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Mundo repercute descoberta de petróleo no Amapá, que pode ser o novo “passaporte” do Brasil, segundo Lula

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Magda, Lula, Silveira

📷 Magda Chambriard, presidente da Petrobras, segurando um frasco com uma amostra de óleo betuminoso; Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Presidente do Brasil, exibindo as mãos sujas de petróleo; e Alexandre Silveira, Ministro de Minas e Energia, sorrindo ao fundo, em imagem que registra o momento da visita do estadista, em 17 de agosto de 2026, ao navio-sonda NS-42, localizado na Bacia da Foz do Amazonas (Margem Equatorial), no litoral do Amapá, para celebrar a recente confirmação da presença de hidrocarbonetos na região / Foto: Ricardo Stuckert |•| URBS MAGNA

RESUMO
URBS MAGNA

| Brasília (DF)
18 de agosto de 2026

O Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou na segunda-feira (17/ago) a descoberta de petróleo pela Petrobras em águas ultraprofundas da Margem Equatorial, na costa do Amapá.

O achado no poço Morpho, no bloco FZA-M-59 da Bacia da Foz do Amazonas, representa um avanço concreto na recomposição das reservas nacionais e reforça a capacidade do Brasil de decidir soberanamente sobre seus recursos energéticos.

A confirmação de óleo, após a identificação inicial de hidrocarbonetos na sexta-feira (14/ago), abre caminho para uma nova fronteira exploratória que pode alterar o horizonte de segurança energética do país nas próximas décadas.

Em suas redes sociais, Lula destacou a importância da engenharia brasileira e o investimento em pesquisa para a soberania energética.

Ele enfatizou que essa descoberta pode gerar empregos, promover desenvolvimento tecnológico e assegurar recursos para o Fundo Social, melhorando a educação e a qualidade de vida, com respeito ao meio ambiente e compromisso com a transição energética sustentável.

A publicação recebeu comentários de apoio e críticas aos Bolsonaros (role o texto ou use as setas para ler a interação):

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A mensagem de Lula nas redes sociais resume a visão oficial de que o petróleo encontrado deve servir ao desenvolvimento social e à autonomia nacional, marcas de seus governos.

A visita presidencial ao navio-sonda NS-42 reuniu a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A comitiva acompanhou as operações no poço situado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.

A distância superior a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas foi destacada pelo governo como fator que reduz riscos diretos à floresta.

A Petrobras confirmou a presença de óleo por meio de perfis elétricos e amostras de rocha.

Em coletiva, Magda Chambriard afirmou: “Descobrimos óleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59. É uma descoberta fruto de anos de trabalho, com tecnologia embarcada e muitos investimentos, e confirmou o potencial relevante de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Estado do Amapá.”

Ela ressaltou que o volume e a viabilidade comercial ainda serão avaliados, com a perfuração prevista para concluir em 15 a 20 dias.

A estatal já investiu cerca de US$ 300 milhões na operação, que custa aproximadamente US$ 1 milhão por dia.

A descoberta se insere em estratégia deliberada de reposição de reservas.

Cerca de 80% da produção atual da Petrobras provém do pré-sal, cuja curva de declínio é projetada para as próximas décadas.

Estimativas de especialistas e da Empresa de Pesquisa Energética indicam que a Margem Equatorial como um todo pode conter entre 6 e 10 bilhões de barris recuperáveis, com projeções mais amplas da Agência Nacional do Petróleo chegando a mais de 30 bilhões de barris para a região.

Caso confirmada em escala comercial, a área poderia praticamente dobrar as reservas da estatal e reposicionar o Brasil na geopolítica energética global.

Magda Chambriard destacou a expectativa de “muitos reservatórios” e a intenção de perfurar outros poços, com investimentos de US$ 2,5 bilhões previstos no Plano de Negócios 2026-2030 para 15 poços na região.

A Petrobras já solicitou ao Ibama autorização para três poços adicionais no mesmo bloco.

A experiência de países vizinhos, como Guiana e Suriname, onde descobertas semelhantes em bacias contíguas geraram produção significativa a custos competitivos entre US$ 15 e US$ 30 por barril, alimenta o otimismo técnico sobre a viabilidade econômica.

Lula comparou o momento à descoberta do pré-sal em 2007. O presidente declarou:

“Eu dizia para a Magda que, quando ela me comunicou que tinha encontrado óleo, eu senti a mesma sensação e a mesma emoção que eu senti no dia em que o José Sérgio Gabrielli, em 2007, e o meu querido amigo Estrella entraram no meu gabinete para anunciar que a Petrobras tinha descoberto o pré-sal.”

Ele classificou o óleo como possível “passaporte para o futuro desse país”, ressaltando qualidade superior ao Brent e a presença de equipamento BOP capaz de fechar o poço em qualquer incidente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agradeceu publicamente a Lula pela defesa da pesquisa e reforçou a soberania nacional diante de críticas externas.

O bloco foi adquirido pela Petrobras em 2013 e que a licença do Ibama para o Morpho foi concedida em outubro de 2025, após exigências de planos de emergência e proteção ambiental.

A descoberta marca também a reaproximação política entre o Executivo e o presidente do Congresso, com impactos potenciais na tramitação de pautas legislativas. E conecta-se a demandas históricas de desenvolvimento regional no Norte.

O potencial de geração de empregos, renda e infraestrutura no Amapá e estados vizinhos aparece como elemento central.

Recursos futuros para o Fundo Social, prioritariamente destinados à educação, podem ampliar o acesso a políticas públicas de qualidade.

A Petrobras prevê que a produção comercial, se viabilizada, comece em cerca de sete anos, permitindo que os barris gerados financiem a transição energética justa sem comprometer a soberania sobre as decisões nacionais.

A confirmação de óleo em área distante da foz reduz, segundo o governo, riscos diretos à floresta, embora organizações ambientais mantenham vigilância sobre impactos marinhos.

Magda Chambriard afirmou que a empresa nunca registrou acidente na fase exploratória e apresenta o maior plano de emergência individual já elaborado para águas profundas, com investimento de R$ 150 milhões em complexo de resposta na costa do Amapá.

O compromisso com a transição energética permanece explícito. Lula declarou que o país continuará líder em biocombustíveis e energias renováveis, enquanto utiliza os recursos fósseis de forma responsável para financiar o futuro.

A descoberta, ainda em fase de avaliação, exige novos estudos de delimitação de reservatórios antes de qualquer decisão comercial.

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis avaliou o achado como significativo para a segurança energética de médio e longo prazo.

No plano internacional, a descoberta recebeu cobertura de veículos como a BBC, que destacou a declaração de Lula sobre soberania e a rejeição a interferências estrangeiras.

O presidente afirmou que não aceitaria “meddling [intromissão]” de europeus e que “qualquer país que tenha petróleo dessa qualidade não permitirá que ninguém meta o dedo”.

Em referência a tensões no Oriente Médio, Lula provocou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que, se o Estreito de Ormuz for fechado, o Brasil poderá oferecer petróleo da Margem Equatorial ao mundo.

A repercussão internacional inclui interesse da indústria global. O IBP, que reúne majors como ExxonMobil, Shell, TotalEnergies e Equinor, considerou a notícia positiva para as perspectivas de produção brasileira. Publicações especializadas como Offshore Energy registraram o avanço da Petrobras em fronteira exploratória.

Analistas apontam que a confirmação de uma nova província poderia reposicionar o Brasil na geopolítica energética, fortalecendo sua capacidade de negociar em fóruns multilaterais e reduzir dependências externas.

A soberania brasileira ganha contornos práticos com o controle 100% da Petrobras sobre o bloco.

Diferentemente de modelos de partilha em outras jurisdições, a estatal detém a integralidade da operação, o que permite que decisões sobre volumes, destinos da produção e aplicação de royalties permaneçam sob comando nacional.

Alexandre Silveira classificou o resultado como fruto de três anos de trabalho governamental em defesa da economia e da soberania energética.

A possibilidade real de transformar a Margem Equatorial em nova fonte de riqueza depende de sucessivas etapas: conclusão da perfuração, testes de qualidade e volume, novas licenças ambientais e investimentos em infraestrutura.

Caso o potencial de bilhões de barris se confirme, o Brasil poderá manter a autossuficiência energética por décadas adicionais, gerar divisas e financiar políticas de justiça social.

A descoberta, portanto, não é apenas um fato geológico. Ela materializa a decisão política de investir em pesquisa e de afirmar que os recursos do subsolo brasileiro devem servir prioritariamente ao povo brasileiro.



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1 comentário em “Mundo repercute descoberta de petróleo no Amapá, que pode ser o novo “passaporte” do Brasil, segundo Lula”

  1. Se continuar procurando acha mais petróleo no território brasileiro.
    O problema é que haverá alguém para privatizar para nações estrangeiras.

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