
Presidente Lula durante a Cúpula do Mercosul, no Uruguai, em 2024 | Ricardo Stuckert
Durante os 6 meses à frente do bloco, País terá como prioridades fortalecer a integração sul-americana, avançar nas negociações com a União Europeia e consolidar a Tarifa Externa Comum0
RESUMO <<O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da 66ª Cúpula do Mercosul em 3 de julho, em Buenos Aires, onde o Brasil assumirá a presidência do bloco, sucedendo a Argentina. O evento reunirá líderes para discutir integração regional, comércio e pautas como a COP30. “O Brasil liderará com foco em sustentabilidade e acordos econômicos”, disse a embaixadora Gisela Padovan. A cúpula reforça o papel do Mercosul no cenário global>>
Brasília, 27 de junho de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, marcada para 3 de julho em Buenos Aires, onde o Brasil assumirá a presidência temporária do bloco.
A liderança rotativa, exercida por 6 meses, terá como prioridades fortalecer a integração sul-americana, avançar nas negociações com a União Europeia e consolidar a Tarifa Externa Comum.
A embaixadora Gisela Padovan destacou que o Mercosul é peça-chave na política externa brasileira, promovendo desenvolvimento regional.
A transferência da presidência, antes sob comando da Argentina, ocorre em um momento estratégico. O Brasil busca concluir o acordo comercial com a União Europeia, iniciado em 1999 e em fase final de tradução para 27 idiomas.
“Temos a expectativa de assinar o acordo, que está em revisão pelas instâncias europeias”, afirmou Gisela.
A liderança brasileira também priorizará a inclusão dos setores automotivo e açucareiro no comércio do bloco, além de avançar na criação de um “Mercosul verde” focado em sustentabilidade.
Outro destaque é o fortalecimento da Tarifa Externa Comum, com a incorporação de novos códigos à Lista de Exceções (Letec).
A presidência brasileira também liderará a segunda fase do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM 2), voltado para projetos de infraestrutura e redução de assimetrias econômicas.
“O FOCEM já investiu cerca de 1 bilhão de dólares em obras como a Costaneira no Paraguai”, frisou Gisela.
A cooperação em segurança pública e a participação social também ganharão espaço. O Brasil pretende ampliar o diálogo com a sociedade civil e reforçar o protagonismo do bloco em negociações globais.
“Juntos, somos mais fortes para nos posicionarmos no cenário internacional”, destacou a embaixadora.
A 66ª Cúpula será um marco para consolidar a união aduaneira e avançar em pautas sociais e ambientais.
O que esperar da liderança brasileira no Mercosul?
Sob o comando de Lula, o Brasil buscará modernizar o bloco, com foco em sustentabilidade e competitividade. A agenda inclui a COP30, onde o Mercosul pretende reforçar suas credenciais verdes. A inclusão de 8 novos projetos brasileiros no FOCEM também está prevista, ampliando investimentos em infraestrutura.







