📷 O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e os irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro durante visita à Trump em Washington; após o encontro, o governo dos EUA aplicou tarifas a produtos brasileiros / Imagens reprodução modificadas por IA |•| Arte URBS MAGNA
| Brasília (DF)
06 de agosto de 2026
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o PL, o senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e demais envolvidos na articulação do tarifaço americano sejam responsabilizados financeiramente pelos danos causados à economia brasileira, segundo publicação do próprio parlamentar em seu Instagram, onde divulgou a informação veiculada pela Folha de S. Paulo.
“Quem ajudou a atacar o Brasil precisa responder pelos prejuízos causados ao povo brasileiro”, escreveu Lindbergh
Segundo o texto, não seria aceitável que empresas, trabalhadores e o Estado arquem sozinhos com uma conta bilionária motivada, na avaliação do deputado, por quem atuou contra os interesses nacionais.
Um pedido que não nasce isolado
A petição por ressarcimento é a mais recente de uma sequência de ações movidas por Lindbergh contra a família Bolsonaro desde que o governo de Donald Trump anunciou a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Em junho, o deputado já havia pedido ao STF a inclusão de Flávio Bolsonaro no mesmo inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro por suposta coação contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.
Em maio, ele já havia solicitado a mesma inclusão em outra frente do processo, ligada ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Em 16 de julho, Lindbergh também classificou publicamente a tarifa americana de “TariFlávio”, atribuindo a origem da sanção à articulação de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto ao governo americano.
O que está em jogo, do lado dos Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro nega qualquer articulação contra o Brasil e afirma ter pedido ao governo americano que não aplicasse o tarifaço, tendo inclusive enviado uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio pedindo a suspensão da medida.
O relatório oficial dos Estados Unidos que justificou a tarifa cita, entre outros pontos, decisões judiciais brasileiras contra redes sociais americanas e políticas favoráveis ao Pix — não menciona, formalmente, qualquer articulação da família Bolsonaro como causa direta da sanção.
A estratégia de Lindbergh de judicializar o tarifaço em múltiplas frentes — investigação criminal, inclusão em inquérito e agora pedido de ressarcimento civil — revela um cálculo político tanto quanto jurídico: mesmo que o pedido de indenização não avance rapidamente no STF, ele mantém o tema do tarifaço associado ao nome de Flávio Bolsonaro às vésperas da disputa presidencial.
O núcleo da controvérsia é factual e ainda em aberto: não há, até o momento, decisão judicial que estabeleça nexo de causalidade entre a atuação dos Bolsonaro nos Estados Unidos e a tarifa aplicada pelo governo Trump.
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