LIBERA A PESQUISA XP vira assunto do momento no Brasil após corretora cancelar divulgação

Tema foi ao topo da categoria mais lidos do Twitter devido à pressão bolsonarista contra pesquisa que mostrou LULA mais honesto

O tema ‘LIBERA A PESQUISA XP’ virou assunto do momento no Brasil, conforme mostra o Twitter, após a XP Investimentos cancelar, por pressão bolsonarista, a divulgação da pesquisa do Insituto Ipespe, que estava sendo publicada semanalmente e vinha mostrando LULA na frente de Bolsonaro, além de mais honesto que o atual ocupante do Palácio do Planalto.

Alguns exemplos mostram que usuários da rede social estão atentos sobre o assunto, assim como alguns parlamentares de oposição ao governo.

Com ‘LIBERA A PESQUISA XP’ no texto do tuíte, o perfil ‘Distopia Brazil’ divulgou um vídeo em que uma mulher dança animadamente com uma placa contra o presidente, com a mensagem “Bolsonaro é o carai”.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) também usou a frase destaque e afirmou que “é muita cara de pau os bolsonaristas do mercado impedirem a divulgação de pesquisa que não lhes favorece. O Brasil não é nem a Bovespa nem o cercadinho do Planalto“.

O jornalista George Marques acredita que “a pesquisa XP censurada foi vazada a membros do governo e por isso elevou pressão para suspender divulgação do resultado“. Ele afirmou que “há muitas hipóteses possíveis que depõe contra a corretora, que poderia divulgar resultado para sanar dúvidas“. Na sequência, Marques também pediu: LIBERA A PESQUISA XP.

Veja abaixo e leia mais a seguir:

No último levantamento da XP/Ipeste, LULA obteve 45% das intenções de voto para a eleição presidencial de outubro, contra 34% de Bolsonaro. Agora, a pesquisa que seria divulgada na próxima sexta (10/6) e chegou a ser registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sábado (4/6), sob o número BR-06295/2022, teve o registro retirado do site, nesta quarta-feira (8/6), por determinação da própria corretora.

A pressão sobre a XP já vinha crescendo paulatinamente e explodiu na semana passada, quando o instituto mostrou que 35% dos eleitores consideram que a honestidade é um atributo de Lula, contra 30% que dizem o mesmo sobre Bolsonaro“, afirma Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

A jornalista prossegue com a informação adicional de que “ministros de Bolsonaro também já telefonaram para a XP para reclamar dos resultados“, mesmo com levantamentos “que coincidem com os de outros institutos, dentro da margem de erro“.

A pressão que a corretora sofre também é feita por seus “clientes, em especial os ligados ao agronegócio“, que “passaram a fechar contas e a retirar investimentos“, diz a matéria “Diretores e acionistas minoritários passaram a fazer questionamentos internos sobre o movimento. A XP tomou então a decisão de transferir o contrato do Ipespe para uma outra empresa do grupo, menos visada, a Infomoney, que registrou no TSE a pesquisa que seria divulgada nesta semana“.

Com a intensidade dos ataques, a XP acabou tomando a decisão radical de simplesmente cancelar a divulgação de seus resultados. Com isso, a série histórica do Ipespe, que vinha realizando a pesquisa ininterruptamente desde janeiro de 2020, pode ficar comprometida”, escreve Bergamo.

Para contornar as pressões, a XP anunciou que a periodicidade da divulgação, que tinha passado de quinzenal para semanal em maio, será a partir de agora mensal. Com isso, a empresa espera diminuir os ataques feitos a ela e o movimento de retirada de recursos de seu portfólio”, informa a colunista, que transcreveu nota da XP afirmando que contrata outros institutos de pesquisa e que seguirá divulgando dados.

Leia a íntegra:

“A XP nega que a pesquisa será cancelada e ratifica que contrata diversos tipos de pesquisas de diferentes institutos com o intuito de auxiliar seus clientes a tomarem as melhores de decisões sobre investimentos.

A realização das pesquisas terá periodicidade mensal, com número de entrevistas ampliado em relação às realizadas nos levantamentos anteriores, oferecendo dessa maneira uma ferramenta ainda mais ampla para que os investidores compreendam o cenário eleitoral e seus impactos no mercado.

As próximas pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral já estarão adequadas ao novo formato.”

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