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Levante Mulheres Vivas leva 7 vezes mais pessoas à Paulista que protesto pró-Bolsonaro (VÍDEO)

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    Milhares foram
    Milhares foram às ruas no domingo 7.12.2025 contra o aumento do feminicídio no Basil


    Lula defende “punição severa para todos os agressores“; Janja diz que “homens têm que tomar vergonha na cara” – ASSISTA



    Brasília, 07 de dezembro 2025

    Em um domingo marcado por indignação coletiva, milhares de brasileiras tomaram as ruas de capitais e cidades médias em pelo menos 21 estados e no Distrito Federal para denunciar o alarmante aumento de feminicídios no país.

    O Levante Mulheres Vivas, movimento que coordenou as ações, reuniu famílias de vítimas, ativistas e lideranças políticas em protestos pacíficos, mas veementes, sob o lema “Queremos Mulheres Vivas”.

    Os atos, realizados em locais icônicos como a Avenida Paulista em São Paulo, o calçadão da Avenida Atlântica em Copacabana, Rio de Janeiro, e a Praia de Iracema em Fortaleza, destacaram a urgência de políticas públicas eficazes contra a violência de gênero.

    Segundo dados do Ministério das Mulheres, o Brasil registra mais de 1.180 feminicídios em 2025, um salto em relação aos 1.492 casos de 2024, configurando uma epidemia que afeta desproporcionalmente mulheres negras e periféricas.

    Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista atraiu cerca de 9,2 mil participantes – quase sete vezes mais que um protesto pró-anistia ocorrido no mesmo dia –, conforme levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP), segundo o g1.

    A manifestação registrou famílias de vítimas carregando cartazes com fotos de entes queridos, enquanto discursos enfatizavam a falha estatal na prevenção.

    No Rio de Janeiro, o protesto no Posto 5 de Copacabana, com concentração às 14h, reuniu manifestantes que marcharam pela Avenida Atlântica, cobrando agilidade na justiça para casos recentes de assassinatos brutais.

    A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), participou ativamente, declarando: “O feminicídio é a ponta mais brutal de uma cadeia de violências que o Brasil insiste em normalizar”.

    Vídeos do ato, compartilhados por usuários nas redes sociais mostram multidões entoando “Parem de nos matar”, com faixas contra a cultura machista.

    Em Brasília, o ato na Praça do Congresso Nacional às 17h ganhou peso simbólico com a presença da primeira-dama Janja Lula da Silva e da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

    Elas se uniram a ativistas para exigir fortalecimento da Lei Maria da Penha e mais recursos para delegacias especializadas.

    “Cada mulher violentada revela um Estado que falha na proteção e no acolhimento”, afirmou Anielle Franco, ecoando o chamado por justiça em crimes recentes na capital, onde 26 feminicídios foram registrados só em 2025.

    Nesse contexto, Janja disse que não faltam políticas públicas no Brasil, mas “vergonha na cara” dos homens.

    O Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), postou um vídeo com as falas das ministras e da primeira-dama do Brasil. Na mensagem do texto, o estadista defendeu punição rigorosa para agressores de mulheres:

    O deputado federal Rubens Otoni (PT-GO) endossou o movimento em postagens, compartilhando imagens da mobilização.

    Outras capitais como Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre registraram atos semelhantes, com milhares marchando por segurança e liberdade.

    Em Fortaleza, o protesto na Praia de Iracema reuniu famílias e entidades locais.

    Esse levante não surge do vácuo. Historicamente, o Brasil enfrenta uma crise de violência de gênero enraizada em desigualdades sociais e culturais.

    Em 2018, marchas semelhantes, inspiradas no Ni Una Menos argentino, protestaram contra o ódio e o feminicídio, reunindo milhares em São Paulo e Rio de Janeiro para cobrar a tipificação do crime na legislação – lei sancionada em 2015, mas ainda insuficiente.

    Dez anos antes, em 2006, o primeiro Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher marcou o início de campanhas coordenadas pelo então governo Lula.

    No entanto, relatórios da ONU Mulheres indicam que o país registra uma feminicídio a cada seis horas, com picos durante a pandemia de Covid-19, quando denúncias subiram 20% em 2020.

    Esses protestos deste 7 de dezembro, portanto, ampliam uma luta de décadas, conectando casos isolados – como os assassinatos em Brasília e São Paulo que detonaram a convocação – a uma falha sistêmica no Judiciário e na educação contra o machismo.

    As mobilizações passadas pavimentaram avanços, mas expõem retrocessos recentes. Os atos não foram apenas gritos de luto, mas demandas concretas: ampliação de redes de atendimento, punição rigorosa a agressores e educação obrigatória sobre igualdade de gênero nas escolas.

    Com participação de figuras como o ex-ministro Celso Pansera, que alertou para a “covardia e brutalidade” dos crimes no Rio, o movimento pressiona o governo federal a agir.

    A visibilidade gerada pode impulsionar projetos de lei pendentes no Congresso Nacional. Enquanto isso, o eco de “Basta!” ressoa nas redes, com hashtags como #MulheresVivas acumulando milhões de interações.

    A onda de protestos reforça que o feminicídio não é estatística, mas violação de direitos fundamentais.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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