Leitão: Com vitória certa, LULA assumirá o Brasil em 2023 após uma década [pós-golpe] de estagnação

A jornalista Míriam Leitão durante palestra, em 2018, na rede de ensino Doctum. Na foto principal, o ex-presidente LULA, ainda na prisão em Curitiba, concede entrevista ao site Brasil de Fato, em foto de Ricardo Stuckert | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

A única vez que LULA atingiu o patamar dos 40% e não venceu o pleito foi em 1994“, escreve a jornalista no jornal O Globo

Miriam Leitão dá como certa a vitória de LULA em 2022. Mas o ex-presidente terá que assumir um país que viveu a década pós-golpe, que a jornalista apoiou, e assumirá em 2023 tendo que remar contra a corrente da estagnação. Em sua coluna deste domingo, no Globo, ela dá a eleição de Luiz Inácio LULA da Silva tão certa que escreve: “A única vez que LULA atingiu o patamar dos 40% e não venceu o pleito foi em 1994“.

O ex-presidente LULA encontrou o campo arado em 2003 e se beneficiou de um boom de commodities“, argumenta Leitão. “Mas isso não tira dele os méritos de decisões acertadas na economia“, defende a jornalista.

Se naquela época era importante agradar ao mercado, agora o sinal é para o centro de uma forma geral“, escreve a jornalista, com foco na “dobradinha com o governador Geraldo Alckmin“, que segundo Leitão “é uma espécie de ‘carta aos brasileiros 2.0’, ou seja, um aceno ao centro“.

Se LULA vencer, “receberá, agora sim, uma herança maldita. O país estará em 2023 no décimo ano de déficit primário. O orçamento ficou ainda mais rígido. Será necessário um forte programa social para enfrentar os efeitos de duas recessões e uma longa estagnação em uma década de infortúnios econômicos. O Estado terá que fortalecer órgãos públicos que foram sucateados na demolição que tem sido o governo Bolsonaro. A austeridade não resolverá a crise, o gasto sem critério vai aprofundá-la. Não serão óbvias as escolhas de políticas fiscal e econômica“, prevê a colunista de economia.

Falta ainda muito tempo para as eleições, mas a única vez que Lula atingiu o patamar dos 40% e não venceu o pleito foi em 1994, porque o Plano Real alterou completamente o ambiente econômico, político e social do país. Dificilmente haverá algo tão transformador do cenário, portanto Lula continua sendo o grande favorito das eleições de 2022“, pontuou Míriam Leitão.

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