Por faltas acumuladas, condenada fugitiva da lei brasileira e presa na Itália deve perder mandato
Brasília, 02 de outubro 2025
A licença de 127 dias da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) chega ao fim nesta quinta-feira (2/out), reacendendo o debate sobre impunidade no Congresso Nacional.
Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e divulgação de documentos falsos, a parlamentar fugiu para a Europa em junho, onde foi detida em julho nos arredores de Roma, aguardando decisão sobre extradição.
Com o término do afastamento – que incluiu 120 dias por “interesse particular” e sete para “tratamento de saúde” –, o suplente Coronel Tadeu (PL-SP) cede lugar, mas Zambelli agora acumula faltas não justificadas, violando o regimento da Câmara dos Deputados, que prevê perda automática do mandato após um terço de ausências anuais, conforme mostra O Globo.
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por não destituí-la de ofício nem acionar o Conselho de Ética, transferindo o caso para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde tramita pedido de cassação.
Em depoimento remoto de Roma, Zambelli chamou o ministro Alexandre de Moraes de “bandido” e previu liberação iminente por supostos “abusos jurídicos” no Brasil, ecoando narrativas golpistas.
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O presidente da CCJ, Paulo Azi (União Brasil-BA), aguarda levantamento de sigilo pelo STF para pautar a votação, intensificando a pressão por accountability.
A saga expõe falhas sistêmicas que perpetuam desigualdades: enquanto cidadãos comuns cumprem penas rigorosas, figuras como Zambelli, com histórico de ameaças armadas e desinformação eleitoral, exploram brechas regimentais para postergar justiça, minando a democracia e o Estado de Direito.
Tal leniência reforça a urgência de reformas que priorizem equidade e transparência, evitando que o Legislativo se torne refúgio para extremistas.








É VERDADE, O PARLAMENTO É A FAVOR DE GOLPISTAS E NAZIFASCISTAS, E CONTRA O POVO.
O POVO VAI DA A RESPOSTA EM 2026 NAS URNAS.
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