“O que isso significa? QUE DEVE HAVER LÁ COISAS DO ARCO DA VELHA CONTRA O ESTADO DE DIREITO”, escreveu o jornalista Reinaldo Azevedo em seu perfil no Twitter, após afirmar que o ministro acaba de decretar sigilo sobre tudo o que diz respeito à operação Spoofing, incluindo aquilo a que a defesa de Lula já teve acesso

O jornalista Reinaldo Azevedo informou, por meio de seu perfil no Twitter, que “Lewandowski acaba de decretar sigilo sobre tudo o q diz respeito à operação Spoofing (dos hackers), incluindo aquilo a que a defesa de Lula já teve acesso”.
Azevedo acrescentou uma observação: “O q isso significa? Q DEVE HAVER LÁ COISAS DO ARCO DA VELHA CONTRA O ESTADO DE DIREITO. Ainda saberemos, claro!”
URGENTE:
— Reinaldo Azevedo (@reinaldoazevedo) January 28, 2021
Lewandowski acaba de decretar sigilo sobre tudo o q diz respeito à operação Spoofing (dos hackers), incluindo aquilo a que a defesa de Lula já teve acesso.
O q isso significa? Q DEVE HAVER LÁ COISAS DO ARCO DA VELHA CONTRA O ESTADO DE DIREITO. Ainda saberemos, claro!
Em seguida a notícia foi publicada por Robson Bonin, da Veja, afirmando que Ricardo Lewandowski atendeu a um pedido da defesa de Lula e colocou em sigilo o processo em que o ex-presidente pede para ter acesso às mensagens dos procuradores.
Segundo Bonin, os advogados de Lula alegaram que documentos de caráter confidencial precisaram ser incluídos no processo e, por isso, solicitaram a restrição de acesso ao processo que, até então, corria publicamente.
Nesta quarta-feira (27), procuradores que integram ou integraram a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba pediram para que Lewandowski reconsiderasse a decisão que deu acesso integral a Lula ao material.
A PETIÇÃO DE DALLAGNOL – O ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba Deltan Dallagnol e outros sete procuradores fizeram petição no Supremo Tribunal Federal-STF para que o ministro Ricardo Lewandowski reconsidere a decisão tomada em dezembro de 2020, de dar acesso ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mensagens da Operação Spoofing, que investiga a invasão de dispositivos eletrônicos de autoridades, como do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro e o próprio Dallagnol.
O acesso às mensagens foi concedido em um processo em que a defesa do ex-presidente Lula questiona a ocultação, pela Lava Jato, de documentos relativos à leniência da Odebrecht.
“A utilização das pretensas provas para qualquer que seja a sua finalidade, é completamente desprezível do ponto de vista jurídico. Fomos vítimas de hackeamento, mas que não reconhecemos as mensagens”, disseram os procuradores em trecho do pedido.
Para os procuradores, a entrega do material integral e indiscriminado a Lula “já é apto a configurar gravíssima violação ao princípio fundamental constitucional da inviolabilidade da intimidade, não apenas dos ora Requerentes Agravantes, mas também dos demais agentes públicos que tiveram suas contas em aplicativo eletrônico invadidas, sobretudo em se tratando de mensagens cuja autenticidade não se pode comprovar e que já estão aptas a serem vazadas e/ou utilizadas indevidamente por terceiros”, afirmaram.
O PT.ORG PUBLICOU – Sob a cínica alegação de “segurança para a vida e a integridade física e moral de suas famílias”, Deltan Dallagnol e um grupo de procuradores da Lava Jato querem impor censura às suas conversas na Lava Jato. Dallagnol e outros seis colegas pedem que o STF (Supremo Tribunal Federal) impeça o ex-presidente Lula de ter acesso às mensagens divulgadas pela “ Vaza Jato. As conversas estão hoje em poder da Polícia Federal.
Os procuradores resistem à decisão do ministro Ricardo Lewandowski que, na semana passada, determinou a entrega imediata do material à defesa do ex-presidente Lula. Os procuradores pedem que o ministro reconsidere a decisão e, em caso negativo, encaminhe o caso ao plenário do Supremo.
O pedido causou estranheza entre magistrados, segundo a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna desta quinta-feira, 28. De acordo com a jornalista, a resistência também levantou entre ministros a percepção de que, embora boa parte das mensagens já tenha vindo a público, a íntegra do conteúdo preocupa os procuradores.
Dallagnol e os demais procuradores que assinam o pedido alegam que a disponibilização do material ao petista fere o direito que têm “à intimidade e privacidade”. Também argumentam que se trata de uma questão de “segurança para a vida e a integridade física e moral de suas famílias”.
Durante a operação o Lava Jato, os procuradores divulgaram mensagens de investigados, incluindo conversas privadas da ex-primeira-dama Marisa Letícia com os filhos. No período do golpe de Estado, a Operação Lava Jato comandada por Sérgio Moro vazou ligação telefônica entre a ex-presidenta Dilma e Lula.
