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Lula demite Jean Paul Prates da presidência da Petrobras e Magda Chambriard deve ser a nova CEO

    O Ministério de Minas e Energia enviou ofício à petroleira dizendo que a indicação está sujeita aos processos internos de governança corporativa

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    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), demitiu nesta terça-feira (14/5) o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, logo após a divulgação dos resultados da empresa do primeiro trimestre.

    Em sua última postagem na plataforma social de microblogging ‘X‘, feita no mesmo dia, às 12h58, Prates disse que a Petrobras teve “mais um trimestre promissor“, com “resultados financeiros consistentes“.

    Segundo ele, “nossa dívida financeira atingiu o menor patamar desde 2010 e alcançamos um resultado operacional robusto. Nossos números mostram que estamos no caminho certo, em rota para cumprir tudo que estabelecemos no nosso Plano Estratégico 2024-28. E ninguém melhor do que nossa força de trabalho para relatar em vídeo alguns dos destaques desse período. Parabéns a todas e todos pelo resultado alcançado. Seguiremos juntos rumo a mais um ano incrível para nossa companhia!“.

    Segundo o jornal ‘O Globo‘, Prates se despediu ontem à tarde de seus diretores e comunicou à equipe que Magda Chambriard será a nova presidente da Petrobras. Ela foi diretora-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP) no governo Dilma Rousseff.

    A Petrobras emitiu uma nota em que confirmou a saída de Prates.

    A Petrobras informa que recebeu nesta noite de seu Presidente, Sr. Jean Paul Prates, solicitação de que o Conselho de Administração da Companhia se reúna para apreciar o encerramento antecipado de seu mandato como Presidente da Petrobras de forma negociada. Adicionalmente, o Sr. Jean Paul informou que, se e uma vez aprovado o encerramento indicado, ele pretende posteriormente apresentar sua renúncia ao cargo de membro do Conselho de Administração da Petrobras.”

    Depois, a Petrobras informou que recebeu ofício do Ministério de Minas e Energia com a indicação de Magda Maria de Regina Chambriard para exercer os cargos de Presidente da companhia e de membro do Conselho de Administração.

    Segundo ofício da pasta, a indicação de Magda será submetida aos procedimentos internos de governança corporativa. Isso deve acontecer após as formalizações do processo de renúncia de Prates.

    Entre os procedimentos interno estão análises de conformidade e integridade necessárias ao processo sucessório da Companhia, com apreciação pelo Comitê de Pessoas e pelo Conselho de Administração, nos termos do artigo 150 da Lei 6.404/76 e dos artigos 20 e 25 do Estatuto Social da Companhia.

    Magda Chambriard é mestre em Engenharia Química pela COPPE/UFRJ (1989) e Engenheira Civil pela UFRJ (1979). Ela se especializou em engenharia de reservatórios e avaliação de formações e posteriormente em produção de petróleo e gás, na hoje denominada Universidade Petrobras.

    A nova CEO da petroleira fez diversos cursos, além dos relativos à produção de óleo e gás, dentre os quais Desenvolvimento de Gestão em Engenharia de Produção, Negociação de Contratos de Exploração e Produção, Qualificação em Negociação na Indústria do Petróleo, Gerenciamento de Riscos, Contabilidade, Gestão, Liderança, desenvolvimento para Conselho de Administração.

    A presidenta da Petrobras iniciou sua carreira na empresa em 1980, atuando sempre na área de produção, onde acumulou conhecimentos sobre todas as áreas no Brasil. Ela foi cedida à ANP, para assumir assessoria da diretoria de Exploração e Produção em 2002, quando atuava como consultora de negócios de E&P, na área de Novos Negócios de E&P da Petrobras.

    Na ANP, logo após assumir a assessoria, incorporou também as superintendências de exploração e a de definição de blocos, com vistas a rodadas de licitação. Foi responsável pela implantação do Plano Plurianual de Geologia e Geofísica da ANP, que resultou na coleta de dados essenciais para o sucesso das licitações em bacias sedimentares de novas fronteiras.

    Assumiu a Diretoria da ANP em 2008 e a Diretoria Geral em 2012, tendo liderado a criação da Superintendência de Segurança e Meio Ambiente, Superintendência de Tecnologia da Informação, os trabalhos relativos aos estudos e elaboração dos contratos e editais, além dos estudos técnicos que culminaram na primeira licitação do pré-sal, além das licitações tradicionais sob regime de concessão.

    Foi responsável pelas áreas de Auditoria, Corregedoria, Procuradoria, Promoção de Licitações, Abastecimento, Fiscalização da Distribuição e Revenda de Combustíveis, Recursos Humanos, Administrativa-Financeira, Relações Governamentais, além das relativas a Exploração e Produção.

    A crise com Jean Paul Prates começou quando a empresa informou que não faria o pagamento de dividendos extraordinários, no começo de março. Por trás da decisão estaria a intenção do governo em ampliar os seus investimentos.

    Em meio a esse processo, Prates entrou em rota de colisão o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Casa Civil, Rui Costa. Nesse meio tempo, o nome de Aloizio Mercadante chegou a ser ventilado ao cargo de Prates. Após tudo isso, a Petrobras acabou decidindo que iria fazer o pagamento de 50% dos dividendos extraordinários, fruto do lucro obtido pela companhia no ano passado.

    Esse era o valor defendido por Prates e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad – cifra que irá ajudar o governo a fechar as contas neste ano. O restante também deverá ser distribuído na forma de dividendos, mas a decisão ocorrerá ao longo deste ano, segundo a diretoria da companhia.

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