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“Coragem” de Lula em dar voz ao Sul Global pode “mudar o curso da humanidade”, diz primeiro-ministro malaio

    Eu saúdo o presidente Lula por ter a coragem de prosseguir com visão clara, compromisso de dar voz às preocupações, às aspirações das pessoas do Sul Global. Acredito que o BRICS será muito significativo, vai alterar e causar uma mudança no curso da história da humanidade”, afirmou Anwar Ibrahim

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    O primeiro-ministro
    O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, e o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o Fórum Empresarial do BRICS, no Rio de Janeiro |5.7.2025| Foto de Ricardo Stuckert


    RESUMO <<Presidente Lula aceita convite para cúpula da ASEAN na Malásia e destaca a importância do BRICS e da cooperação Sul-Sul. Primeiro-ministro malaio elogia coragem de Lula em ampliar voz do Sul Global. Evento pode impulsionar negócios e parcerias estratégicas para o Brasil>>


    Rio de Janeiro, 06 de julho de 2025

    Durante sua participação no Fórum Empresarial do BRICS, realizado neste sábado (5/jul) no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que aceitou o convite do primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, para participar da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que ocorrerá em outubro, em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

    Em discurso, Lula destacou a importância da parceria entre governos e o setor privado para impulsionar o desenvolvimento econômico, enfatizando o papel do Brasil no fortalecimento das relações Sul-Sul e convocando empresários brasileiros a se prepararem para explorar novas oportunidades de negócios no Sudeste Asiático.

    Anwar Ibrahim é presidente de turno da ASEAN. O convite para participar da cúpula da organização, que reúne dez nações do Sudeste Asiático, foi aceito como parte da estratégia brasileira de ampliar laços comerciais e diplomáticos com a região.

    Encontrei, no Fórum Empresarial dos BRICS, o Primeiro-Ministro da Malásia, @anwaribrahim. Aceitei o convite do Primeiro-Ministro para participar, em outubro, do encontro da Associação das Nações do Sudeste Asiático, a ASEAN”, afirmou Lula em postagem no X.

    Ele destacou que a participação na cúpula, prevista para ocorrer em Kuala Lumpur, será uma oportunidade para estreitar relações com um bloco econômico que representa um mercado de mais de 650 milhões de pessoas e um PIB combinado de cerca de US$ 3,6 trilhões.

    O Brasil já mantém um fluxo comercial significativo com a ASEAN, totalizando US$ 37 bilhões, com superávit de US$ 15 bilhões, principalmente em commodities e produtos agrícolas.

    Um dos pontos centrais do discurso de Lula foi a convocação direta aos empresários brasileiros para que se engajem ativamente na missão à Malásia.

    Convoquei os nossos empresários a se prepararem para irem à Malásia para fazer novos negócios”, declarou o presidente, reforçando que a presença do setor privado é essencial para transformar oportunidades em resultados concretos.

    Ele destacou que a cúpula da ASEAN será uma plataforma para que o Brasil amplie sua presença em mercados asiáticos, especialmente em setores estratégicos como tecnologia, energia renovável e agricultura sustentável.

    No fundo, nós, presidentes, abrimos a porta, mas quem sabe fazer negócios são os empresários. Quem quer vender, vai. Quem quer comprar, vai. Se ficar esperando, as coisas não acontecem”, tem afirmado o Presidente Lula em várias de suas viagens internacionais, criticadas pela extrema direita, mas retornadas com frutos positivos para o Brasil.

    Lula vê na cúpula uma chance de diversificar e expandir esse comércio, priorizando setores como alimentos, energia, infraestrutura, tecnologia e cooperação educacional e sanitária.

    O estadista tem incentivado uma postura proativa do empresariado brasileiro. Ele acredita que a participação em eventos como a cúpula da ASEAN pode posicionar o Brasil como um parceiro estratégico no Sudeste Asiático, aproveitando a sinergia entre os países do Sul Global.

    Lula enfatizou a divisão de responsabilidades entre governos e empresários no processo de desenvolvimento econômico. “Tenho a convicção de que cabe aos governos abrir portas, e aos empresários, fazer negócios. E é isso que estamos fazendo”, afirmou.

    Segundo o presidente, os governos têm o papel de criar condições favoráveis, como acordos comerciais, marcos regulatórios estáveis e incentivos para investimentos, enquanto cabe ao setor privado aproveitar essas oportunidades para gerar negócios, empregos e inovação. Essa ideia de Lula foi pouco explorada no governo anterior.

    Durante o Fórum Empresarial do BRICS, Lula defendeu que o bloco, composto por 11 países (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã), é um exemplo de como a colaboração entre nações emergentes pode promover o desenvolvimento sustentável.

    Ele destacou que o BRICS, que representa 48% da população mundial e 40% do PIB global, cresceu 4% em 2024, acima da média mundial, consolidando-se como um polo de economias dinâmicas.

    O presidente também abordou a necessidade de combater o protecionismo global e reformar a arquitetura financeira internacional, propondo um modelo de desenvolvimento baseado em agricultura sustentável, indústria verde e bioeconomia.

    Ele mencionou que os países do BRICS possuem 84% das reservas de terras raras, 66% do manganês e 63% do grafite do mundo, recursos estratégicos para a transição energética, e que o Brasil está bem posicionado para liderar nesse setor devido à sua energia limpa e mão de obra qualificada.

    Contexto do Fórum Empresarial do BRICS e Perspectivas para o Brasil na ASEAN

    O Fórum Empresarial do BRICS, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Women’s Business Alliance (WBA), reuniu líderes empresariais, autoridades governamentais e especialistas dos países membros e nações convidadas, como a Malásia.

    O evento, que antecedeu a Cúpula de Chefes de Estado do BRICS, realizada nos dias 6 e 7 de julho, discutiu temas como comércio, segurança alimentar, transição energética, descarbonização, economia digital e inclusão financeira.

    A presença de Anwar Ibrahim no fórum reforçou a importância da colaboração entre o BRICS e outros blocos regionais, como a ASEAN, para promover o multilateralismo e o desenvolvimento sustentável.

    Anwar Ibrahim elogiou a liderança de Lula, destacando seu compromisso com as aspirações do Sul Global. “Eu saúdo o presidente Lula por ter a coragem de prosseguir com visão clara, compromisso de dar voz às preocupações, às aspirações das pessoas do Sul Global. Acredito que o BRICS será muito significativo, vai alterar e causar uma mudança no curso da história da humanidade”, afirmou o primeiro-ministro malaio.

    A participação de Lula na cúpula da ASEAN é vista como um passo estratégico para fortalecer a política externa brasileira no eixo Sul-Sul.

    Além de ampliar o comércio, o Brasil busca parcerias em áreas como semicondutores, energia renovável e combate às desigualdades, temas já discutidos com a Malásia em encontros anteriores, como a reunião de Lula com Ibrahim em novembro de 2024, durante o G20 no Rio de Janeiro.

    A Malásia, por sua vez, tem interesse em aprofundar investimentos no Brasil, como os da estatal Petronas, que já aplicou mais de R$ 24 bilhões no setor de óleo e gás no país.

    Com a confirmação de sua ida à Malásia, Lula reforça o compromisso do Brasil com o multilateralismo e a cooperação internacional, enquanto incentiva o empresariado a assumir um papel ativo na expansão econômica global.

    A viagem, marcada para outubro, promete abrir novas portas para o Brasil no dinâmico mercado do Sudeste Asiático, consolidando a posição do país como um ator relevante no cenário global.


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