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Lula alerta sobre tarifas de Trump e defende união da Celac contra ingerência externa (vídeo)

    Presidente do Brasil critica guerras comerciais e chama atenção para a autonomia regional – ASSISTA e SAIBA MAIS

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    Tegucigalpa, Honduras, 9 de abril de 2025

    Durante a 9ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada nesta quarta-feira (9/abr), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reagiu às recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos sob a gestão de Donald Trump.

    Em discurso contundente, Lula afirmou que “guerras comerciais não têm vencedores” e convocou os líderes da região a resistirem à ingerência externa, alertando que a autonomia latino-americana está sob ameaça.

    O estadista está em Tegucigalpa, capital de Honduras, onde chegou na noite de terça-feira (8/abr), para participar do evento, onde discute o fortalecimento da integração regional.

    Falando a jornalistas após uma sessão, conforme reportado pela Reuters, Lula destacou que o Brasil buscará esgotar todas as possibilidades de negociação com os EUA antes de adotar medidas recíprocas.

    Vamos usar todas as palavras do dicionário para negociar, mas, se necessário, tomaremos as decisões cabíveis”, declarou.

    A postura reflete a intenção do governo brasileiro de evitar uma escalada de tensões comerciais, enquanto mantém a soberania econômica como prioridade.

    LULA – 9a CUPULA DA CELAC – 9.4.2025 – IMAGEM REPRODUÇÃO – CANAL GOV

    Lula aproveitou a cúpula para reforçar a importância do multilateralismo, criticando o protecionismo e apontando os riscos das políticas de Trump para a cooperação regional.

    Ele também defendeu uma ação conjunta contra mudanças climáticas, citando o colapso iminente da Amazônia como um “ponto de não retorno” para a humanidade.

    A presença de aliados como o presidente colombiano Gustavo Petro, que assumirá a presidência rotativa da Celac, sinaliza um esforço para superar as divisões internas do bloco.

    O contexto diplomático da viagem foi marcado pela recepção de Lula pelo ex-presidente hondurenho Manuel Zelaya, marido da atual presidente Xiomara Castro. O encontro reacendeu debates locais sobre o papel de cônjuges no poder, mas o estadista brasileiro manteve o foco na agenda regional, evitando comentários sobre a polêmica.

    O governo brasileiro planeja recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e à recém-aprovada Lei da Reciprocidade como ferramentas de resposta às tarifas americanas, caso as negociações falhem.

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    Especialistas alertam que uma retaliação direta aos EUA poderia desencadear uma guerra comercial prejudicial ao Brasil, recomendando cautela.

    Enquanto isso, Lula enfatizou a necessidade de fortalecer a Celac como um foro de integração, propondo iniciativas como a eleição de uma mulher latino-americana para a Secretaria-Geral da ONU e uma coalizão amazônica para a COP30, que ocorrerá no Brasil em 2025.

    A cúpula, no entanto, enfrenta desafios. A Argentina de Javier Milei, alinhada aos EUA, e a incerteza sobre a participação de Nicolás Maduro, da Venezuela, dificultam o consenso.

    Ainda assim, Lula insistiu que a unidade regional é essencial para enfrentar pressões externas e preservar a autonomia da América Latina.

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