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Lula conversa com Mohammed bin Salman Al Saud, príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita

    O estadista ligou para o árabe nesta segunda-feira (13/jan) e destacou que o fluxo de comércio está crescendo em volume e valor – O Presidente afirmou que o país do Oriente Médio já é o maior parceiro do Brasil na região

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    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), telefonou nesta segunda-feira (13/jan) para o príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, para tratar de temas da agenda bilateral.

    De acordo com informações do Palácio do Planalto, na conversa, realizada às 15h, o estadista destacou que as relações BrasilArábia Saudita estão em um excelente momento.

    O chefe do Executivo também afirmou para bin Salman que o Conselho de Coordenação Brasileiro-Saudita, criado em novembro último, vai fortalecer o diálogo entre os dois países.

    O líder brasileiro também agradeceu pela adesão da Arábia Saudita à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.


    Ainda de acordo com a sede do Governo Lula, Mohammed bin Salman Al Saud cumprimentou o presidente pelo êxito da 19.ª reunião de cúpula do G20, realizada na cidade do Rio de Janeiro, no ano passado, entre os dias 18 e 19 de novembro de 2024.

    O príncipe herdeiro ainda manifestou sua satisfação com a evolução da parceria entre os dois países, em especial no setor de energia.

    O Presidente Lula afirmou a bin Salman que recebeu relato muito positivo do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que se encontra em viagem a Riade – capital e o principal centro financeiro da Arábia Saudita, sobre as possibilidades de cooperação bilateral.

    O líder de todos os brasileiros destacou que o fluxo de comércio entre o país do Oriente Médio e o Brasil está crescendo em volume e valor. Lula acrescentou que a Arábia Saudita já é o maior parceiro de sua região em nosso país e indicou o objetivo de diversificar o intercâmbio com produtos de maior valor agregado, com vistas a fortalecer as cadeias de valor entre os dois países.

    Por fim, o Presidente da República Federativa renovou convite ao príncipe herdeiro para visitar o Brasil em 2025, a fim de retribuir a recepção que lhe foi oferecida em Riade em novembro de 2023.

    Por que Mohammed bin Salman Al Saud é chamado de “príncipe herdeiro

    Mohammad bin Salman bin Abdulaziz Al Saud, 39, é o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, onde o rei é Salman bin Abdulaziz Al Saud, 89, que tem alzheimer. Por este motivo, Mohammad foi nomeado príncipe herdeiro em junho de 2017, após a decisão de seu pai de retirar seu sobrinho Muhammad bin Nayef de todos os seus cargos.

    Em setembro de 2022, o príncipe herdeiro se tornou o primeiro-ministro do Reino da Arábia SauditaMohammad também é chefe da corte real da Casa de Saud – a casa real no poder na Arábia Saudita desde a criação do país em 23 de setembro de 1932.

    O país foi criado a partir da unificação dos reinos de Hejaz e Najd, que eram administrados separadamente desde 1927. O fundador do Reino da Arábia Saudita foi o rei Abdul Aziz Al Saud, também conhecido como Ibs Saud ou Leão de Najd. Ele tomou Hejaz da família Hashemita e uniu o país sob o governo da família Saud.

    A Arábia Saudita é um Estado islâmico, monarquia absoluta e casa real da família Saud.

    Mais sobre a Arábia Saudita

    Após a invasão do Kuwait pelo Iraque, em 1990, a Arábia Saudita aceitou a família real do Kuwait e 400 mil refugiados, enquanto permitia que tropas ocidentais e árabes se posicionassem em seu solo para a libertação do Kuwait no ano seguinte.

    A contínua presença de tropas estrangeiras em solo saudita após a libertação do Kuwait tornou-se uma fonte de tensão entre a família real e o público até que todas as tropas norte-americanas deixassem o país em 2003.

    De 2005 a 2015, o rei Abdullah modernizou o reino. Impulsionado por sua ideologia pessoal e pelo pragmatismo político, ele introduziu uma série de iniciativas sociais e econômicas, incluindo a expansão do emprego e de oportunidades sociais para as mulheres, atraindo investimentos estrangeiros, aumentando o papel do setor privado na economia e desencorajando empresas a contratar trabalhadores estrangeiros.

    O país viu protestos durante a Primavera Árabe de 2011, mas não como o derramamento de sangue visto em protestos em outros lugares da região.

    O governo realizou suas primeiras eleições em 2005 e 2011, quando os sauditas foram às urnas para eleger os vereadores municipais. Em dezembro de 2015, as mulheres puderam votar e candidatar-se pela primeira vez às eleições municipais, que resultaram em 19 mulheres ocupando cadeiras.

    O rei Salman Bin Abd Al-Aziz Al Saud ascendeu ao trono em 2015. Em março daquele ano, a Arábia Saudita liderou uma coalizão de dez países em uma campanha militar para restaurar o governo do Iêmen, que havia sido derrubado pelas forças Huthi, aliadas ao ex-presidente Ali Abdullah Al-Salih.

    E em dezembro, o vice-príncipe herdeiro anunciou que o país lideraria uma coalizão islâmica de 34 nações para combater o terrorismo. No ano seguinte, a Arábia Saudita executou 47 pessoas acusadas de terrorismo, incluindo o clérigo xiita muçulmano Nimr Al-Nimr. Manifestantes iranianos invadiram instalações diplomáticas sauditas no Irã e o governo saudita respondeu cortando os laços diplomáticos com o Irã.

    O país continua a ser um dos principais produtores de petróleo e gás natural e detém cerca de 16% das reservas mundiais de petróleo comprovadas em 2015. O governo continua a buscar reformas e diversificação econômicas, particularmente desde a adesão da Arábia Saudita à Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2005.

    Em abril de 2016, o governo saudita anunciou um amplo conjunto de reformas socioeconômicas, conhecidas como Visão 2030.

    Coordenada com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e alguns países não-membros, o país concordou cortar a produção de petróleo no início de 2017 para regular o fornecimento e ajudar a elevar os preços globais.

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