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Líderes europeus em Kiev dão ultimato a Putin para cessar-fogo ou enfrentar sanções em massa

    Líderes europeus em Kiev dão ultimato a Putin para cessar-fogo ou enfrentar sanções em massa


    Líderes europeus e ucranianos em Kiev |10.5.2025| Foto de Ludovic Marin/Reuters


    O aviso ao líder russo representa um esforço coordenado para forçar a Federação a recuar, com o apoio tácito dos EUA – SAIBA MAIS

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    Kiev, 10 de maio de 2025

    Em um movimento diplomático ousado, líderes europeus, ao lado do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy (na foto, o segundo da esquerda para a direita), emitiram um ultimato ao presidente russo Vladimir Putin, exigindo um cessar-fogo incondicional de 30 dias na Ucrânia a partir de segunda-feira (12/mai).

    Caso a Rússia não aceite, enfrentará “sanções massivas” e um aumento significativo na transferência de armas para Kiev.

    A proposta, apoiada pelos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump, reflete uma coalizão internacional determinada a encerrar o maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

    Ultimato e Coalizão Internacional

    A declaração conjunta foi feita após uma videoconferência envolvendo cerca de 20 países da chamada “Coalizão dos Dispostos”, incluindo líderes de França, Reino Unido, Alemanha, Polônia e Ucrânia, reunidos em Kiev, neste sábado (10/mai).

    O presidente francês Emmanuel Macron (no centro da foto) destacou a necessidade de monitoramento robusto: “Este deve ser um cessar-fogo com monitoramento ao longo da linha de controle, liderado pelos EUA e pela Coalizão dos Dispostos”.

    O primeiro-ministro britânico Keir Starmer (segundo da direita para a esquerda) reforçou o tom desafiador: “Todos nós, juntos com os EUA, estamos desafiando Putin. Se ele está sério sobre a paz, agora é a hora de provar”.

    Para contextualizar, a “Coalizão dos Dispostos” é um grupo informal de nações que apoiam a Ucrânia com assistência militar, financeira e humanitária desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.

    Segundo a Reuters, essa coalizão tem se reunido regularmente para coordenar esforços, especialmente após a eleição de Trump, que gerou incertezas sobre o compromisso contínuo dos EUA com Kiev.

    A inclusão de Trump no diálogo, via chamada com Zelenskyy e líderes europeus, sinaliza uma tentativa de alinhar Washington à pressão internacional.

    Sanções e Apoio Militar como Ameaça

    Os líderes alertaram que a rejeição do cessar-fogo desencadeará medidas drásticas. “Em caso de violação deste cessar-fogo, concordamos que sanções massivas seriam preparadas e coordenadas entre europeus e americanos”, afirmou Macron.

    O primeiro-ministro polonês Donald Tusk (segundo da direita para a esquerda) destacou a eficácia das sanções atuais: “As sanções estão funcionando. Se não fosse por elas, a situação seria comparativamente pior”.

    Ele acrescentou que a Rússia aguarda ansiosamente o alívio dessas restrições, sugerindo que novas medidas poderiam intensificar a pressão econômica sobre Moscou.

    De acordo com o The Guardian, desde 2022, mais de 21.000 sanções foram impostas à Rússia por países ocidentais, atingindo setores como energia, finanças e defesa.

    Essas medidas reduziram a capacidade de Moscou de financiar a guerra, embora a Rússia tenha contornado algumas restrições por meio de comércio com países como China e Índia.

    O aumento prometido no apoio militar à Ucrânia incluiria sistemas avançados de defesa aérea e mísseis de longo alcance, conforme relatado pela BBC, que destacou negociações para fornecer à Ucrânia armamentos capazes de atingir alvos dentro do território russo, uma escalada significativa.

    A Posição de Trump e o Papel dos EUA

    Zelenskyy expressou gratidão a Trump por manter o apoio militar americano, compartilhamento de inteligência e sanções contra a Rússia. “Estamos propondo os primeiros passos para acabar com a guerra. Fazemos tudo em unidade, oferecendo um passo fundamental — um cessar-fogo incondicional”, declarou o presidente ucraniano.

    Keith Kellogg, enviado especial de Trump para a Ucrânia, reforçou a ambição da proposta: “Um cessar-fogo abrangente (ar, terra, mar, infraestrutura) por 30 dias iniciará o processo para acabar com a maior e mais longa guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”.

    No entanto, a relação entre Trump e Zelenskyy nem sempre foi harmoniosa. Em março de 2025, Putin rejeitou uma proposta de cessar-fogo mediada pelos EUA que Zelenskyy havia endossado, conforme noticiado pela Al Jazeera.

    Além disso, tensões surgiram após uma reunião conturbada entre os dois líderes na Casa Branca, que interrompeu temporariamente a ajuda militar americana, segundo a CNN.

    A retomada do apoio sinaliza uma mudança estratégica, possivelmente motivada pela pressão europeia e pelo desejo de Trump de desempenhar um papel central nas negociações de paz.

    Reação Russa e Perspectivas de Monitoramento

    A resposta russa foi marcada por desdém. Dmitry Medvedev, vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia, rejeitou a proposta de forma grosseira: “Enfiem esses planos de paz em seus traseiros pangêneros!

    Apesar disso, Medvedev foi instruído a formular uma resposta oficial após a reunião em Kiev, indicando que Moscou ainda avalia suas opções.

    A Turquia emergiu como um ator chave na proposta, oferecendo-se para supervisionar o cessar-fogo. A Al Jazeera Balkans relatou que Ancara está pronta para liderar esforços de monitoramento, aproveitando sua experiência em mediações anteriores, como os acordos de grãos no Mar Negro.

    A France 24 complementa que a Turquia busca reforçar sua posição como mediadora neutra, equilibrando relações com a Rússia e a OTAN.

    Macron também mencionou a possibilidade de implantar forças para garantir a paz: “Consideraremos a implantação de forças com garantias para fornecer segurança”. Ele esclareceu que o formato dessa operação dependerá do progresso nas negociações.

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    A Deutsche Welle informou que discussões preliminares envolvem uma força multinacional sob mandato da ONU ou da OTAN, embora a resistência de alguns membros da aliança, como a Hungria, possa complicar a implementação.

    Contexto e Desafios Futuros

    A proposta de cessar-fogo ocorre em um momento crítico. A guerra, iniciada em fevereiro de 2022, causou dezenas de milhares de mortes e devastou a infraestrutura ucraniana.

    Zelenskyy descreveu a Ucrânia como o “coração pulsante da Europa”, enfatizando sua importância geopolítica. No entanto, desafios persistem.

    A Rússia controla cerca de 18% do território ucraniano, incluindo partes de Donetsk e Luhansk, e Putin tem exigido concessões territoriais em negociações anteriores, segundo a Bloomberg.

    O ultimato europeu a Putin representa um esforço coordenado para forçar a Rússia a recuar, com o apoio tácito dos EUA.

    A proposta de cessar-fogo, embora ambiciosa, enfrenta obstáculos significativos, incluindo a intransigência russa e a complexidade de monitorar um conflito tão volátil.

    A próxima resposta de Moscou, esperada em menos de 36 horas, determinará se a diplomacia prevalecerá ou se a escalada militar e econômica se intensificará.

    Enquanto isso, a Ucrânia permanece no centro das atenções globais, com líderes mundiais apostando na unidade para alcançar uma paz duradoura.

    Além disso, a unidade ocidental pode ser testada por divergências sobre o financiamento de longo prazo para a reconstrução da Ucrânia, estimada em centenas de bilhões de dólares.

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