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Líder do PT também pede bloqueio de bens do inelegível até 2030 e réu Jair Bolsonaro – SAIBA MAIS
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Brasília, 02 de junho de 2025
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), apresentou à Polícia Federal (PF) um dossiê de 33 páginas com evidências de ações consideradas criminosas do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
As acusações envolvem tentativas de interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) e no ministro Alexandre de Moraes, que conduz inquéritos sobre a tentativa de golpe de 2022 e os atos de 8 de janeiro de 2023.
Lindbergh solicita medidas severas, incluindo a cassação do passaporte diplomático de Eduardo e o bloqueio de bens e contas de Jair Bolsonaro, apontado como financiador das ações do filho.
O dossiê destaca mais de 666 postagens nas redes sociais de Eduardo Bolsonaro, descritas como ataques diretos às instituições brasileiras.
Lindbergh argumenta que essas ações configuram uma “depredação simbólica” do STF, comparável aos atos físicos de vandalismo de 8 de janeiro.
Ele acusa o deputado de articular com autoridades norte-americanas, como o senador Marco Rubio, para impor sanções financeiras e jurídicas contra Moraes, o que poderia gerar uma “crise diplomática seríssima” entre Brasil e EUA.
Entre os pedidos de Lindbergh, estão a quebra de sigilo fiscal e bancário de Jair Bolsonaro e outros investigados para rastrear possíveis remessas de recursos ao exterior via Pix.
Ele também solicita que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) investigue movimentações financeiras atípicas.
Essas medidas visam coibir o que o líder do PT chama de “golpe continuado”, com o objetivo de proteger Jair Bolsonaro, réu em processos no STF.
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Eduardo Bolsonaro, que se licenciou do mandato em março de 2025 e está nos EUA desde fevereiro, alega buscar “justas punições” contra Moraes e a PF, acusando o Brasil de ser um “estado de exceção”.
Suas ações incluem reuniões com figuras como Cory Mills, deputado norte-americano, para pressionar por sanções sob a Lei Magnitsky, que prevê bloqueio de ativos e exclusão do sistema financeiro internacional.
O inquérito, autorizado por Alexandre de Moraes após representação da Procuradoria-Geral da República (PGR), investiga Eduardo por crimes como coação no curso do processo, obstrução de justiça e atentado à soberania nacional.
Jair Bolsonaro também foi convocado para depor, por ser considerado beneficiário e financiador das ações do filho.
Lindbergh reforça que as ações de Eduardo representam um ataque à democracia brasileira, comparando-as a uma traição à pátria.
Ele cita o apoio financeiro de Jair Bolsonaro, que teria usado parte dos R$ 17 milhões arrecadados em 2022 para sustentar a estadia do filho nos EUA, conforme revelado pelo ex-ministro Gilson Machado.
Nas redes sociais, Lindbergh Farias comentou seu depoimento à PF:
“Prestei depoimento hoje na PF sobre a representação contra Eduardo Bolsonaro. Pela primeira vez na história, vemos um grupo político brasileiro atuar abertamente a favor de sanções estrangeiras contra o próprio país.
Nem o integralismo fascista de Plínio Salgado chegou a esse ponto de traição da Pátria! Entregamos material robusto: vídeos, fotos, publicações de texto – todos que comprovam o golpe continuado no sentido de atacar, emparedar intimidar o STF, para restringir e impedir o livre funcionamento de um Poder independente da República.
Tudo produzido pelos próprios envolvidos, que não escondem a articulação internacional para proteger Jair Bolsonaro e atacar nossa soberania, a partir de uma organização criminosa com estrutura financiada no exterior.
Solicitei várias providências, como a ampliação do escopo da investigação e dos investigados, inclusão dos crimes de atentado à soberania e à liberdade de magistrado, bloqueio de bens e transferências e envio de cópia ao MRE para avaliar o cancelamento do passaporte diplomático.
Defender o o país nunca foi tão urgente. O Brasil é nosso! LINDBERGH PELA SOBERANIA“












