Luis Arce mapeia golpe contra Morales, chega no Equador, na Argentina e está vindo para o Brasil

01/08/2021 0 Por Redação Urbs Magna
Luis Arce mapeia golpe contra Morales, chega no Equador, na Argentina e está vindo para o Brasil

Teriam participação na trama violenta de 2019 os ex-presidentes dos países vizinhos, Maurício Macri, Lenín Moreno e, de acordo com o líder esquerdista que retomou o poder de forma democrática, as investigações podem chegar a Bolsonaro

O presidente boliviano Luis Arce, que retomou o poder no país através de eleições democráticas após um golpe que sacudiu o país no final de 2019 obrigando a renúncia e exílio do então presidente legitimamente eleito Evo Morales, segue querendo revirar todos os detalhes da trama contra a soberania e o Estado de Direito da Bolívia.

De acorco com os jornalistas Maurício Brum e Lucas Berti, do The Intercept Brasil, o governo da Bolívia garante, em meio à série de acusações que levaram à prisão da ex-presidenta golpista Jeanine Áñez, que assumiu após a queda de Evo, que países conservadores vizinhos deram apoio também à repressão ocorrida da sequência.

Os ex-presidentes da Argentina e do Equador, Maurício Macri e Lenín Moreno, respectivamente, foram acusados de terem enviado munições e bombas de efeito moral para a repressão de manifestantes contra o golpe. A justiça do governo de Alberto Fernández abriu investigação para apurar o envolvimento de seu antecessor que, segundo denúncias, teria contrabandeado 70 mil projéteis que foram direcionados para os golpistas da Bolívia, o que segundo o atual presidente “encheram de dor e vergonha” o país hermano.

Além das acusações já feitas contra os dois países supracitados, Evo Morales promete que a Bolívia revelará o envolvimento do Chile, de Sebástian Piñera, e do Brasil, de Jair Bolsonaro, no levante de 2019, tudo com base em uma relação de fatos que antecederam o golpe, como por exemplo a agenda de maio daquele ano do então chanceler brasileiro Ernesto Araújo que contou com a visita do boliviano.Luis Fernando Camacho, que curiosamente mais tarde se tornou um líder da ala radical da oposição na Bolívia contra a esquerda, quando exerceu papel fundamental na trama.

Foi ele quem invadiu o Palácio de Governo carregando uma bíblia – símbolo do discurso religioso aplicado pelos usurpadores da democracia no país. Tudo, se somado ao apoio das milícias policiais e ao teor racista contra os povos originários, são ingedientes que, segundo Brum, encontram paralelo em muitas posturas do governo Bolsonaro.

Assista ao vídeo do The Intercept:

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