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Líderes globais acionam Lula em meio ao caos na Venezuela: qual o papel do Brasil?

    Ofensiva dos EUA, que resultou no sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, provocou uma onda de consultas ao presidente brasileiro, visto como pivô na região por sua capacidade de interlocução com múltiplos atores

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    O presidente
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente francês Emmanuel Macron durante visita à Ilha do Combu, no Brasil |26.3.2025| Foto: Eraldo Peres/Foreign Policy

    RESUMO

    Líderes como Macron e Rebelo de Sousa pedem ligações com Lula para esclarecer a posição do Brasil na crise venezuelana pós-sequestro de Maduro em 3/jan pelos EUA. Lula já conversou com Rodríguez, Petro, Sheinbaum e outros, condenando violações de soberania. O Brasil é visto como referência diplomática, com consultas de Europa e América Latina visando alinhar estratégias para paz regional.


    Brasília (DF) · 12 de janeiro de 2026

    Diversos líderes mundiais estão solicitando contatos telefônicos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a postura do Brasil diante da crise na Venezuela, desencadeada pelo sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, pelos EUA, em 3 de janeiro.

    Auxiliares do Planalto confirmaram que entre os pedidos estão os do presidente francês, Emmanuel Macron, e do português, Marcelo Rebelo de Sousa, com ligações agendadas para esta semana, conforme reportado pela CNN Brasil.

    A ofensiva militar dos Estados Unidos, que resultou no rapto de Maduro, provocou uma onda de consultas ao governo brasileiro, visto como pivô na região por sua capacidade de interlocução com múltiplos atores.

    Lula já dialogou no dia da operação com a agora presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e manteve conversas subsequentes com homólogos como a mexicana Claudia Sheinbaum, o colombiano Gustavo Petro, o espanhol Pedro Sánchez e o português Marcelo Rebelo de Sousa.

    Além disso, o chanceler Mauro Vieira recebeu chamadas de ministros das relações exteriores de nações como México, Colômbia, França, África do Sul, Espanha, Irã, Uruguai, Canadá, Noruega, Holanda e da União Europeia, incluindo o venezuelano Yván Gil.

    Fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty destacam que o Brasil é percebido como referência por ter liderado iniciativas para conter uma escalada bélica, equilibrando contatos com o regime de Rodríguez e o presidente norte-americano Donald Trump.

    Essa posição estratégica atrai consultas principalmente de países europeus e latino-americanos, ansiosos por alinhar suas estratégias à visão brasileira sobre a soberania venezuelana pós-ataque.

    Líderes internacionais procuraram Lula especificamente para debater a ação militar dos EUA, que ultrapassou fronteiras e gerou precedentes perigosos na região.

    Delcy Rodríguez expressou gratidão ao Brasil: “Agradeço a Lula e ao povo brasileiro pela solidariedade em momentos críticos”.

    Lula condenou veementemente os bombardeios: “Isso é uma violação flagrante da soberania”.

    Lula enfatizaa necessidade de diálogo para preservar a paz na América do Sul.

    Essa dinâmica reflete não apenas a influência do Brasil em assuntos hemisféricos, mas também a urgência de coordenação multilateral em face de intervenções unilaterais.

    Analistas apontam que tais diálogos podem pavimentar caminhos para resoluções diplomáticas, evitando um vácuo de poder na Venezuela que afete estabilidade regional.

    O governo brasileiro, com sua tradição de mediação, posiciona-se como catalisador, priorizando o respeito ao direito internacional e a prevenção de conflitos armados.

     

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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