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Leonel Radde: ‘Bolsonaro é o 1º presidente a deixar o salário mínimo menor do que quando ele assumiu’

    “Lula e o PT valorizaram em mais de 76%”, diz o vereador eleito deputado estadual no RS, ao explicar “porque empresários estão coagindo empregados”

    Vocês sabem por que alguns empresários estão coagindo seus empregados [a votarem em Bolsonaro]?”, pergunta, em seu perfil no microblog Twitter, o vereador e policial civil antifascista, eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul, Leonel Radde.

    O novo representante da população gaúcha no Legislativo estadual lembra que “Bolsonaro é o primeiro presidente da história que deixou o salário mínimo valendo menos do que quando ele assumiu“. Ele também lembra que o ex-presidente e candidato à Presidência “LULA e o PT valorizaram em mais de 76%“.

    O lucro de alguns vem da exploração [do trabalhador]”, diz.

    Veja abaixo e leia mais a seguir:

    Radde se referiu a pelo menos um caso que viralizou no noticiário nacional. O do empresário Maurício Lopes Fernandes, dono de uma empresa de tijolos e telhas no Pará, que ficou famoso a partir de um vídeo que mostra ele induzindo seus funcionários a votarem em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

    O empresário diz, nas imagens, que daria R$ 200 a cada trabalhador que contasse que votou no presidente, caso ele se reeleja. Ele afirma ainda que, em caso de vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria forçado a fechar a companhia. Depois, a Justiça o condenou a pagar indenizações de mais de R$ 150 mil, por este motivo.

    Salário mínimo de Bolsonaro

    Desde que assumiu a presidência da República, em 2019, Jair Bolsonaro (PL), nunca ofereceu reajuste do salário mínimo acima da inflação, acabando com a política de valorização dos governos Lula e Dilma, ambos do PT, quando o piso nacional foi reajustado quase 75% acima das perdas inflacionárias. Se no período de 2004 a 2019, tivesse sido aplicada a política do atual presidente da República, o mínimo em janeiro de 2020 teria sido de apenas R$ 599.

    A perspectiva para 2023 também é ruim, já que o Ministério da Economia reduziu a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deste ano de 7,41% para 6,54%, diz uma publicação no Portal da CUT. O INPC é usado na correção do piso nacional do salário mínimo, de benefícios previdenciários, assistenciais e de despesas como abono salarial e seguro-desemprego.

    Com o recuo, o reajuste do salário mínimo pode cair em R$ 10,00. A proposta inicial do projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), encaminhado ao Congresso Nacional para o salário mínimo do próximo ano era de R$ 1.292, com a redução deve ir para R$ 1.282 – apenas R$ 70 a mais do valor atual de R$ 1.212.

    Redução da inflação não chega aos pobres

    O que em tese poderia ser uma boa notícia com a redução da inflação, na verdade, para os trabalhadores e trabalhadoras que têm reajustes salariais a partir do piso nacional, não traz nenhum benefício já que o que está fazendo a inflação cair é a medida eleitoreira de reduzir os preços dos combustíveis, enquanto os preços dos alimentos continuam em alta, pesando mais no bolso do trabalhador. 

    A inflação dos alimentos que continua alta, penaliza os trabalhadores, em especial os de baixa renda, que sofrem com a alta de produtos básicos. Só entre 2019 e 2022, o óleo, que subiu 180%, o café (+110%) e o leite longa vida (+105%). 

    E uma das razões para essa alta é justamente o preço do diesel. A maior parte dos produtos comercializados no país são transportados por vias terrestres – pelos caminhões – e, por isso, os custos com o frete são repassados aos preços dos alimentos, contribuindo para a elevação dos preços.

    O valor efetivo do salário mínimo em 2023 só será conhecido no fim do ano, quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) editar a Medida Provisória (MP) com o novo piso nacional.

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