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Lula afirma que vai repatriar brasileiros em todo lugar que for preciso: “Lamento o comportamento de Israel”, disse

    No Líbano vivem 21 mil brasileiros – a maior comunidade no Oriente Médio, segundo o Itamaraty, de um total de 5,4 milhões de habitantes no país: “É inexplicável que o conselho da ONU não tenha autoridade moral e política de fazer com que Israel se sente em uma mesa para conversar ao invés de só saber matar”, afirmou o estadista

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    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta terça-feira (1/10) que o Governo Federal repatriará os brasileiros que vivem no exterior “em todo lugar que for preciso”, em fala que lamentou o comportamento de Israel ao atacar o Líbano.

    O país localizado na extremidade leste do mar Mediterrâneo, na Ásia Ocidental, nas fronteiras com a Síria ao norte e a leste e com Israel ao sul e a oeste, tem 21 mil brasileiros – a maior comunidade de brasileiros no Oriente Médio, segundo o Itamaraty, de um total de 5,4 milhões de habitantes.

    O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) – medida que avalia o desenvolvimento de um país nas dimensões ‘renda’, ‘educação’ e ‘saúde’, é de 0,723, o que coloca o Líbano na 109ª posição no ranking da ONU (Organização das Nações Unidas).

    Nesta quarta-feira (2/10) um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) buscará brasileiros que estão na região que sofre com os contínuos ataques aéreos de Israel contra áreas civis em Beirute, no sul e no Vale do Beqaa, situado cerca de 30 km a leste da capital, entre o monte Líbano a oeste e a cordilheira do Antilíbano a leste.

    Na semana passada, os bombardeios israelenses causaram a morte de dois adolescentes brasileiros: “O que eu lamento é o comportamento do governo de Israel. É inexplicável que o conselho da ONU não tenha autoridade moral e política de fazer com que Israel se sente em uma mesa para conversar ao invés de só saber matar”, disse Lula, que já deveria estar de volta ao Brasil após participar, no México, da posse da presidenta eleita do país, Claudia Sheinbaum.

    O avião presidencial teve problemas técnicos ao decolar da Cidade do México e precisou sobrevoar a capital durante mais de 5 horas para a aeronave consumiu o combustível e pousar em segurança. Lula e comitiva passaram mais uma noite no país norte-americano.

    Antes, o chefe do Executivo brasileiro falou rapidamente com a imprensa ao chegar na cerimônia e voltou a criticar a incapacidade da ONU de atuar na resolução de conflitos internacionais.

    Israel e o grupo Hezbollah do Líbano têm trocado tiros na fronteira desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em 7 de outubro do ano passado, detonada após um ataque do grupo palestino aliado Hamas, que controla o enclave em Israel. Na última semana, o país liderado pelo premiê Benjamin Netanyahu intensificou sua campanha militar no Líbano.

    No ano passado, o Brasil não conseguiu aprovar uma resolução no Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito envolvendo Israel e o Hamas, lembra a Agência Brasil. Na ocasião, o voto dos Estados Unidos, um membro permanente, inviabilizou a aprovação, mesmo após longa negociação da diplomacia brasileira. Outras resoluções apresentadas também fracassaram, seja por votos contrários dos estadunidenses, seja da Rússia, outro membro permanente.

    Segundo as regras do órgão responsável por zelar pela manutenção da paz e da segurança internacional, para que uma resolução seja aprovada, é preciso o apoio de nove do total de 15 membros, sendo que nenhum dos membros permanentes pode vetar o texto. São eles: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.

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