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Lula avisa Trump e Eduardo “traidor da Pátria” que “Brasil não volta a ser colônia de ninguém” (vídeo)

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    PRESIDENTE LULA
    PRESIDENTE LULA durante pronunciamento na véspera do feriado de 7 de Setembro – 6.9.2025 – Imagem reprodução – Ao fundo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump / Sobreposição de Imagens / Arte Urbs Magna


    Em pronunciamento na véspera do Dia da Independência, o estadista reforça a soberania brasileira e reitera capacidade do País de “governar e cuidar de nossa terra e de nossa gente” – ASSISTA



    Brasília, 06 de setembro de 2025

    Em um pronunciamento marcante às vésperas do Dia da Independência do Brasil, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou o compromisso do governo com a soberania nacional, a democracia e a proteção ambiental.

    Transmitido em rede nacional neste sábado (6/set), o discurso destacou conquistas sociais, a redução do desmatamento na Amazônia e a luta contra a desinformação nas redes digitais, além de criticar interferências externas e políticos que, segundo ele, agem contra os interesses do país.

    Lula abriu seu discurso conectando o 7 de Setembro à luta histórica pela independência.: “O 7 de setembro representa o momento em que deixamos de ser colônia e passamos a conquistar nossa independência, nossa liberdade e nossa soberania”, afirmou.

    Ele destacou que, há mais de 200 anos, as riquezas brasileiras, como ouro e madeiras, eram exploradas por potências estrangeiras. Hoje, segundo o presidente, o Brasil é soberano e pertence ao “povo brasileiro”, rejeitando qualquer tentativa de voltar a ser uma colônia.

    “Mantemos relações amigáveis com todos os países, mas não aceitamos ordens de quem quer que seja”, enfatizou.

    O presidente também criticou duramente políticos brasileiros que, em sua visão, estimulam ataques ao país por interesses pessoais. “São traidores da pátria. A História não os perdoará”, declarou, sem citar nomes, mas apontando para uma polarização política que, segundo ele, prejudica a nação.

    No campo ambiental, Lula celebrou a redução de 50% no desmatamento da Amazônia nos últimos dois anos, um marco que fortalece a posição do Brasil como anfitrião da COP30, a ser realizada em Belém, Pará, em novembro.

    “Cuidamos como ninguém do nosso meio ambiente”, afirmou, destacando que o evento será uma oportunidade para discutir a Amazônia diretamente na região, com a participação de povos indígenas e comunidades ribeirinhas.

    Econômicamente, Lula destacou a abertura de mais de 400 novos mercados para exportações brasileiras em menos de três anos, reforçando o compromisso com o livre comércio e o multilateralismo.

    “Defendemos o livre comércio, a paz, o multilateralismo e a harmonia entre as nações, mas nunca abriremos mão da nossa soberania”, disse.

    Ele também defendeu a manutenção do PIX como um sistema público e gratuito, criticando tentativas de privatização em meio a uma investigação dos Estados Unidos sobre possíveis favorecimentos do governo brasileiro ao sistema.

    O presidente enfatizou a importância da Constituição Brasileira, que garante a independência entre os Três Poderes, rejeitando qualquer interferência externa no Poder Judiciário.

    “Justiça não se negocia”, afirmou, em resposta a pressões internacionais, como as do governo norte-americano, que ele classificou como “inaceitáveis”.

    Lula também abordou o papel das redes digitais, reconhecendo sua relevância para informação e trabalho, mas criticando seu uso para disseminar “fake news e discurso de ódio”.

    Ele destacou a necessidade de regulamentação para combater crimes como golpes financeiros, exploração sexual de menores e violência contra mulheres e minorias.

    Por fim, o presidente relacionou a soberania ao cotidiano, afirmando que ela se manifesta na defesa da democracia, no combate à desigualdade e no apoio aos trabalhadores, jovens e mais necessitados.

    “Se temos direito a essas políticas públicas, é porque o Brasil é um país soberano e tomou a decisão de cuidar do povo brasileiro”, concluiu.

    O discurso de Lula reflete um momento de tensão política e ambiental no Brasil. Enquanto o governo celebra avanços, como a redução do desmatamento, críticos apontam incoerências, como a expansão de projetos de exploração de petróleo, que podem minar a liderança climática do país na COP30.

    Além disso, a polarização política mencionada por Lula é agravada por um cenário pré-eleitoral, com a [COP30] sendo vista como um palco para forças políticas que buscam deslegitimar o evento, segundo Anália Barreto, do Instituto Mapinguari.

    A ênfase na soberania também responde a críticas internacionais, como as do governo Bolsonaro, que, em 2022, foi acusado por Izabella Teixeira, ex-ministra do Meio Ambiente, de promover um discurso de “fake green” para justificar a ineficiência no combate ao desmatamento.

    O atual governo busca reposicionar o Brasil como líder ambiental e defensor da democracia.



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    1 comentário em “Lula avisa Trump e Eduardo “traidor da Pátria” que “Brasil não volta a ser colônia de ninguém” (vídeo)”

    1. Vania Barbosa Vieira

      Esse é o meu presidente! Forte, capaz e destemido na defesa do povo brasileiro

    Os comentários estão fechados.

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