Nova pasta do Rio Grande do Sul será suporte a cada uma das frentes de atuação do governo do estado e terá quatro subsecretarias
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) anunciou na sexta-feira (17/5) a criação da Secretaria da Reconstrução Gaúcha, dois dias após o governo federal criar o Ministério Extraordinário de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, comandado pelo ministro da SECOM (Secretaria de Comunicação Social), Paulo Pimenta (PT).
Em nível estadual, a estrutura será estabelecida a partir da transformação da Secretaria de Parcerias e Concessões, tendo no comando Pedro Capeluppi, um dos ex-assessores do ex-ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, durante o governo do ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro (PL).
A pasta será responsável por apoiar as diferentes frentes de atuação do governo e contará com quatro subsecretarias: Projetos para Reconstrução; Projetos Estruturantes; Inteligência Mercadológica e Parcerias e Concessões.
O governador Leite justificou a remodelação dizendo que em lugar uma unidade separada que poderia parecer um “governo paralelo” ou trazer alguém de fora para gerenciá-la, optou por reconfigurar a estrutura governamental interna para atender melhor a esse propósito.
A fala do governador foi interpretada como uma crítica velada à nomeação de Pimenta, que já havia sido mencionada por lideranças do PSDB de fora do estado, ante a disputa política entre executivo federal e estadual para mostrar quem toma medidas mais efetivas e lidera as ações de enfrentamento à tragédia climática no estado.
Essa disputa tem afetado o relacionamento entre as duas esferas de governo desde o início da catástrofe, embora seja negada publicamente por ambas.
Leite negou a existência de conflitos e enfatizou que não participará de disputas políticas, de vaidades ou de egos. Ele afirmou que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem autonomia para determinar a estrutura que considerar apropriada.
Além disso, Leite repetiu o slogan “Todos nós por todos nós“, lançado pela administração estadual como parte das ações do Plano Rio Grande. O slogan, acompanhado por um símbolo de duas mãos dadas, faz parte do material de divulgação do plano.
Logo depois, o governador participou de uma reunião com prefeitos da Região Metropolitana de Porto Alegre, coordenada por Pimenta. Apesar de ser uma reunião fechada, a assessoria do ministro divulgou nas redes sociais a manifestação do governador na abertura do encontro.
Pimenta expressou sua consideração pela relação com Leite e destacou o respeito, parceria e lealdade entre ambos. Além disso, assegurou total disposição de colaboração entre os governos, incluindo os prefeitos, e manifestou estar disponível para atender às necessidades do governador como representante do Presidente Lula.
Todos os ânimos implícitos são explicados pelo fato de que Paulo Pimenta é um dos nomes mais fortes do Partido dos Trabalhadores para a disputa ao governo do Rio Grande do Sul em 2026. Enquanto isso, o fraco Eduardo Leite quer concorrer à Presidência da República.
