“Deveria ter um impeachment. São esses deputados e senadores que ficam tentando fazer greve para não permitir que funcione a Câmara ou o Senado. Verdadeiros traidores da pátria“, afirma o estadista
Brasília, 09 de agosto de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou publicamente em defesa da cassação de mandatos de parlamentares que participaram de protestos e ocuparam as mesas diretoras do Congresso Nacional.
A declaração, feita durante um evento no Acre, gerou grande repercussão no cenário político, com o presidente rotulando os congressistas como “verdadeiros traidores da pátria“.
Segundo ele, a paralisação das atividades do legislativo é uma afronta à democracia e, por isso, os responsáveis deveriam ser alvo de medidas punitivas.
A fala ocorre em um contexto de tensão entre os poderes e de manifestações de oposição contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação dos parlamentares ocorreu em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Os congressistas de oposição pressionam para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o impeachment do ministro, mas a declaração de Lula mudou o foco do debate para a possível punição aos próprios parlamentares.
A oposição, por sua vez, repudiou a fala do presidente, argumentando que a ocupação da mesa é um instrumento histórico de protesto e que a declaração de Lula seria uma tentativa de intimidação.
Durante o discurso, o presidente Lula também defendeu o ministro Alexandre de Moraes, pedindo ao senador Petecão (PSD-AC) que não assinasse o pedido de impeachment contra o ministro, pois ele estaria garantindo a democracia.
O presidente afirmou ainda que o governo brasileiro não se deixará intimidar por ameaças externas, em uma referência clara a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a soberania do país.
A crise política se aprofunda e coloca em evidência a polarização do país. Enquanto o presidente defende a punição de opositores, a oposição acusa o governo de tentar calar os protestos e de ameaçar a liberdade de expressão.
A situação no Congresso Nacional e a relação com o STF continuam instáveis, com os parlamentares reafirmando que não se intimidarão com as ameaças e que o bloco de oposição se manterá coeso na defesa da liberdade.








