Ainda em Paris, FR, o ex-presidente Lula foi entrevistado pelo jornal francês Le Monde sob a argumentação do jornalista Lucas Bournier, que publicou a matéria nesta sexta (6): “Aos 74 anos, o líder da esquerda brasileira diz estar confiante nos seis processos judiciais ainda pendentes contra ele. Ele está de volta, “sereno”, como ele repete, e quer que as pessoas saibam”, iniciou Bournier

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Em seguida, o entrevistador de Lula fala de sua viagem ao Vaticano em visita ao Papa Francisco e enfatiza seu encontro, já em Paris, com “políticos de todos os tipos, intelectuais, muitos apoiadores e vários meios de comunicação“. Após isso, o ex-presidente é questionado sobre a manifestação convocada por Bolsonaro, para o próximo 15 de março, contra seu próprio parlamento: “O Brasil está passando por uma crise institucional?“
“O Brasil está passando por um momento difícil. A democracia está em perigo real. Acho que Bolsonaro sonha em estabelecer um regime autoritário. É por isso que provoca o Congresso Nacional. Ele sabe que atacá-lo no Brasil é bom aos olhos da opinião pública. Isso cria tensão e procura embaraçar a Suprema Corte. Lembro que ele formou um governo apoiado por milicianos. O executivo nunca foi infiltrado por esses grupos violentos de ex-policiais e militares em nossa história. Tudo isso é muito perigoso.”, respondeu Lula.
Lula continuou: “O remédio para Bolsonaro é mais democracia. Ele concorrerá novamente às eleições presidenciais em 2022. Temos que impedi-lo. Podemos tentar construir uma aliança política como fizemos anos atrás antes de vencer as eleições [com partidos de esquerda] .”
Bournier iniciou a entrevista lançando algumas considerações pessoais sobre Lula: “Não mudou, ou tão pouco. Com seu terno escuro, seu olhar e sua voz rouca, Luiz Inácio Lula da Silva sempre usa seu estilo alto. O ex-chefe de Estado brasileiro (2003-2011) deixou, após 580 dias de prisão por corrupção, sua cela em Curitiba em novembro de 2019 com a mesma intenção de pesar no cenário político de seu país.”
Mas o Le Monde está em cima do muro e não tomou uma posição política como o Le Figaro, com linha editorial de centro-direita, ou o Libération, de centro-esquerda.

Lula é um ícone. O mundo todo está preocupado com os rumos do Brasil, é assustador que o país outrora emergente esteja às portas do obscurantismo, com tendência fascista e de total submissão aos EUA.
Lembremos que os EUA não fazem parte dos esforços para conter o aquecimento global e o chanceler brasileiro já causou perplexidade ao questionar o aquecimento global, imaginem se eles descobrem a teoria da terra plana.
Não é só o Brasil que aprovou e tem saudades do governo Lula.
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