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Boff diz que ainda bloqueia bolsonaristas mal-educados e bocudos, e defende medida para o Brasil “chegar à civilização”

    Incansável militante nas redes sociais, teólogo denuncia onda de agressões verbais e defende debate ideológico saudável em tempos de polarização política; após prisão de Bolsonaro, religioso sugere “processo de educação e de cidadania

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    Leonardo Boff
    Leonardo Boff

    Brasília (DF) · 01 de janeiro de 2026

    Leonardo Boff, renomado teólogo e filósofo brasileiro, utilizou a plataforma X (antigo Twitter) para expressar sua exaustão com o comportamento de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Em uma publicação nesta quinta-feira (01/jan), ele relatou ter “cansado de bloquear tweeters de bolsonaristas“, enfatizando que o problema não reside na “diferença de ideias, o que é sempre legítimo“, mas na “total falta de educação, as palavras de baixo calão, a ofensa gratuita“.

    Essa declaração reflete um padrão recorrente nas interações do intelectual com setores da direita política. Historicamente, Boff tem criticado abertamente o que considera uma cultura de ódio fomentada pelo bolsonarismo.

    Em postagens anteriores, como uma de 09/jul/2019, ele já mencionava o “desespero” dos bolsonaristas com “robots e fake news“, afirmando que “cansa bloquear quem não soube se educar“.

    Da mesma forma, em 20/nov/2022, ele descreveu gastar “muito tempo em deletar comentários, a maioria ofensivos, de bolsonaristas“, destacando a “falta total de racionalidade” e a “boçalidade das expressões“, atribuindo isso à influência de Bolsonaro em criar uma “cultura do ódio e das ofensas reles“.

    O apelo de Boff vai além da queixa pessoal: ele defende a urgência de um “processo de educação e de cidadania“, alertando que, sem isso, “nunca chegaremos à civilização“.

    Essa visão alinha-se à sua trajetória como membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra, onde promove valores éticos e humanistas.

    Em contextos mais amplos, o teólogo tem associado o bolsonarismo a posturas negacionistas e reacionárias.

    Por exemplo, em 02/out/2022, chamou Bolsonaro de “imbecil e ignorante de tudo“, sem densidade para originar um movimento ideológico sólido, rotulando-o como “neonazista, ultradireitista e reacionário obscurantista“.

    Essa preocupação com a falta de civilidade no debate público é recorrente na trajetória de Boff, que ao longo dos anos tem defendido a educação cívica como antídoto à polarização, alinhando-se a suas críticas ao negacionismo e à cultura de ódio.

    Em análise da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) de 2020, Bolsonaro foi identificado como principal autor de ataques a jornalistas e veículos de comunicação, fomentando um ambiente de agressões verbais que se estende a figuras públicas como Boff.

    O relatório destaca que, em 2020, houve 428 casos de agressões, com o ex-presidente responsável por 175 delas, ilustrando o impacto na esfera digital.

    Em outra perspectiva, um estudo da ResearchGate sobre desinformação, datado de 2022, aponta como estratégias comunicacionais de Bolsonaro no Twitter entre 2020 e 2022 promoviam negacionismo, contribuindo para a toxicidade online que Boff denuncia.

    A análise revela padrões de “desinformação e fake news como modos de negação“, alinhando-se às críticas de Boff sobre a “mentira permitida” aprovada por bancadas evangélicas, como em sua postagem de 29/mai/2024, onde ironiza: conhecereis a verdade, mas ela não vos libertará, porque agora a mentira é permitida e não é crime.

    Reações à publicação recente de Boff incluem apoios e críticas. Usuários como responderam comparando o comportamento a setores da esquerda, enquanto alguns citam a “alienação e falta de conhecimento” geral. A

    Assim, os debates sobre liberdade de expressão versus moderação de discursos tóxicos prosseguem, especialmente em plataformas como o X, onde Elon Musk tem sido acusado por Boff de vingança contra reguladores brasileiros, como em 30/ago/2024: “Elon Musk é vingativo não quer punir apenas o Ministro Moraes, um dos que salvou a nossa democracia“.

    No cenário atual, com eleições se aproximando e resquícios de tentativas golpistas – como as investigações sobre o 08/jan/2023 –, as palavras de Boff servem como lembrete da necessidade de diálogo civilizado.

    Sua influência, com milhares de seguidores e mais de 200 cursos oferecidos pelo ICL (Instituto de Cultura e Liderança), posiciona-o como voz crítica na defesa da democracia e dos direitos humanos, contrastando com o que ele vê como “estupidez implantada” pelo bolsonarismo.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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