Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Líder checheno envia tropas atrás do grupo Wagner, que “traiu” Putin e iniciou tensão em áreas na Rússia (vídeo)

    Ramzan Kadyrov classificou o motim armado dos mercenários russos como uma “traição” e disse que os comandos chechenos estão a caminho – ASSISTA E LEIA

    [ — ]


    O que está acontecendo não é um ultimato ao Ministério da Defesa“, escreveu no seu canal Telegram [Ramzan Akhmadovich Kadyrov – chefe da República da Chechênia]. “É um desafio para o Estado. Para fazer face a este desafio, é necessário que os militares, as forças de segurança, os governadores e a população civil se unam em torno do líder nacional”.

    Os soldados do Ministério da Defesa e as unidades da Guarda Nacional (Rosgvardiya) da Chechênia [força paramilitar interna da Federação Russa, composta por uma agência independente que se reporta diretamente ao presidente russo] já partiram para as zonas de tensão. Faremos tudo para preservar a unidade da Rússia e proteger o seu carácter de Estado!“, escreveu Kadyrov.

    O presidente russo Vladimir Putin tomou várias decisões “de forma equilibrada e escrupulosa“, disse Para Kadyrov, felicitando-o pelo discurso (ASSISTA) de reação ao motim do Grupo Wagner [organização paramilitar russa, descrita semioficialmente como empresa militar privada, com fortes ligações ao governo russo, atuante principalmente no leste da Ucrânia (Donbass), na Síria e na África].

    Cada um de nós vê apenas uma parte do mapa, mas ele o vê inteiro! O Presidente fez observações muito corretas, no seu discurso à nação, ao afirmar que “isto é um motim militar”! Não há desculpa para tais ações! Apoio plenamente todas as palavras de Putin“, afirmou Kadyrov.

    Quaisquer que sejam os objetivos que alguns possam declarar e as promessas que alguns possam fazer, a esta altura, a segurança do Estado e a unidade da sociedade russa estão acima de tudo! Vejam como os nossos inimigos no Ocidente estão tirando proveito desta situação”, prosseguiu o líder checheno.

    “Quantas insinuações, quantas mentiras, quantos falsos apelos que assustam os nossos cidadãos e criam o perigo de uma situação desestabilizadora estão a sendo utilizados! Estas são as consequências esperadas da marcha traiçoeira de Prigozhin“, escreveu Kadyrov.

    [Yevgeny Viktorovich Prigozhin é o chefe do grupo Wagner. É um oligarca russo que até recentemente era considerado “Chef de Putin”, por ser dono de restaurantes e empresas que fornecem serviços ao Kremlin e, até então, era confidente próximo de Vladimir Putin.

    O mercenário controla três empresas que foram acusadas de interferência nas eleições estadunidenses em 2016 e 2018. Uma investigação realizada em 2022 pela Bellingcat, The Insider e Der Spiegel revelou que as atividades de Prigozhin “estão fortemente integradas com o Ministério da Defesa Russo e seu braço de inteligência, o GRU“.

    Prigozhin passou anos negando vínculos com o ‘Wagner‘, até finalmente confirmar, em 26 de setembro de 2022, sua fundação em maio de 2014 com objetivo de apoiar as forças russas na guerra em Donbas]

    Ramzan Kadyrov reiterou que os acontecimentos atuais constituem um desafio para o Estado. “É necessário que os militares, as forças de segurança, os governadores e a população civil se unam em torno do líder nacional“, sublinhou.

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading