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    Lula quer “algo novo” para 2026 e PT aposta em pacto contra feminicídio, fim da escala 6×1 e PEC da Segurança

    Secretário de Comunicação do PT revela estratégia de comparação com governo anterior e propostas para futuro em segurança, trabalho e mobilidade, enquanto prepara resposta a críticas sobre casos de corrupção

    Secretário de comunicação do PT, Éden Valadares

    O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, que o time do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula a campanha de 2026 com foco na comparação com o governo Jair Bolsonaro (PL) e na ampliação de medidas econômicas. O PT avalia que a disputa eleitoral será marcada pela narrativa sobre o desempenho do governo e pelo contraste entre modelos econômicos. A estratégia combina eixos como redistribuição de renda, soberania e pautas sociais, com programas já em vigor e propostas em debate, como o fim da escala 6 X 1 e a PEC da Segurança Pública / Imagem reprodução/Poder360/YouTube

    RESUMO
    URBS MAGNA

    Brasília (DF) · 13 de abril de 2026

    Em entrevista ao Poder360, o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que o partido e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegam desafiados a apresentar inovações para as convenções partidárias e as eleições de 2026.

    O foco está em manter o projeto de mudanças iniciado em governos anteriores, com ênfase na comparação entre o atual mandato e o período 2019-2022.

    Éden Valadares destacou que o PT sempre inovou na defesa da democracia, da soberania nacional e nas políticas públicas. Citou como exemplos o Bolsa Família, a Farmácia Popular e o Minha Casa Minha Vida, hoje consolidados como direitos do povo brasileiro.

    A expectativa da sociedade, segundo ele, é que Lula continue ampliando oportunidades e enfrentando desafios atuais como segurança pública, saúde, educação e moradia. Entre as bandeiras em debate, aparecem o fim da escala 6×1 — que deixa trabalhadores exaustos com apenas um dia de descanso —, o pacto nacional pelo fim do feminicídio e a tarifa zero para ampliar o direito à mobilidade nas cidades.

    Éden Valadares mencionou ainda a PEC da Segurança Pública, enviada ao Congresso Nacional pelo governo Lula, que visa criar um sistema nacional integrado, semelhante ao Sistema Único de Saúde, com papéis claros para União, estados e municípios. A proposta já foi aprovada na Câmara e aguarda análise no Senado.

    O secretário reforçou que o governo federal já atua no combate ao crime organizado por meio da Polícia Federal, da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União, citando a operação que atingiu o núcleo econômico de organizações criminosas.

    A PEC permitiria, segundo ele, um grande pacto pela segurança, incluindo controle de fronteiras e atenção à sensação de insegurança vivida especialmente por mulheres e trabalhadores dependentes de aplicativos.

    Na economia, Éden Valadares defendeu a necessidade de lembrar o estado em que o Brasil se encontrava ao final do governo anterior, com recessão, desemprego e contas públicas desarrumadas.

    Ele contrastou as políticas de soberania e redistribuição de renda do atual governo — como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil — com o que chamou de entreguismo e concentração de privilégios da direita.

    O secretário citou o esforço para isentar trabalhadores e cobrar mais de quem ganha acima de R$ 1 milhão.

    Sobre críticas envolvendo o caso Banco Master, Éden Valadares posicionou que o escândalo está mais associado a figuras do centrão, do PL, do PP e do União Brasil, além de gestões anteriores no Banco Central.

    Ele lembrou que Lula determinou investigação plena, com atuação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, diferenciando essa postura da relatada interferência em investigações durante o governo anterior.

    O secretário defendeu que a resposta a crises na democracia deve ser sempre mais transparência e controle social, nunca autoritarismo.

    Quanto à possível pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Éden Valadares afirmou que o PT apresentará a trajetória real do senador com base em fatos e investigações oficiais, incluindo o esquema de rachadinhas e ligações com milícias no Rio de Janeiro, sem adjetivações ou ataques pessoais.

    Ele observou que a sociedade ainda não identifica claramente os nomes da família Bolsonaro e que a escolha ocorreu de dentro da cadeia.

    O dirigente petista confirmou que uma equipe de pré-campanha, coordenada pelo presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, já trabalha na construção do programa, com nomes como Paulo Okamotto, José Sérgio Gabrielli, Gilberto Carvalho e outros.

    A estratégia combina redistribuição de renda, soberania e pautas sociais, com programas em vigor e novas propostas em debate.




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