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“Vamos desmascarar o que tem por trás disso”, diz Lindbergh sobre alteração do PL Antifacção (vídeo)

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    Lindbergh Farias
    Lindbergh Farias durante entrevista coletiva |19.11.2025| Imagem reprodução


    Alguém tem dúvida de que Cláudio Castro estava com medo da Operação Carbono Oculto” e que “tem muita gente nesse Parlamento preocupada com a prisão de Daniel Vocaro“, diz o líder do PT na Câmara – ASSISTA E ENTENDA




    Brasília, 19 de novembro 2025

    O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, elevou o tom do debate político ao declarar que a oposição ao projeto do governo que visa combater facções criminosas é, na verdade, uma tentativa de “blindagem” contra investigações da Polícia Federal e da Receita Federal.

    Em uma declaração incisiva à imprensa, o parlamentar afirmou que ele e seu grupo político marcaram posição e têm a “convicção” de que o projeto original do governo é o “caminho acertado” e que a reação dos opositores visa apenas proteger investigados.

    A fala de Lindbergh Farias expôs a profunda divisão no Congresso Nacional sobre medidas de segurança pública e a atuação dos órgãos de investigação. O líder petista não hesitou em citar diretamente nomes de figuras públicas e casos de alta repercussão para sustentar sua tese.

    “Estamos convencidos que esse projeto prioriza a blindagem. A tirada de forças da Polícia Federal e da Receita Federal.”

    Investigações no Foco:
    Citações a Cláudio Castro e Daniel Vorcaro

    Para dar concretude à sua acusação de que há um “medo” generalizado no meio político e empresarial, Lindbergh trouxe à tona investigações específicas que, segundo ele, motivam a “reação” da “turma” contrária à proposta do governo.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

    Ele questionou abertamente se há dúvidas sobre o receio do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em relação à investigação do Carbono Oculto:

    “Alguém aqui tem dúvida de que o governador Cláudio Castro tava com medo da investigação do carbono oculto. Era investigação concreta.”

    Carbono Oculto é uma notória operação da Polícia Federal que investiga supostos desvios de recursos públicos na área de saúde do Rio de Janeiro.

    Outro caso citado foi o do empresário e ex-banqueiro de investimentos Daniel Vorcaro, acionista majoritário e presidente do Banco Master:

    “Alguém tem dúvida que tem muita gente nesse parlamento preocupado com a prisão do Daniel Vorcaro (um empresário brasileiro e ex-banqueiro de investimentos. Ele era o acionista majoritário e presidente do Banco Master, conhecido por estratégias e investimentos de alto risco nos setores de saúde, imobiliário e esportivo).”

    A menção a Vorcaro e ao Banco Master remete a um contexto de operações financeiras e empresariais de alto risco que geram receio em setores influentes da sociedade, potencialmente ligados ao parlamento.

    Promessa de Batalha:
    Mudanças no Texto no Senado

    O discurso de Lindbergh Farias sinaliza que o tema está longe de ter um desfecho. Mesmo após uma eventual aprovação na Câmara, o PT e o governo se disporam a “comprar” o debate político e prometem atuar intensamente no Senado Federal para reverter o que consideram retrocessos.

    “A reação que essa turma tá fazendo é isso por a gente acreditar nessa política nossa, a gente fez questão de marcar a posição do nosso voto e de afirmar a nossa convicção de que vamos mexer nesse texto no Senado Federal.”

    O líder petista reforçou a confiança na política do governo, prometendo que a verdade sobre a oposição virá à tona com o tempo:

    “Vai ficar claro na prática, isso aqui.”

    “Eu acho esse é o sentimento desmascarar o que tá por trás disso, porque cada vez mais vai ter a operação da Polícia Federal. Cada vez mais o governo vai apostar nisso. Independente. Quem seja atingido, se é parlamentar, se é deputado, se é governador.”

    Contexto Atualizado e Histórico da Tensão (SEO)

    A declaração de Lindbergh Farias reflete a crescente tensão entre o Poder Executivo e setores do Congresso Nacional que buscam impor limites à atuação de órgãos de controle e investigação.

    Atualizações

    A pressão do Congresso por restrições à Polícia Federal e à Receita Federal é frequentemente vista como uma resposta a investigações que atingem figuras com foro privilegiado ou empresários influentes.

    O debate sobre a autonomia desses órgãos e a definição de crimes de ‘abuso de autoridade’ ou a regulamentação do uso de dados sensíveis têm sido o epicentro deste confronto.

    Contexto Histórico:

    A busca por “blindagem” legislativa contra investigações remonta a períodos de grandes operações de combate à corrupção, como a Lava Jato. Desde então, o Congresso Nacional tem debatido e, em alguns casos, aprovado medidas que são interpretadas por órgãos de controle e membros do Executivo como entraves ao trabalho de combate à corrupção e ao crime organizado.

    As tentativas de mudança na lei de Improbidade Administrativa e no Código de Processo Penal são exemplos históricos dessa disputa pelo equilíbrio de poder entre investigar e ser investigado.

    A menção de Lindbergh Farias à “tirada de forças” desses órgãos sugere uma preocupação com propostas que visam enfraquecer o poder de investigação, especialmente em casos de corrupção e crimes financeiros.



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