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Lindbergh Farias pede tornozeleira para Jair Bolsonaro após “informações” de que Eduardo prepara fuga do pai

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    Deputado do PT acusa filho Zero Dois do réu no STF e Zambelli de conspirarem contra o Brasil e solicita à Corte medidas para impedir a fuga do inelegível – SAIBA MAIS

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    Brasília, 04 de junho de 2025

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (4/jun), solicitando medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    A ação visa evitar uma possível fuga do país, com a imposição de monitoramento por tornozeleira eletrônica.

    Lindbergh aponta um “padrão de golpe continuado e obstrução à Justiça”, citando as ações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e a saída de Carla Zambelli para a Itália.

    Lindbergh alega que Eduardo Bolsonaro, atualmente nos EUA, está “conspirando contra o Brasil” ao articular sanções contra autoridades brasileiras, incluindo o ministro Alexandre de Moraes do STF.

    Ele também destaca a fuga de Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Zambelli declarou estar “intocável na Itália”, reforçando temores de que Bolsonaro possa seguir o mesmo caminho.

    Na representação, Lindbergh sugere que, caso a prisão preventiva de Bolsonaro não seja decretada, medidas como o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de acesso a embaixadas, consulados e aeroportos sejam impostas.

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    Ele argumenta que “o risco de fuga é real, evidente e crescente”, especialmente após Bolsonaro financiar a permanência de Eduardo nos EUA por meio de doações via Pix.

    O PT também pediu o cancelamento do passaporte diplomático de Zambelli e a cassação do mandato de Eduardo.

    A ação de Lindbergh ocorre em meio ao julgamento no STF sobre a tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 8 de janeiro de 2023, no qual Jair Bolsonaro é réu.

    O PT acusa Eduardo de tentar interferir no processo ao buscar apoio de congressistas norte-americanos, como Cory Mills e Marco Rubio, para pressionar o Judiciário brasileiro. A PGR, sob comando de Paulo Gonet, já autorizou inquérito contra Eduardo por crimes como coação no curso do processo e atentado à soberania nacional.

    A PGR ainda não se manifestou sobre o pedido de Lindbergh, mas a expectativa é que o STF avalie as medidas cautelares em breve.

    O caso ganhou repercussão após postagens nas redes sociais em que Lindbergh reforçou a urgência das restrições para “garantir a aplicação da lei penal e preservar a soberania nacional”.

    Enquanto isso, aliados de Bolsonaro minimizam as acusações, alegando que as ações no exterior visam apenas denunciar supostas irregularidades no Judiciário.

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