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Bolsonaros são os maiores “traidores da Pátria” no mundo, diz Lula com boné ‘O Brasil É Dos Brasileiros’ (vídeo)

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    O Presidente
    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante reunião ministerial no Palácio do Planalto |26.8.2025| Imagem reprodução/CanalGov | A família Bolsonaro durante ato em prol da anistia dos golpistas realizado em abril, na avenida Paulista, em São Paulo /Foto: Miguel Schincariol | O deputado federal Eduardo Bolsonaro, nos EUA, em um vídeo atacando o Brasil / Imagem reprodução X | Sobreposição de imagens


    Presidente critica o clã e, em especial, as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos; o estadista pede que o Congresso Nacional debata o tema “traição”, enquanto reforça a soberania brasileira – ASSISTA



    Brasília, 26 de agosto de 2025

    Na manhã desta terça-feira (26/ago), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderou a segunda reunião ministerial do ano no Palácio do Planalto, onde fez duras críticas à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente ao deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    Lula classificou as ações do parlamentar nos Estados Unidos como “uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”, acusando-o de “insuflar o ódio de alguns governantes americanos contra o povo brasileiro” e de adotar os EUA como sua pátria, negando o Brasil.

    Durante a reunião, Lula cobrou que o Congresso Nacional inicie discussões sobre o que ele chamou de “traição à pátria” por parte da família Bolsonaro.

    Ele afirmou ter elaborado uma lista dos “maiores traidores da história da humanidade”, mas esqueceu de levá-la ao encontro.

    O presidente destacou que “não existe nada que possa ser mais grave do que uma família inteira ter um filho custeado pela família, um cidadão que já deveria ter sido expulso da Câmara dos Deputados, insuflando com mentiras e hipocrisias um outro estado contra o estado nacional do Brasil”.

    Lula também orientou seus ministros, incluindo figuras como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o chanceler Mauro Vieira, a reforçarem a defesa da soberania nacional em suas agendas públicas.

    É importante que cada ministro, nas falas que fizerem daqui pra frente, faça questão de retratar a soberania desse país”, disse, enfatizando que o Brasil aceita “relações cordiais com o mundo inteiro, mas não aceita desaforo, ofensas e petulância de ninguém”.

    Ele ainda ironizou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que “se a gente gostasse de imperador, o Brasil ainda seria monarquia”.

    As críticas de Lula vêm em um contexto de tensões com os EUA, especialmente após Trump impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, medida que o governo brasileiro considera uma retaliação à regulação de big techs e a decisões judiciais contra Bolsonaro, como as conduzidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    Lula também criticou a suspensão do visto do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, pelos EUA, classificando-a como “gesto irresponsável”.

    A reunião, que teve como objetivo alinhar o discurso do governo e projetar ações até 2026, também abordou outros temas, como a regulamentação de big techs e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

    O novo slogan do governo, a ser apresentado pelo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, deve focar em soberania nacional e justiça social, bandeiras centrais do terceiro mandato de Lula.

    Além disso, Lula já havia, em 6 de agosto, acusado Bolsonaro e Eduardo de insuflarem os EUA contra o Brasil, sugerindo que ambos deveriam responder a novos processos por “traição à pátria”.

    A tensão foi agravada pela articulação de Eduardo Bolsonaro nos EUA, onde ele tem defendido as tarifas de Trump e criticado decisões do STF.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou quatro pedidos de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro ao Conselho de Ética, acusando-o de quebra de decoro parlamentar por suas ações nos EUA.

    Esses pedidos estão em análise, com a escolha de um relator ainda pendente.

    Lula também aproveitou o encontro para criticar a guerra em Gaza, reiterando que Israel comete “genocídio” contra os palestinos, e a política armamentista da Europa, defendendo que os recursos deveriam ser direcionados ao combate à fome e às mudanças climáticas.



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