Presidente reforça estratégia de fortalecimento de ativos energéticos estratégicos durante solenidade de investimentos da estatal em Minas Gerais
Brasília (DF) · 20 de março de 2026
O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (20 de março) que a Petrobras buscará recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia.
A declaração ocorreu durante evento de anúncio de investimentos na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard.
“Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse o presidente.
A unidade, também conhecida como antiga RLAM, foi a primeira refinaria construída no país em 1950 e foi vendida em 2021 por US$ 1,65 bilhão à Acelen, controlada pelo fundo Mubadala dos Emirados Árabes Unidos, durante o governo anterior.
Negociações para a recompra avançaram em 2024 e foram retomadas em dezembro de 2025, com due diligence concluída, conforme a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
A Petrobras ainda não confirmou valores ou prazos definitivos, mas a declaração de Lula indica que o tema voltou ao centro das prioridades.
A Bahia ganharia com a possível retomada do controle estatal, especialmente em São Francisco do Conde, onde a refinaria responde por milhares de empregos e abastecimento regional.
Lula tem defendido consistentemente a recuperação de ativos estratégicos privatizados, alinhando-se ao objetivo de fortalecer a capacidade de refino nacional e estabilizar os preços de combustíveis.
Fontes próximas às tratativas indicam que divergências de preço haviam pausado as conversas anteriormente.
A economia baiana e o setor de energia acompanham com expectativa.
A Refinaria de Mataripe é a segunda maior do país em capacidade e pode elevar a produção de diesel, reduzindo importações.
A FUP celebrou o posicionamento, lembrando que a venda de 2021 ocorreu abaixo do valor de mercado. Já Magda Chambriard tem sido cautelosa em entrevistas anteriores, mas acompanhou o presidente no evento sem contrapor a declaração.
Analistas de mercado, citados pela InfoMoney, veem o movimento como alinhado à política de maior presença estatal em ativos essenciais.
A Mubadala e a Acelen ainda não se manifestaram oficialmente sobre a nova declaração.
O tema segue em negociação, com possibilidade de conclusão antes das próximas eleições.

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LULA ONTEM HOJE E SEMPRE
Depois vem outro governo de direita e privatiza novamente.