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A virada: como Lula disparou nas pesquisas e conquistou até eleitores de Bolsonaro

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    O ex-presidente
    O ex-presidente Jair Bolsonaro / Foto: PlatoBr | O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva comendo jaboticaba / Imagem reprodução


    Presidente cresce em popularidade, inclusive entre apoiadores do mito inelegível, segundo levantamentos – entenda



    Brasília, 14 de julho de 2025

    A recente ascensão na popularidade do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme reportado pela colunista Bela Megale em O Globo, reflete uma mudança expressiva no cenário político brasileiro às vésperas das eleições de 2026.

    Não são apenas as pesquisas internas do Palácio do Planalto que indicam essa retomada; até mesmo levantamentos encomendados pelo Partido Liberal (PL), liderado por Jair Bolsonaro, apontam um crescimento de aproximadamente dois pontos percentuais na aprovação de Lula no último mês.

    Esse fenômeno, surpreendente por alcançar até eleitores tradicionalmente alinhados à direita, é impulsionado por dois fatores principais: a adoção de um discurso de justiça social, centrado na narrativa de “ricos contra pobres”, e a resposta contundente do governo ao tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump, que justificou a medida como retaliação ao julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

    O discurso da luta de classes ganhou força após embates com o Congresso Nacional, especialmente com a derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

    A estratégia de Lula, que incluiu a defesa de uma tributação mais progressiva — como a proposta de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e taxação de 10% para rendas acima de R$ 100 mil — ressoou com a população, especialmente entre os mais pobres e no Nordeste, tradicional reduto petista.

    Essa narrativa foi reforçada pela crise gerada pelo tarifaço de Trump, que Lula transformou em uma oportunidade para destacar a soberania nacional. Em entrevista ao Jornal Nacional, o presidente afirmou que “o Brasil não aceita intromissão” e prometeu retaliar com a Lei da Reciprocidade Econômica, caso as negociações com os EUA não avancem.

    Essa postura nacionalista, segundo analistas, tem ajudado Lula a reconquistar parte do eleitorado que havia se afastado devido a escândalos como o do INSS e a “taxa das blusinhas”.

    No campo adversário, o tarifaço de Trump gerou uma crise no bolsonarismo. Enquanto Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, defenderam abertamente as tarifas, tentando associá-las a uma suposta “perseguição” do Supremo Tribunal Federal (STF), outros aliados, como os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG), optaram por uma postura mais cautelosa, silenciando sobre o tema ou pedindo negociações.

    Tarcísio, em particular, enfrenta críticas por sua ambiguidade: após culpar Lula pelo tarifaço, ele tentou se reposicionar, defendendo o diálogo com os EUA e se reunindo com Bolsonaro e ministros do STF para negociar. Essa postura gerou desgaste, especialmente no agronegócio, que teme os impactos econômicos das tarifas em setores como laranja, café e carne bovina, onde São Paulo é um grande exportador.

    Parlamentares da bancada ruralista, tradicionalmente alinhada a Bolsonaro, expressaram constrangimento com a situação, já que o tarifaço foi motivado, em parte, pela articulação de Eduardo Bolsonaro nos EUA.

    A consultoria Bites aponta que Lula e seus aliados têm dominado o engajamento nas redes sociais, especialmente na plataforma X, onde uma postagem do presidente contra o tarifaço alcançou mais de 9,4 milhões de visualizações, superando publicações de líderes bolsonaristas como Nikolas Ferreira.

    Essa vantagem digital reflete a capacidade do governo de capitalizar a crise para reforçar sua narrativa de defesa do povo brasileiro contra interesses externos e elites econômicas. No entanto, aliados de Lula alertam que a estratégia do “nós contra eles” pode ter limitações, especialmente se não for acompanhada por ações concretas que melhorem a economia e reduzam a insatisfação com questões como inflação e desemprego.

    Enquanto isso, no PL, a cúpula tenta evitar o pânico entre sua base, sustentando que o crescimento de Lula é limitado e não ultrapassará os dois pontos percentuais observados. Só que a incerteza sobre o impacto político do tarifaço de Trump permanece, especialmente porque a direita brasileira sempre buscou se alinhar ideologicamente com o ex-presidente americano.

    A tentativa de culpar Lula pela crise não ganhou tração, como apontam posts na plataforma, que destacam a percepção de que o tarifaço é uma consequência das ações de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A narrativa tem sido reforçada por deputados governistas, que celebraram o crescimento de Lula até nas pesquisas bolsonaristas.



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    1 comentário em “A virada: como Lula disparou nas pesquisas e conquistou até eleitores de Bolsonaro”

    1. João Otero De Oliveira

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