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Lobista dizia ter tentáculos no CNJ para monitorar casos e barrar investigações, diz Veja

    Advogado assassinado deixou celular com dados comprometedores envolvendo empresários, juízes e ministros do STJ relacionados a um esquema de venda de sentenças judiciais

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    Após o assassinato do advogado Roberto Zampieri em dezembro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ouviu autoridades do Mato Grosso em sigilo. O celular de Zampieri continha informações críticas, incluindo nomes de profissionais envolvidos em um esquema de venda de sentenças. Uma quadrilha afirmava ter contatos no CNJ para obstruir investigações.

    O conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello acessou o sistema do CNJ após denúncias contra o desembargador João Ferreira Filho, que foi afastado por relações com Zampieri. Bandeira não encontrou registros novos contra Ferreira e ressaltou que suas interações com um lobista eram informais, diz matéria sobre o tema, na Veja deste domingo (20/10).

    Durante a Operação Faroeste, ele também buscou informações sobre um delator em um esquema na Bahia. Mensagens no celular de Zampieri indicaram que Andrés Gonçalves também monitorava investigações de juízes.

    Segundo o portal jurídico de notícias Conjur, a reportagem inicial da revista, publicada em 4 de outubro, com o título PF investiga rede de venda de sentenças que envolve até funcionários do STJ, é complexa, com título “cauteloso” para não acusar “explicitamente“, mencionando apenas o verbo “investiga”, bem como não acusa nenhum ministro, mas sugere que a corrupção envolva “até funcionários do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

    Segundo o texto, apesar do respeito pelos ministros envolvidos nas investigações, a carga de trabalho é intensa devido ao grande volume de processos. O site jurídico mais lido do Brasil aponta a necessidade de uma organização eficaz, como a formação de núcleos temáticos e a liderança de assessores e juízes convocados.

    Além disso, menciona possíveis manipulações de votos por assessores e sugere medidas para evitar corrupção, como a proibição de comunicação direta entre advogados e assessores, e uma maior supervisão dos líderes dos núcleos.

    Por fim, destaca a falta de transparência nas investigações sobre advogados e a crescente ambição no sistema judiciário brasileiro.

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