Em pronunciamento na véspera do Dia da Independência, o estadista reforça a soberania brasileira e reitera capacidade do País de “governar e cuidar de nossa terra e de nossa gente” – ASSISTA
Brasília, 06 de setembro de 2025
Em um pronunciamento marcante às vésperas do Dia da Independência do Brasil, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso do governo com a soberania nacional, a democracia e a proteção ambiental.
Transmitido em rede nacional neste sábado (6/set), o discurso destacou conquistas sociais, a redução do desmatamento na Amazônia e a luta contra a desinformação nas redes digitais, além de criticar interferências externas e políticos que, segundo ele, agem contra os interesses do país.
Lula abriu seu discurso conectando o 7 de Setembro à luta histórica pela independência.: “O 7 de setembro representa o momento em que deixamos de ser colônia e passamos a conquistar nossa independência, nossa liberdade e nossa soberania”, afirmou.
Ele destacou que, há mais de 200 anos, as riquezas brasileiras, como ouro e madeiras, eram exploradas por potências estrangeiras. Hoje, segundo o presidente, o Brasil é soberano e pertence ao “povo brasileiro”, rejeitando qualquer tentativa de voltar a ser uma colônia.
“Mantemos relações amigáveis com todos os países, mas não aceitamos ordens de quem quer que seja”, enfatizou.
O presidente também criticou duramente políticos brasileiros que, em sua visão, estimulam ataques ao país por interesses pessoais. “São traidores da pátria. A História não os perdoará”, declarou, sem citar nomes, mas apontando para uma polarização política que, segundo ele, prejudica a nação.
No campo ambiental, Lula celebrou a redução de 50% no desmatamento da Amazônia nos últimos dois anos, um marco que fortalece a posição do Brasil como anfitrião da COP30, a ser realizada em Belém, Pará, em novembro.
“Cuidamos como ninguém do nosso meio ambiente”, afirmou, destacando que o evento será uma oportunidade para discutir a Amazônia diretamente na região, com a participação de povos indígenas e comunidades ribeirinhas.
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Econômicamente, Lula destacou a abertura de mais de 400 novos mercados para exportações brasileiras em menos de três anos, reforçando o compromisso com o livre comércio e o multilateralismo.
“Defendemos o livre comércio, a paz, o multilateralismo e a harmonia entre as nações, mas nunca abriremos mão da nossa soberania”, disse.
Ele também defendeu a manutenção do PIX como um sistema público e gratuito, criticando tentativas de privatização em meio a uma investigação dos Estados Unidos sobre possíveis favorecimentos do governo brasileiro ao sistema.
O presidente enfatizou a importância da Constituição Brasileira, que garante a independência entre os Três Poderes, rejeitando qualquer interferência externa no Poder Judiciário.
“Justiça não se negocia”, afirmou, em resposta a pressões internacionais, como as do governo norte-americano, que ele classificou como “inaceitáveis”.
Lula também abordou o papel das redes digitais, reconhecendo sua relevância para informação e trabalho, mas criticando seu uso para disseminar “fake news e discurso de ódio”.
Ele destacou a necessidade de regulamentação para combater crimes como golpes financeiros, exploração sexual de menores e violência contra mulheres e minorias.
Por fim, o presidente relacionou a soberania ao cotidiano, afirmando que ela se manifesta na defesa da democracia, no combate à desigualdade e no apoio aos trabalhadores, jovens e mais necessitados.
“Se temos direito a essas políticas públicas, é porque o Brasil é um país soberano e tomou a decisão de cuidar do povo brasileiro”, concluiu.
Pronunciamento 7 de Setembro: do lado do povo brasileiro https://t.co/jU95fInq8t
— Lula (@LulaOficial) September 6, 2025
O discurso de Lula reflete um momento de tensão política e ambiental no Brasil. Enquanto o governo celebra avanços, como a redução do desmatamento, críticos apontam incoerências, como a expansão de projetos de exploração de petróleo, que podem minar a liderança climática do país na COP30.
Além disso, a polarização política mencionada por Lula é agravada por um cenário pré-eleitoral, com a [COP30] sendo vista como um palco para forças políticas que buscam deslegitimar o evento, segundo Anália Barreto, do Instituto Mapinguari.
A ênfase na soberania também responde a críticas internacionais, como as do governo Bolsonaro, que, em 2022, foi acusado por Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente, de promover um discurso de “fake green” para justificar a ineficiência no combate ao desmatamento.
O atual governo busca reposicionar o Brasil como líder ambiental e defensor da democracia.








Esse é o meu presidente! Forte, capaz e destemido na defesa do povo brasileiro
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