Quando voltei ao cargo, em 2023, 33 milhões de brasileiros passavam fome. Dois anos e meio depois, tínhamos resolvido o problema novamente.’ “

    Sobre a reforma da ONU e o conflito no Oriente Médio

    Lula criticou duramente a estrutura de poder global, sugerindo a inclusão de novos membros no Conselho de Segurança da ONU: “Por que a Alemanha não é membro permanente – ou a Índia, o Japão, o Brasil ou o México?”

    Sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, ele condenou os gastos militares: “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares em armas e no setor militar. Esse dinheiro poderia ser melhor investido no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina.”




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