Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Lula critica Trump, guerra em Gaza e big techs em reunião ministerial no Planalto

    Clickable caption
    O Presidente
    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a segunda reunião ministerial do ano, no Palácio do Planalto |26.8.2025| Imagem reprodução/YouTube


    O estadista reforça a soberania nacional, condena ações de Israel e EUA, e defende regulação de empresas de tecnologia



    Brasília, 26 de agosto de 2025

    Em reunião ministerial realizada na manhã desta terça-feira (26/ago), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à guerra em Gaza e à falta de regulação das grandes empresas de tecnologia, as chamadas big techs.

    O encontro, transmitido pela imprensa, teve como objetivo discutir ações prioritárias do governo, mas foi marcado por declarações enfáticas sobre política externa e soberania nacional.

    Lula destacou a postura soberana do Brasil, afirmando que o país não aceita ser tratado como subalterno.

    “Somos um país soberano, temos uma constituição, uma legislação, quem quiser entrar no nosso espaço, tem que prestar contas à nossa Constituição e à nossa legislação”, declarou.

    Ele mencionou membros de seu governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o chanceler Mauro Vieira, como figuras disponíveis para negociações internacionais, mas sob a condição de igualdade.

    “O que não estamos dispostos é sermos tratados como se fôssemos subalternos. Isso nós não aceitamos de ninguém”, reforçou.

    CRÍTICAS A TRUMP E À GUERRA TARIFÁRIA

    O presidente brasileiro voltou a criticar Donald Trump, acusando-o de agir como “imperador do planeta Terra” e de ameaçar o mundo com políticas protecionistas, como a imposição de tarifas comerciais.

    Segundo Lula, as ameaças de Trump também se estendem às big techs, um tema sensível para o Brasil, que planeja enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para regulamentar essas empresas.

    “O Brasil é soberano e empresas estrangeiras devem respeitar a legislação local”, afirmou o presidente, defendendo a autonomia do país em decisões regulatórias.

    A suspensão do visto do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pelos Estados Unidos também foi alvo de críticas. Lula classificou a medida como um “gesto irresponsável”, destacando a tensão nas relações bilaterais.

    Essa suspensão ocorre em um contexto de atritos diplomáticos, especialmente após críticas do Brasil às políticas de Trump, como as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros.

    GUERRA EM GAZA: DENÚNCIA DE GENOCÍDIO

    Sobre o conflito em Gaza, Lula reiterou sua posição de que Israel comete um “genocídio” contra os palestinos, iniciado após o ataque terrorista do Hamas em território israelense, há quase dois anos.

    “Temos a continuidade do genocídio na Faixa de Gaza, que não para, todo o dia mais gente morre”, declarou.

    Ele criticou a violência contra civis, afirmando que crianças famintas são “assassinadas como se fossem do Hamas” pelas tropas israelenses.

    Essa postura já havia gerado reações do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que criticou as declarações do presidente brasileiro.

    GUERRA NA UCRÂNIA: FIM DO CONFLITO À VISTA?

    No que diz respeito à guerra entre Rússia e Ucrânia, Lula expressou otimismo sobre um possível desfecho.

    “Eu acho que tanto o presidente Putin quanto o presidente Zelensky já sabem o limite de onde vai essa guerra, a Europa já sabe o limite, Trump já sabe o limite. Então eu acho que estão apenas aguardando o momento que eles tenham coragem de anunciar o fim dessa guerra”, afirmou.

    Ele também sugeriu que a maior preocupação dos atores envolvidos, como os Estados Unidos e a União Europeia, seria a dívida gerada pelo conflito.

    Essa visão ecoa declarações anteriores de Lula, que, em conversa com Vladimir Putin em agosto de 2025, reforçou o apoio do Brasil a uma solução pacífica.

    CONTEXTO E REAÇÕES

    As declarações de Lula ocorrem em um momento de tensões geopolíticas globais.

    A guerra em Gaza continua a gerar debates acalorados, com a ONU alertando para a confirmação de fome na região e pedindo um cessar-fogo imediato.

    Já o conflito na Ucrânia segue com negociações frágeis, como a cúpula planejada entre Trump e Putin no Alasca, que não incluiu a Ucrânia, gerando críticas de Lula e de líderes europeus.

    Além disso, a proposta de regulação das big techs reflete uma preocupação global com o poder dessas empresas.

    Lula já havia discutido o tema em eventos como a cúpula do BRICS, onde criticou a influência de potências estrangeiras em questões digitais.

    A suspensão do visto de Lewandowski também intensifica as críticas à condução da política externa de Trump, vista como unilateral por diversos analistas. Implicações para o Brasil.

    As falas de Lula reforçam a posição do Brasil como um ator que busca autonomia e diálogo no cenário internacional, mas também geram controvérsias.

    A oposição brasileira, como o senador Sérgio Moro e o deputado Mauricio Marcon, já criticou o alinhamento do governo com regimes autoritários e a postura em relação a Israel e aos Estados Unidos.

    Enquanto isso, o Brasil segue buscando um papel de mediador em conflitos globais, como na Ucrânia, onde propôs a criação de um grupo de países sob a coordenação da ONU para negociar a paz.



    SIGA NAS REDES SOCIAIS




    Compartilhe via botões abaixo:

    🗣️💬

    Discover more from Urbs Magna

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading