Lula assinou uma Medida Provisória de R$ 305 milhões para a Defesa Civil, com o objetivo de socorrer as famílias atingidas pelas chuvas em Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Sul e outros estados, garantindo assistência humanitária e a retomada de serviços essenciais / Imagem reprodução redes sociais
Brasília (DF) 04 de maio de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a assinatura de uma Medida Provisória (MP) que destina R$ 305 milhões para ações de defesa civil em estados atingidos por fortes chuvas. A informação foi divulgada diretamente pelo perfil oficial do chefe do Executivo nas redes sociais.
De acordo com a publicação, o montante será utilizado para “viabilizar ações emergenciais de socorro às vítimas, assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais”.
Os recursos são direcionados prioritariamente para Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul, além de outras localidades que enfrentam alagamentos e deslizamentos neste início de maio.
A MP chega em um momento crítico para a Região Nordeste, onde cidades como Recife e João Pessoa registraram volumes de chuva acima da média histórica nos últimos dias, e para o Sul, que ainda se recupera de eventos climáticos extremos ocorridos em 2024.
A prontidão do governo federal em liberar verba suplementar demonstra uma estratégia de antecipação a desastres, ao contrário de gestões anteriores que reagiam tardiamente às tragédias.
Lula afirmou na rede social que o governo segue “acompanhando de perto a situação das regiões afetadas, e seguirá dando todo o suporte necessário”.
A Defesa Civil Nacional será a gestora dos repasses, que podem ser aplicados na compra de cestas básicas, kits de limpeza, colchões, lonas e no aluguel de máquinas para desobstrução de vias.
O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, já havia sido acionado na última semana para monitorar os alertas de tempestade.
A verba entra como um colchão financeiro para que estados e municípios não precisem remanejar recursos da saúde ou da educação para lidar com os estragos.
A MP tem força de lei imediatamente após sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade.
Lista de ações previstas com o montante:
Socorro imediato: Distribuição de água potável, alimentos e medicamentos.
Restabelecimento: Conserto emergencial de pontes, estradas vicinais e sistemas de abastecimento.
Prevenção: Pequenas obras de drenagem e contenção de encostas em áreas de risco.
Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta transtornos pontuais devido à elevação do nível dos rios, no Nordeste a preocupação se concentra nos bairros periféricos das capitais, onde o solo encharcado aumenta o risco de deslizamentos.
A liberação de recursos federais é vista por especialistas como uma ferramenta vital para reduzir a desigualdade territorial no enfrentamento às mudanças climáticas.
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