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    Estadão rotula ‘lorotas’ de ‘Gasparzinho’ como ‘literatura fantástica’ e colega diz que ela ‘encanta até a esquerda’

     

    Eduardo Guimarães destrincha as ‘mentiras’ da jornalista, que sob articulação política para enfraquecer o STF anda confundindo até ditos progressistas

    Eduardo Guimarães e Malu Gaspar

    A jornalista Malu Gaspar em entrevista ao podcast Market Makers |5.2.2026| Imagem reprodução / Market Makers | No detalhe, o jornalista Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania / Imagem reprodução

    Brasília (DF) 05 de maio de 2026

    O jornalista Eduardo Guimarães, em seu canal Blog da Cidadania, desferiu um duro ataque ao que chama de a mais nova “lorota” do jornalismo político brasileiro.

    Em análise divulgada em nesta terça-feira (5/mai), Guimarães rebate ponto por ponto as reportagens da jornalista Malu Gaspar e cita o jornal O Estado de S. Paulo, que rotulou a narrativa como pura “literatura fantástica”.

    A tese central da colaboradora de O Globo — que teria utilizado “seis fontes”, segundo Guimarães — sugere que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) , Alexandre de Moraes, articulou nos bastidores para que o advogado-geral da União, Jorge Messias, fosse rejeitado pelo Congresso Nacional.

    A motivação, segundo a colunista lavajatista, seria um suposto pacto entre Moraes e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), um dos maiores críticos do magistrado.

    Para Eduardo Guimarães, a acusação beira o absurdo.

    O sujeito chega a ministro do STF, ele consegue colocar generais na cadeia, ele consegue o apoio unânime, praticamente quase unânime do STF a ele, ele revoluciona a história do Brasil prendendo militares golpistas… e aí ele faz uma burrada dessas contra ele mesmo?”, questiona o blogueiro, destacando a suposta ilogicidade da articulação.

    A análise do Blog da Cidadania aponta que a história criou uma “profecia que se autorrealiza”.

    Inicialmente lançada por Malu Gaspar, a tese foi rapidamente absorvida por setores da esquerda e da imprensa alternativa, criando uma crise de confiança onde ela não existia, diz Guimarães.

    O jornalista cita o exemplo de uma “conhecida tuitteira de esquerda” que, mesmo tendo críticas anteriores à jornalista, acabou endossando a versão.

    A contraofensiva de analistas e juristas

    Diversos nomes do jornalismo e do direito já haviam contestado a narrativa antes da repercussão.

    O renomado jornalista Luis Nassif, em texto citado por Guimarães, ironizou o método da colega: “Quem são minhas 12 fontes? Só digo quando a Malu revelar as dela, porque sigilo de fonte é sagrado”.

    Nassif classifica o caso como a “arte da mídia de mentir contando meia verdade”.

    O jurista Pedro Serrano, que quase foi ministro do STF, diz Guimarães, também pediu moderação. Em suas redes, Serrano lembrou que acusações dessa gravidade contra um ministro da Suprema Corte exigem provas concretas, e não suposições baseadas em um jantar.

    O ministro do STF no mínimo tem que ter prova contra ele para acusar”, sintetizou o jurista.

    Outro veterano, o jornalista Mário Vitor Santos, ex-ombudsman da Folha de S. Paulo, foi direto ao ponto, definindo a reportagem como uma narrativa “sem pé nem cabeça”.

    A ideia de que Alexandre de Moraes “colocaria a corda no próprio pescoço” para barrar uma indicação do presidente Lula seria, segundo Santos, um disparate lógico.

    O impacto político e a reação do Planalto

    Eduardo Guimarães observa que o próprio governo Lula foi contaminado pela desinformação. Assessores e ministros do Planalto teriam se dirigido ao Presidente para defender Moraes, assegurando que o ministro não agiu contra Jorge Messias.

    A coluna de Malu Gaspar serviu, na visão do blogueiro, como um divisor de águas plantado para separar o governo do STF.

    O colunista Carlos Andreazza, do Estadão, ecoou o coro ao chamar a hipótese de “conjunto conspiratório”.

    Andreazza sugere que o governo tenta se desvincular de Moraes “às pressas” com base nessa ficção.

    Guimarães, no entanto, vê nisso uma estratégia perigosa: “Ela lançou a semente e depois eles começaram a falar disso”, disse, referindo-se ao efeito multiplicador da notícia falsa.

    A análise final de Eduardo Guimarães é clara: há um movimento orquestrado para enfraquecer o STF e, especificamente, o ministro Alexandre de Moraes.

    A tese da “aliança com Flávio Bolsonaro” é tão improvável que só pode ser classificada como “literatura fantástica” ou, em termos mais claros, uma tentativa de desestabilizar a corte que tem sido linha-dura contra o golpismo, avalia.

    Por fim, o Blog da Cidadania mantém a posição de que a matéria é uma “pataquada completa”.

    FAQ Rápido

    1. O que é a “literatura fantástica” citada por Eduardo Guimarães?
    É uma expressão usada pelo colunista Carlos Andreazza (Estadão) e endossada por Eduardo Guimarães para classificar a reportagem de Malu Gaspar que sugere uma aliança entre o ministro Alexandre de Moraes e o senador Flávio Bolsonaro para derrubar a indicação de Jorge Messias ao STF. Para os críticos, a tese não tem provas e desafia a lógica política.

    2. Por que a esquerda teria “comprado” essa notícia segundo Eduardo Guimarães?
    Eduardo Guimarães afirma que setores da esquerda, incluindo sites, canais e jornalistas, foram “hipnotizados” pela narrativa de Malu Gaspar. Ele cita o caso de uma “tuitteira de esquerda” que, mesmo tendo críticas anteriores à jornalista, acabou concordando com a versão. Guimarães acredita que a repetição da notícia criou uma “profecia autorrealizável”.

    3. Qual a defesa de Alexandre de Moraes apresentada no texto?
    A defesa é lógica e política. Eduardo Guimarães argumenta que Alexandre de Moraes é o ministro que mais combateu o bolsonarismo (prendendo generais e golpistas). Seria “burrice” ou “maluquice” ele se aliar justamente a Flávio Bolsonaro, um de seus maiores algozes no Senado, para fragilizar a própria posição e a do governo Lula. A narrativa, portanto, seria uma tentativa de enfraquecer o STF.



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