
Lucas Pavanato tem extenso histórico de confusões que ele cria para “lacrar” nas redes e seu futuro dependerá de como equilibrará polêmicas com atuação legislativa – SAIBA MAIS
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Brasília, 21 de junho de 2025
O vereador bolsonarista Lucas Pavanato (PL) envolveu-se em mais um incidente na Universidade de São Paulo (USP) nesta semana, no campus da Cidade Universitária.
O extremista de direita foi com sua equipe à instituição de ensino e todos que o acompanhava acabaram enfrentando a repulsa de estudantes durante tentativa de gravar um vídeo para “lacrar” nas redes.
Afirmando seu direito democrático de exibir a bandeira de Israel e de defender o país liderado pelo polêmico Benjamin Netanyahu, o vereador foi chamado de “verme sionista” e “vagabundo“.
Pavanato ainda conseguiu gravar um trecho dentro do campus, onde mostrou uma parte das dependências da universidade e, sem poder provar, afirmou que sentiu cheiro de maconha.
O bolsonarista apontou para o símbolo da foice e martelo pintado em uma parede e chamou os alunos de “comunistas“.
Na sequência, ele é perseguido por estudantes que tentam tomar a bandeira de Israel, o que somente foi feito após a chegada da fiscalização do Campus.
Agentes da universidade levaram Pavanato e sua equipe, sob protestos dos alunos. Um deles mostrou o dedo do meio e a bandeira foi queimada por uma estudante.
O vídeo da expulsão viralizou nas redes sociais. O jornalista Guga Noblat o compartilhou e afirmou na mensagem que Pavanato é “o político que vive de barracos“.
O cientista geopolítico Vinicios Betiol disse que “desceram o cacete no Lucas Pavanato novamente”.
“Ele saiu todo desnorteado e fugiu. Nas redes dele ele postou só a parte em que ele chegou, todo valentão. Omitiu o final da história“, acrescentou.
Confira a seguir e leia mais depois:
Apanhou e saiu correndo. Lucas Pavanato kkkkkkkkkkk https://t.co/iZAL9ZfkPg pic.twitter.com/tRkUR7er2q
— X A N D E · O B S E S S O R (@xandeobsessor) June 20, 2025
Este caso é subsequente a outro incidente recente, também na USP, em 21 de maio, quando o vereador montou uma mesa no estacionamento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) com um cartaz que dizia: “Bolsonaro é melhor que Lula! Prove o contrário”.
A intenção era gravar um vídeo debatendo com alunos, mas estudantes tentaram expulsá-lo e rasgaram o cartaz, interrompendo a gravação.
O conflito mais notório de Pavanato na USP ocorreu em agosto de 2023, quando, ainda como influenciador digital, ele foi à FFLCH para gravar um vídeo com o objetivo de “provar a doutrinação” em universidades públicas.
Ele abordava estudantes com imagens de figuras históricas, como Karl Marx e Adam Smith, para sugerir que os alunos desconheciam personalidades de direita.
A ação gerou confronto, e um guarda-civil metropolitano (GCM), Marcelo Ferreira, que o acompanhava fora do horário de trabalho, sacou uma arma para intimidar estudantes. A USP emitiu nota repudiando a conduta, cobrando apuração policial, conforme noticiado por Mônica Bergamo, na Folha/UOL.
A Associação de Docentes da USP (Adusp) também criticou o episódio, que resultou em uma condenação judicial. A doutoranda Luana Fernanda Luiz processou Pavanato por uso indevido de sua imagem no vídeo, gravado sem consentimento.
Em fevereiro de 2024, a Justiça de São Paulo, sob decisão da juíza Cláudia Thome Toni, condenou o então influenciador a pagar R$ 8.060,00 em indenização por danos morais e a excluir o conteúdo das redes sociais.
Luana relatou ao Estadão que foi “constrangedor” ver sua imagem exposta sem autorização, afirmando que Pavanato não informou que estava gravando ou que publicaria o vídeo.
Pavanato pagou a indenização, mas chamou a decisão de “roubo” e acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza, alegando parcialidade devido a artigos dela sobre temas LGBTQIA+.
Aos 27 anos, Lucas Pavanato, natural de Sorocaba (SP), é um expoente do bolsonarismo. Ex-membro do Movimento Brasil Livre (MBL) e do Partido Novo, ele se filiou ao PL em 2023, a convite de quem? Jair Bolsonaro.
Sua campanha para vereador foi marcada por pautas conservadoras, como críticas à “ideologia de gênero” e defesa de valores cristãos.
Pavanato também acumula outras controvérsias. A vereadora Amanda Paschoal (PSOL), mulher trans, entrou com uma representação no Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra ele por injúria transfóbica. Durante um debate em fevereiro, o bolsonarista afirmou que ela é “biologicamente homem”.
“Tenho direito de afirmar que uma transexual, por mais que se identifique como mulher e tenha o direito de se identificar, biologicamente não mudou, biologicamente continua sendo um homem. E não seria justo, por exemplo, a vereadora Amanda Paschoal brigando com uma mulher no ringue”, disse Pavanato.
Ele ainda esquentou os nervos da vereadora ao oferecer uma bíblia e, depois, publicar o registro das imagens, capturadas por assessores, em seu perfil do Instagram.
Na representação ao MP, Amanda Paschoal pediu abertura de investigação criminal contra a fala de Pavanato, que teve, segundo o processo, injúria homotransfóbica no discurso.
Neste mês, a Câmara de São Paulo suspendeu a análise da denúncia de Amanda devido a erros no relatório.
Em 2024, Pavanato e Fernando Holiday (PL) foram condenados por fake news contra a cantora Maria Gadú.
No final do mês passado, Pavanato envolveu-se em uma briga com um sindicalista durante uma audiência sobre mototáxis, quando um representante da classe avançou contra o bolsonarista após ter sido ofendido.
Imagens da TV Câmara mostraram Gilberto Almeida dos Santos, presidente do Sindimoto-SP, partindo para a tribuna e pegando o vereador pelo colarinho, sendo contido por membros da GCM (Guarda Civil Metropolitana).
Analistas veem a estratégia de Pavanato como uma busca por visibilidade nas redes sociais, onde ele monetiza sua imagem de provocador.
Seu futuro na Câmara dependerá de como equilibrará essas polêmicas com a atuação legislativa.











