📷 O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) / Foto: Ricardo Stuckert | O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) / Foto: Pedro Kirilos/Estadão |•| Arte Urbs Magna
| Brasília (DF)
21 de julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial de 2026 no primeiro turno com 40% das intenções de voto, sete pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aparece com 33%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (21/jul).
Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, a distância entre os dois primeiros colocados não configura empate técnico.
Atrás da dupla, nenhum outro nome testado ultrapassa a casa dos 10%: o influenciador Renan Santos (Missão) aparece com 9%, seguido pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD-GO), com 7%.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), soma 2%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (DC), empatam com 1% cada.
Os votos em branco ou nulo somam 3%, os indecisos representam outros 3%, e um conjunto de candidaturas menores — entre elas Cabo Daciolo, Rui Costa Pimenta e Samara Martins — soma 1% no total, classificado pelo instituto como “Outros”.
O levantamento entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 18 e 20 de julho, por meio de entrevistas presenciais, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05864/2026.
A trajetória que explica o novo cenário
O resultado desta terça-feira não surge isolado. A série histórica da própria Real Time Big Data mostra uma inversão relevante nos últimos meses.
Em março, Lula tinha 42% no cenário de segundo turno contra 41% de Flávio Bolsonaro — distância mínima. Em maio, o quadro chegou a se inverter, com o senador alcançando 44% ante 43% do presidente.
Em junho, porém, Lula voltou a ampliar a vantagem, subindo para 45% enquanto Flávio recuava para 40%.
Aquele levantamento de junho foi o primeiro a captar a reação do eleitorado após a repercussão de conversas vazadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master — episódio que os próprios institutos de pesquisa associam à queda do senador nas semanas seguintes.
O dado de hoje, já no recorte de primeiro turno, mantém a mesma direção: distância de sete pontos, a maior desde que o duelo entre os dois nomes se consolidou como o cenário mais provável para outubro.
A consistência dessa tendência ao longo de quatro meses — de um empate técnico em março a uma vantagem clara de Lula em julho — sugere que o episódio do Banco Master teve efeito mais duradouro do que um simples solavanco de curto prazo na avaliação do eleitorado sobre Flávio Bolsonaro.
A pergunta que resta para os próximos meses é se o campo bolsonarista consegue reverter esse desgaste antes da definição das candidaturas ou se a distância tende a se consolidar como o novo patamar da disputa.
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