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Lindbergh e Correia entram com ação para investigar Nikolas; Gleisi vê abuso de poder econômico ou crime eleitoral (vídeos)

    Investigações no caso Master desvendam rede de conexões entre banqueiro, campanhas eleitorais e tentativa de venda ao BRB, com o deputado bolsonarista no epicentro de viagens suspeitas

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    Nikolas Ferreira
    Nikolas Ferreira e familiares posam em frente ao jatinho ligado a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto por Reprodução / Folha de S.Paulo
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 04 de março de 2026

    Em meio a um dos maiores escândalos financeiros recentes no Brasil, o caso envolvendo o Banco Master ganha contornos políticos intensos, com doações vultosas a campanhas de figuras proeminentes da direita e ligações que levantam questionamentos sobre favorecimentos indevidos.

    O pivô da controvérsia é Daniel Vorcaro, controlador do banco, cuja instituição enfrentou liquidação após alegações de fraudes bilionárias, incluindo carteiras de créditos fictícias vendidas ao Banco de Brasília (BRB).

    Tudo começou com a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, uma operação que, segundo investigações da Polícia Federal, envolveu negociações clandestinas e ativos inflados, resultando em um rombo estimado em bilhões.

    A operação foi vetada pelo Banco Central em setembro de 2025, mas não antes de expor uma teia de relações que se estendem ao poder executivo e legislativo. Depoimentos colhidos em 26 de janeiro revelam que os interrogados foram questionados sobre R$ 12,2 bilhões em carteiras falsas, com mandados cumpridos no Supremo Tribunal Federal (STF).

    No cerne das suspeitas estão as doações eleitorais. Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor da Igreja Batista da Lagoinha, emergiu como o maior doador individual pessoa física nas eleições de 2022.

    Ele destinou R$ 3 milhões à campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL) e R$ 2 milhões à de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo.

    Esses aportes, registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ocorreram em um contexto onde o Banco Master buscava expansão e, posteriormente, salvação via aquisição pelo BRB.

    Parlamentares do PL, partido de Bolsonaro, votaram favoravelmente à operação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o que intensifica as alegações de quid pro quo – expressão que significa “algo por algo” ou “isto por aquilo“, referindo-se a uma troca recíproca de bens, serviços ou favores, onde um benefício é dado em troca de outro.

    Adicionando camadas à narrativa, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), figura ascendente na extrema-direita, utilizou um jatinho ligado a Vorcaro durante agendas pró-Bolsonaro no segundo turno de 2022.

    Reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira (3/mar), detalha que Ferreira alega desconhecer a propriedade da aeronave na época, afirmando: “Sou responsável por ato futuro de alguém?“.

    No entanto, documentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS mostram o número de telefone de Ferreira nos contatos pessoais de Vorcaro, conforme revelado pelo Correio Braziliense em 22 de janeiro.

    Nas redes sociais, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) diz que seu homólogo Nikolas Ferreira (PL-MG) precisa explicar ao Brasil quem pagou pela utilização de um jato particular ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a campanha eleitoral de 2022.

    O avião foi usado na caravana “Juventude pelo Brasil“, que apoiava Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições, percorrendo vários estados, especialmente no Nordeste e em Minas Gerais.

    Lindbergh destaca que ele próprio, junto com o deputado Rogério Correia (PT-MG), protocolou uma representação na Procuradoria-Geral Eleitoral para investigar o caso, questionando se houve crime eleitoral e financiamento irregular por interesses privados.

    O petista cobra respostas claras: quem bancou os voos de luxo, por qual motivo e o que se esperava em troca, especialmente porque o mesmo círculo de relações agora aparece envolvido no escândalo do Banco Master — um caso de supostas fraudes e irregularidades financeiras que ganhou destaque recentemente.

    Nikolas é acusado de posar de “paladino da moral” nas redes enquanto teria se beneficiado de apoios questionáveis, e encerra com um apelo: “O Brasil merece respostas! Acorda, Brasil!“.

    Nikolas Ferreira confirmou ter usado a aeronave (um Embraer Phenom 300), mas alegou desconhecer, na época, que pertencia a Vorcaro, afirmando que foi apenas um deslocamento cedido para a agenda de campanha, sem vínculo pessoal ou comercial com o banqueiro.

    A revelação gerou repercussão na imprensa e críticas da oposição, que vê possível omissão na prestação de contas eleitorais.

    A ministra das Relações Institucionais e deputada federal Gleisi Hoffmann também postou um vídeo abordando o mesmo tema.

    Em tom irônico e acusatório, Gleisi Hoffmann questiona se Nikolas Ferreira realizou campanha eleitoral para Jair Bolsonaro em 2022 a bordo de um avião particular pertencente a Daniel Vorcaro.

    Ela usa uma pergunta retórica como gancho principal — “Quer dizer então que o deputado Nikolas fez campanha para Bolsonaro em 2022 no avião de Daniel Vorcaro, do banco Master?“, levantando questionamentos sobre possível irregularidade no financiamento de campanha, como uso de transporte privado de um banqueiro em troca de favores ou influência.

    Gleisi sugere que isso pode configurar abuso de poder econômico ou crime eleitoral.

    Essa conexão levanta hipóteses sobre influência, especialmente dado o envolvimento do banco em descontos indevidos a aposentados do INSS, outro braço do escândalo.

    Vorcaro confessou em depoimento ter “amigos em todos os poderes“. Já a esquerda enfatiza os laços com bolsonaristas, incluindo governadores como Ibaneis Rocha (MDB-DF), que defendeu a compra.

    A situação atual de Nikolas Ferreira é de escrutínio intenso, mas sem indiciamento formal. Ele rebate críticas em vídeos, como o postado nesta terça-feira (3/mar), onde diz: “E daí? Tentem na próxima“.

    A CPMI prossegue, com requerimentos pendentes sobre Zettel e conexões políticas, podendo escalar se novas evidências surgirem.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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