Presidente da República destaca a importância da qualificação feminina como ferramenta essencial para combater a violência e a chantagem no mercado de trabalho – Leia dados atualizados e políticas voltadas para a mulher
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Lula | Mulheres | Trabalho
São Bernardo do Campo, 18 de outubro 2025
O Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, transformou o palco do encontro com os estudantes da Rede Nacional de Cursinhos Populares, em São Bernardo do Campo, numa plataforma de defesa dos direitos e da dignidade feminina no acesso ao mercado de trabalho.
No evento, realizado numa manhã de sábado (18/out) no Ginásio DIB Moisés Dib, o Presidente sublinhou que a educação e a obtenção de uma profissão são as chaves para a independência e segurança das mulheres brasileiras.
O Assédio na Busca pelo Emprego
Ao abordar o tema da importância da qualificação profissional, Lula fez um relato incisivo sobre as vulnerabilidades enfrentadas pelas jovens e mulheres, especialmente as mais pobres, quando procuram emprego sem formação.
O Presidente revelou ter plena consciência das dificuldades: "Eu sei o que é uma menina sem profissão procurar emprego".
Segundo Lula, a falta de qualificação as expõe a situações de coação e desrespeito: "Eu sei a quantidade de assédio que a menina sofre quando vai procurar o miserável do emprego para levar o pão para a casa".
Ele criticou a conduta dos homens que se aproveitam dessa vulnerabilidade econômica para cometer assédio, referindo-se a eles como "muitos engraçadinhos" que "ficam chantageando as meninas".
Por essa razão, a conclusão é direta: "é por isso que é importante vocês estudar".
A Profissão como Liberdade e Dignidade
Para o Presidente, a educação e a profissão têm um valor transformador ainda mais profundo para o universo feminino, sendo um caminho para a independência social e econômica.
Lula descreveu a posse de uma profissão para uma mulher como "quase que uma coisa sagrada, pois para a mulher uma profissão significa independência independência".
Esta independência é fundamental para garantir o respeito e a autonomia no seio das relações pessoais e familiares, evitando a submissão por necessidade financeira:
"Uma mulher não pode viver com alguém atrás de um prato de comida. Uma mulher não pode apanhar do marido porque ele paga o aluguel".
A única forma de garantir que a mulher "tem que ser tratada com respeito com dignidade" é se "ela tiver uma profissão".
Condenação da Violência Doméstica
O discurso estendeu-se à condenação da violência doméstica, um fenômeno que, segundo o Presidente, "tem aumentado, mesmo com "a Constituição proibindo".
Lula foi categórico ao afirmar que "um homem que bate numa mulher ele não é homem".
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Recordou ainda um ensinamento de sua mãe analfabeta, que lhe ensinou o significado da honra e da coragem em momentos de conflito: "sair de casa é mais digno, é mais corajoso, é mais honroso, porque mulher não é saco de pancada de homem nenhum e de ninguém nesse mundo".
O Desafio da Segurança e Independência
A realidade apontada pelo Presidente Lula sobre o assédio e a violência sofridos pelas mulheres, que utilizam a profissão como escudo e via de independência, ecoa desafios persistentes na sociedade brasileira.
Embora o discurso de Lula não tenha apresentado dados estatísticos sobre a violência ou o mercado de trabalho, a importância de garantir a segurança e a autonomia feminina é crucial.
De acordo com relatórios recentes de instituições como o Ministério das Mulheres, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a violência contra mulheres continua sendo um problema estrutural no Brasil, com impactos desproporcionais sobre mulheres negras e pardas.
Embora haja uma redução geral em homicídios, os casos de feminicídio e violência não letal mostram tendências de aumento ou estagnação.
Abaixo, uma tabela com indicadores chave de 2023-2025:
| Indicador | Dados Atualizados | Fonte |
|---|---|---|
| Homicídios femininos | 3.903 casos em 2023 (↑2,5%); média de 10/dia. Mulheres negras: 68,2% (2.662) | Atlas da Violência 2025 |
| Feminicídios | 1.450 casos em 2024 (↑12); total letal: 3.935 (↓5,07%) | RASEAM 2025 |
| Estupros | 71.892 casos em 2024 (196/dia); 87.545 totais (1/6 min) | RASEAM 2025 / Anuário 2025 |
| Denúncias de violência | 86.025 via Ligue 180 (jan-jul 2025); 44,3% negras | Ministério das Mulheres |
| Violência não letal | 21,4M mulheres (37,5%); 8,9M agredidas fisicamente | Pesquisa FBSP/Datafolha 2025 |
| Processos judiciais | 10.991 julgamentos de feminicídio em 2024 | Painel CNJ Violência Contra a Mulher |
Esses dados revelam que 71,6% das violências ocorrem no ambiente doméstico, e 76,6% dos agressores são homens.
Mulheres negras enfrentam taxas 2-3 vezes maiores de letalidade.
Dados Estatísticos Atualizados sobre o Mercado de Trabalho para Mulheres no Brasil
O Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM) 2025 e o 3º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho e Emprego indicam avanços na participação feminina, mas persistência de desigualdades salariais e raciais.
A participação subiu para 52,7% em 2024 (após queda na pandemia), mas mulheres dedicam 5 horas a mais por dia a cuidados domésticos, limitando ascensão profissional.
Tabela com indicadores principais:
| Indicador | Dados Atualizados | Fonte |
|---|---|---|
| Participação na força de trabalho | 52,7% mulheres (2024); negras: ↑3,85M vínculos | IBGE/PNAD / Transparência Salarial 2025 |
| Desigualdade salarial | 79,3% do salário masculino; R$95 bi perdas/ano | RASEAM 2025 / Ministério do Trabalho |
| Desemprego e subutilização | 31,7% fora por cuidados domésticos; negras: maiores taxas | OIT / Ministério do Trabalho |
| Impacto econômico | Igualdade: +R$382 bi PIB; +3,3% crescimento | OIT / Banco Mundial |
Mulheres representam 40,6% da massa salarial, mas recebem menos devido a segmentação em ocupações precárias (ex.: serviços administrativos: 79,8% do salário masculino).
A Importância de Garantir a Segurança e a Autonomia Feminina
Garantir segurança e autonomia feminina não é apenas uma questão de direitos humanos, mas um catalisador para o desenvolvimento sustentável, redução da pobreza e equidade social.
A autonomia — financeira, emocional, educacional e corporal — é essencial para romper ciclos de violência, pois mulheres independentes têm maior capacidade de denunciar abusos e acessar serviços como o Ligue 180.
Políticas de gênero, como a Lei de Igualdade Salarial (2023) e o Plano Nacional de Igualdade (até 2027), promovem inclusão no mercado de trabalho, elevando a autoestima e a liberdade de escolha.
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A segurança física e jurídica (ex.: Lei Maria da Penha) reduz a letalidade, enquanto investimentos em cuidado (que poderiam gerar 300 milhões de empregos globais até 2035, 78% para mulheres) aliviam a "carga dupla" doméstica.
No Brasil, programas como Bolsa Família (58,3% beneficiárias mulheres) e PAA (50% participação feminina mínima) fortalecem a independência, especialmente em áreas rurais.
Sem isso, desigualdades raciais e de gênero perpetuam: mulheres negras enfrentam dupla discriminação, com 44,3% das denúncias de violência e salários 20% menores.
Em resumo, segurança e autonomia empoderam mulheres a contribuir plenamente para a economia e sociedade, potencializando o PIB em até 20% globalmente (Banco Mundial).
Avanços dependem de políticas integradas, educação de gênero e transparência salarial para uma sociedade mais justa. Para mais detalhes, consulte o RASEAM 2025 ou o Painel Ligue 180.
A fala do Presidente Lula
A independência financeira, fortemente defendida pelo Presidente, é um fator reconhecido no combate à violência, pois permite que mulheres em situação de risco rompam ciclos abusivos sem temer a falta de incentivo financeiro ou o sustento familiar.
Projetos como o Pé-de-Meia (focado na retenção de jovens no Ensino Médio) e o investimento em cursinhos populares como o CPOP são instrumentos do Governo Federal que, ao combaterem a evasão escolar e promoverem a qualificação, funcionam como mecanismos indiretos de segurança, elevando o patamar de exigência e dignidade que as futuras profissionais podem impor no mercado de trabalho.
O objetivo maior é que a "filha da empregada doméstica possa fazer o Enem ao lado do filho da patroa dela", garantindo igualdade de oportunidades e, consequentemente, mais dignidade e segurança.








LULA defende a humanidade, eu defendo LULA. Quem defende os direitos da mulher defende a família e contempla a humanidade!
Esse é o meu presidente! Um homem íntegro, sábio por natureza e sensível aos problemas enfrentados por sua população. Um homem de ouro.
Lula lá 2026! 🎊🎊🎊
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