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Kassio e Mendonça, colocados no STF por Bolsonaro, podem ficar fora do julgamento do ex-presidente golpista

    Moraes ainda não decidiu, mas é quase certo que o magistrado levará a denúncia de Gonet à Primeira Turma do STF, composta pelo próprio relator e pelos ministros Cristiano Zanin Martins, Carmen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino – SAIBA MAIS

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    Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques e André Mendonça, que foram colocados na Corte Máxima de Justiça do Brasil por indicação do ex-presidente golpista e inelegível até 2030 (por enquanto) Jair Bolsonaro (PL), serão excluídos dos julgamentos sobre a tentativa de golpe de Estado.

    Segundo o ministro Alexandre de Moraes, a denúncia será levada à Primeira Turma do STF, que tem apenas cinco ministros, o próprio relator do caso, o presidente do colegiado Cristiano Zanin Martins, Carmen Lúcia, Luiz Fux e Flávio Dino.

    Moraes decidiu seguir a alteração do regimento do Supremo, que devolveu às turmas a competência para julgar processos penais, mas ainda pode levar o caso ao plenário; contudo, fontes indicam que ele não deverá fazer isso, informa a CNN.

    Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia foram indicados pelo Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto Luiz Fux foi indicado pela ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), golpeada em 2016, quando o hoje ex-presidente Michel Temer (MDB) assumiu sua cadeira, enquanto este último chefe de Executivo federal indicou Alexandre de Moraes.

    De acordo com a publicação, interlocutores da mídia afirmam que a configuração atual da Primeira Turma do STF favorece uma decisão unânime e alinhada ao posicionamento do relator, contra Bolsonaro, que pode pegar 28 anos de prisão e ficar inelegível até 2061 (ENTENDA).

    O PGR (Procurador-Geral da República), Paulo Gonet, deve apresentar denúncia contra Bolsonaro somente em 2025, pois sua decisão deve ser embasada no relatório de mais de 880 páginas com o qual a Polícia Federal indiciou o ex-presidente e outras 36 pessoas, em sua maioria militares, devido à orquestração de um plano para se perpetuar no poder impedindo a posse de Lula por meio de um golpe de Estado, que seria dado em 2022, não fosse a burrice de bolsonaristas (ENTENDA).

    Para a PF, após a derrota para Lula nas eleições de 2022, quando Bolsonaro se tornou o primeiro chefe de Executivo federal a não conseguir se reeleger para o cargo, o ex-presidente teria assumido a liderança de uma organização criminosa com o objetivo de impedir a posse do hoje novamente Presidente do Brasil e vice e ministro Geraldo Alckmin (PSB), em 2023.

    As investigações também revelaram planos para envenenar Lula, matar Alckmin e sequestrar Moraes, utilizando artefatos explosivos.

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