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Líder da extrema direita triunfa na primeira rodada das eleições presidenciais da Romênia

    Líder da extrema direita triunfa na primeira rodada das eleições presidenciais da Romênia


    GEORGE SIMION, de extrema direita, concorre à presidência da Romênia | Crédito: Associated Press

    Com discurso nacionalista, George Simion avança para o segundo turno com apoio rural, TikTok e retórica anti-UE, desafiando o establishment europeu – SAIBA MAIS

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    Bucareste, 05 de maio de 2025

    George Simion, líder do partido ultranacionalista Aliança pela União dos Romenos (AUR), conquistou uma vitória expressiva na primeira rodada das eleições presidenciais da Romênia, realizadas neste domingo (4/mai), com cerca de 41% dos votos.

    Impulsionado por uma campanha que capitalizou o descontentamento rural e uma estratégia viral na rede social TikTok, Simion se posicionou como um crítico ferrenho do apoio militar à Ucrânia e da liderança da União Europeia, alinhando-se a figuras como Donald Trump e Giorgia Meloni.

    Sua vitória reflete a insatisfação com o establishment político romeno, especialmente após a anulação da eleição anterior em novembro de 2024, devido a alegações de interferência russa e fraudes eleitorais envolvendo o ex-candidato Calin Georgescu, que Simion prometeu integrar ao governo caso venha a ser eleito.

    O sucesso de Simion, que agora enfrentará o prefeito de Bucareste, Nicușor Dan, no segundo turno em 18 de maio, também foi impulsionado pelo forte apoio da diáspora romena, com 77% dos votos na Itália e 80% na Espanha, além de eleitores em países como Rússia e Ucrânia.

    Sua retórica, que defende a soberania romena e questiona a integração com a UE, ressoou em um país onde a renda média é um terço da média europeia e mais de 30% da população enfrenta risco de pobreza.

    Simion, que evita debates televisionados e prefere mensagens gravadas, canalizou a frustração dos eleitores de Georgescu, prometendo “restaurar a ordem constitucional” e indicando o ex-candidato banido como possível primeiro-ministro.

    Este cenário levanta preocupações na Europa sobre um possível alinhamento da Romênia com vozes anti-UE, como Hungria e Eslováquia.

    A vitória de Simion na primeira rodada gerou reações polarizadas na Europa.

    Líderes de extrema direita, como Matteo Salvini, da Itália, e Marion Maréchal, da França, celebraram o resultado como um avanço das forças nacionalistas, enquanto analistas alertam para o risco de desestabilização da ala leste da OTAN, especialmente por sua oposição ao apoio militar à Ucrânia.

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    O segundo turno será um referendo sobre o futuro da Romênia: uma trajetória pró-ocidental, representada por Nicușor Dan, ou um caminho isolacionista liderado por Simion.

    A campanha do primeiro colocado e líder da AUR, marcada por gestos teatrais e apelo à “dignidade romena”, também levantou críticas por sua postura anti-húngara, o que pode complicar as relações regionais.

    A Europa observa com atenção, temendo que uma vitória de Simion fortaleça o populismo de direita no continente.

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