Conversa dos dois líderes reforça união do BRICS em meio a tensões relacionadas ao tarifaço global imposto por Trump, defendido por “traidores da Pátria“
Brasília, 09 de agosto de 2025
O presidente russo Vladimir Putin telefonou na manhã de sábado (9/ago) para o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para relatar detalhes de uma reunião com Steven Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos.
O representante de um Brasil que frequentemente tem sido referido pela extrema direita como “anão diplomático” se destaca por sua expressividade como membro do BRICS (bloco formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
Frente às pressões de Washington, que intensifica tarifas comerciais contra membros do bloco e busca isolar Moscou no conflito ucraniano, a ligação foi analisada por especialistas, como Valdir Bezerra em entrevista à Sputnik Brasil, que destacou a força do BRICS.
Em paralelo, a conversa dos dois líderes, que reforça união do BRICS em meio a tensões relacionadas ao tarifaço global imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ocorre em meio à defesa do republicano pela matilha de vira-latas brasileiros, chamados de “traidores da Pátria“.
Embora o Kremlin tenha divulgado apenas 27 segundos de imagens, mostrando um aperto de mãos caloroso entre Putin e Witkoff, o encontro sugere esforços para manter canais diplomáticos abertos.
A presença de Yuri Ushakov, auxiliar de política externa, e Kirill Dmitriev, ligado a investimentos, indica que estiveram na pauta temas como o conflito na Ucrânia, negociações de paz e questões econômicas.
Trump, que nomeou Witkoff, pressiona por um cessar-fogo, ameaçando sanções mais duras à Rússia, mas as chances de acordo são baixas, especialmente após eventos como o atentado em Moscou em abril, atribuído a Kiev.
A reunião pode ter explorado um futuro encontro entre Putin e Trump ou até uma cúpula com a Europa, como apoiado por Zelensky.
Para Bezerra, a ligação entre Putin e Lula reforça a unidade do BRICS em um momento crítico. O bloco se posiciona como uma alternativa ao domínio ocidental, promovendo a desdolarização do comércio global e desafiando o discurso de Washington sobre a Ucrânia.
Lula e Xi Jinping, desde 2022, buscam soluções pacíficas para o conflito, enquanto o BRICS demonstra ao mundo que a Rússia não está isolada.
Essa coesão irrita os EUA, que retaliaram com tarifas contra Brasil, China e Índia, tentando enfraquecer o grupo.
Nas redes sociais, vozes celebram a aliança entre Lula, Putin, Modi e Xi, vendo o BRICS como um contrapeso às sanções e interferências ocidentais, com comentários sugerindo que o poder global está mudando.
No Brasil, a postura do governo Lula frente às tarifas americanas reacende debates sobre soberania nacional e o chamado “complexo de vira-latas“. O termo, popularizado por Nelson Rodrigues, descreve uma atitude de subserviência a potências estrangeiras, especialmente os EUA, e é usado por diferentes grupos políticos.
A esquerda acusa bolsonaristas de adotarem uma postura “vira-lata” ao defenderem alinhamento com Trump, enquanto a direita critica o governo Lula por supostamente ceder a pressões externas.
Nas redes, há questionamentos sobre a ausência de governadores como Romeu Zema (MG) e Tarcísio de Freitas (SP) nessas discussões, além de críticas à imprensa tradicional, acusada de minimizar a relevância do BRICS.
Lula, por sua vez, defende a soberania como um princípio central, buscando posicionar o Brasil como protagonista em um mundo multipolar.
A ligação entre Putin e Lula simboliza a resiliência do BRICS contra pressões externas, enquanto o diálogo com Witkoff reflete tentativas de evitar escaladas no conflito ucraniano.
No Brasil, o embate entre soberania e “vira-latismo” expõe divisões políticas, com a direita e a esquerda trocando acusações em meio a um cenário global que testa a autonomia do país.
O BRICS, ao fortalecer laços entre seus membros, se consolida como uma força geopolítica, desafiando tarifas e sanções e apontando para um futuro de maior equilíbrio no poder mundial.









LULA está sendo muito moderado, devia fechar a embaixada do Brasil nos USA , expulsar o representante da embaixada dos EUA no Brasil, enfim romper as relações com o pais de tantos golpes politicos contra o Brasil…mas LULA é muito paciente e diplomático…!!!☆
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