LULA: “Bolsonaro não é de direita. É mais para Hitler e Mussolini”

09/09/2021 0 Por Redação Urbs Magna
LULA: “Bolsonaro não é de direita. É mais para Hitler e Mussolini”

“O que tá acontecendo no Brasil não é uma disputa de direita e esquerda. É entre fascistas e democracia. Bolsonaro não pensa. Ele não constrói um pensamento, ele constrói bobagem. Você não vê uma frase inteira dele dizendo alguma coisa que preste, é só bobagem”, afirmou o ex-presidente

“O que tá acontecendo no Brasil não é uma disputa de direita e esquerda. É entre fascistas e democracia. Bolsonaro não é de direita. Ele tem que ser analisado mais pra Hitler e Mussolini do que pra um cara de direita. Porque ele não pensa. Ele não constrói um pensamento, ele constrói bobagem. Você não vê uma frase inteira dele dizendo alguma coisa que preste, é só bobagem”

O ex-presidente fez a declaração durante exibição ao vivo do podcast Mano a Mano, do happer Mano Brown, na madrugada desta quinta-feira (9).

Conforme sintetizou o UOL, Lula também definiu os dois polos políticos: “Esquerda são agrupamentos políticos mais preocupados com a questão social, com o crescimento de oportunidades para os chamados oprimidos. E as direitas são aqueles setores conservadores, que querem ficar mais ricos em detrimento da sociedade”.

Para Lula, a direita não quer um estado menor, mas sim “um estado servindo aos seus interesses”.

Leia outras importantes declarações de Lula nesta madrugada:

“A direita não fala uma linguagem que eu admiro que ela fale. Ele ganhou porque muita gente do nosso povo votou com ele. Nós perdemos no debate ideológico. A direita tem sua importância sim, eu admiro um cara de direita que debate com firmeza. O que não acho é que esteja preparado pra enfrentar o debate destrutivo que eles fizeram”, disse Lula.

“Não tem três minutos de argumento pra nada sério, Por isso que a vida dele é fake news”, afirmou sobre Bolsonaro.

“Eu dizia, eu não gosto de política e não gosto de quem gosta. Como eu era ignorante. Como a gente não gosta? Eu tenho que gostar de politica e fazer. Quando a gente não gosta, o ovo da serpente para em Bolsonaro. O Bolsonaro é fruto da despolitização da sociedade brasileira nessas últimas duas décadas”.

“É preciso que o jovem se envolva cada vez mais na política e que use sua “raiva” como poder de mudança. Foi o desejo de mudar que me fez começar a me envolver com política”.

“Quando você estiver revoltado, quando você não tiver acreditado em ninguém, quando você achar que ninguém presta, preste você. Em vez de você achar que a solução estão em outra pessoa, seja você, faça você, faça você a politica”.

“Não estou candidato ainda, só vou decidir se vou ser candidato em março. Eu sei que é difícil acreditar que alguém que está em 1º lugar nas pesquisas não é candidato, mas eu não sou por uma simples razão. Primeiro porque não quero ser candidato de mim mesmo. Preciso construir uma candidatura que venha de baixo pra cima. Eu quero ouvir muita gente, quero conversar com muita gente. Por que? Porque de todo mundo que tá pensando em ser candidato, todo mundo pode prometer o que quiser. Eu não posso, porque eu já fiz. Porque eu tenho um patamar. Eu não posso fazer menos do que fiz. Eu aprendi uma lição. Você não conserta esse país se você não colocar os pobres no orçamento. Você colocar o pobre no orçamento e o rico no imposto de renda, aí você começa a resolver os problemas do país”.

“Pra tomar uma decisão, eu gosto de conversar e ouvir. Pegar 4,5, 6 opiniões porque se errar, erro com consistência. No meu governo, todas as decisões foram emanadas de conferências nacionais”.

“O presidente não é deus, ele é um cidadão que tem um papel de síndico. Eu não acredito em ninguém que fale, eu sei, eu posso. Governei durante 8 anos e nunca me senti sozinho. Se estiver numa reunião com 30 pessoas, eu escuto as 30”.

“Não ia passar pra historia como o presidente que no primeiro encontro com o senado foi falar sobre seu salário. Não queria que meu primeiro gesto fosse aumentar meu salário”, disse Lula sobre a primeira reunião que teve após tomar posse e negou conversar sobre um aumento de salário. “Fiz porque era minha obrigação fazer. Eu vivo assim antes de ser presidente e vou viver assim como presidente”.

“Eu acho o PT maior do que eu, apesar de muita gente achar o contrário. O PT é uma coisa muito forte nas entranhas desse país. Uma vez eu fui no Amazonas. Quando cheguei lá, tinha um monte de índio e um monte de criança com bandeirinha do PT. Eu comecei a chorar. O PT tá enraizado na sociedade, tem gente que anda 3 horas de canoa, comendo frango assado com farofa e tomando água do próprio rio pra participar de uma reunião do PT. Por isso eu acho que o PT é maior do que eu”.

Lula disse acredita que chegará a hora em que o PT deverá fazer algum acordo e apoiar um candidato de outro partido, pois é o “jogo democrático”. Contudo, ele reforça que “é muito difícil imaginar um candidato que não seja do PT pela esquerda”, mesmo que seja preciso se preparar para isso.

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