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Kakay sugere que fim de Moro e Deltan está próximo, ao defender Moraes de comparação com Lava Jato (vídeo)

    O advogado afirmou que há interesse dos ex-lavajatistas em desmoralizar a Justiça, “porque os processos estão vindo” – Kakay também citou a “briga de quadrilha” entre Bolsonaro e Moro, quando o então ministro deixou o MJSP – ASSISTA

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    O famoso advogado criminalista Kakay (Antonio Carlos de Almeida Castro) constrangeu (ASSISTA AO VÍDEO NO FINAL DA MATÉRIA) o ex-procurador e deputado cassado Deltan Dallagnol durante debate ao vivo na “CNN Brasil“, que tratava da atuação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, em comparação com a Operação Lava Jato feita pelo jornalista ex-Intercept Glenn Greenwald, no jornal Folha de S Paulo.

    Com a revelação de conversas de assessores de Moraes, bolsonaristas tentam comparar os diálogos com a Vaza Jato, mas juristas dizem que as diferenças são gritantes porque, como magistrado de cortes máximas de Justiça, Alexandre de Moraes tem o poder de adotar diversas medidas nos inquéritos que preside.

    Os diálogos divulgados por Glenn na Folha apenas mostram assessores cumprindo determinações, o que contrasta com as conversas da Lava Jato, que vieram à tona na famosa série Vaza Jato, do Intercept, revelando que procuradores ultrapassaram limites legais, discutindo estratégias para influenciar a opinião pública e juízes.

    Kakay defendeu a legalidade das ações de Moraes e expôs irregularidades na Lava Jato, citando uma investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) que imputa crimes ao grupo. Ele rejeitou qualquer comparação entre a atuação de Moraes e a conduta da Lava Jato, ressaltando a diferença entre o poder de investigação de um ministro do STF e as irregularidades da operação.

    Esse grupo tem interesse em desmoralizar o Supremo Tribunal Federal“, disse Kakay, pois, segundo o advogado, o CNJ imputou os “crimes de corrupção, peculato, organização criminosa” a eles, que foram citados nominalmente e agora usam argumentos contra a Justiça como “estratégia de defesa“.

    O que existia na Lava Jato era um conluio claro, comprovado, entre procuradores coordenados pelo doutor Deltan e o juiz federal [Sergio Moro]”. O que “não tem nenhuma relação” com “o ministro Alexandre [de Moraes]”.

    O advogado criminalista também afirmou que fica “feliz dele [Sergio Moro] não ter sido cassado“, pois prefere que o processo do CNJ dê a eles [Dallagnol também] a “ampla defesa, que eles não davam aos réus no caso da Lava Jato“.

    O que aconteceu na Lava Jato” foi “um conluio criminoso“, disse Kakay, ao vivo, enquanto Dallagnol apenas ouvia e balançava a cabeça e, ao ver o gesto do deputado cassado, o advogado disse que “quem diz isso é o CNJ“.

    O que nós temos que compreender, e eu respeito é que há uma linha de defesa, de desmoralizar o Supremo, de desmoralizar o Judiciário, porque essas pessoas sabem: a Lava Jato foi a base, foi quem propiciou a possibilidade de eleição do Bolsonaro“, disse Kakay.

    Nós não podemos esquecer isso. O ministro Moro ganhou, inclusive como presente, o Ministério da Justiça” como prêmio por prender “o principal opositor” na eleição de 2018 [Luiz Inácio Lula da Silva (PT)], que passou 580 dias no cárcere da Polícia Federal em Curitiba (PR), disse o advogado.

    Então há necessidade. Depois, houve uma briga entre eles e tal, e eu não vou entrar na discussão de briga de quadrilha. Mas depois há uma necessidade de desmoralizar” a Justiça porque os processos estão vindo“, disse Kakay:

    Assista:




    Assista ao programa completo:



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