[imagem_destacada]
Anestesista Giovanni Quintella Bezerra é condenado por crimes contra duas pacientes em sala de parto no Rio de Janeiro. Justiça determina indenização e regime fechado – SAIBA MAIS
COMPARTILHE:
✅ UrbsMagna no WhatsApp
——-Canais de Notícias——-
➡️ UrbsMagna no Telegram
![]()
Brasília, 10 de junho de 2025
A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ex-anestesista Giovanni Quintella Bezerra a 30 anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável contra duas pacientes durante partos.
O crime ocorreu em julho de 2022, no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, Baixada Fluminense.
A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti nesta segunda-feira (9/jun).
Giovanni foi flagrado por enfermeiras que, desconfiadas de sua conduta, instalaram um celular escondido na sala de cirurgia.
As imagens revelaram o médico abusando de uma paciente sedada durante uma cesariana.
No mesmo dia, ele também cometeu outro abuso contra uma segunda vítima.
A gravação foi crucial para a prisão em flagrante pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).
Além da pena de prisão, a Justiça determinou que Giovanni pague R$ 50 mil de indenização por danos morais a cada vítima.
LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS
O juiz negou o pedido da defesa para que o réu recorresse em liberdade, destacando a gravidade dos crimes e a “frieza e periculosidade” do ex-médico.
O processo tramita em segredo de justiça para proteger as vítimas.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) cassou o registro profissional de Giovanni em março de 2023, decisão reforçada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em dezembro de 2023.
Ele está proibido de exercer medicina no Brasil.
Atualmente, Giovanni cumpre pena na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8.
A investigação revelou que Giovanni aplicava sedativos em excesso para manter as pacientes inconscientes, violando a “orientação técnica de sedação mínima” para partos.
A Polícia Civil identificou cerca de 30 pacientes anestesiadas por ele, investigando possíveis outros casos. “A equipe agiu corretamente ao coletar provas”, afirmou a Justiça sobre o vídeo.
A condenação reforça o combate à violência obstétrica e sexual no Brasil.
Vítimas de estupro podem buscar atendimento em hospitais com ginecologia para prevenção de infecções, apoio psicológico e interrupção legal da gestação, conforme a Lei Federal 11.108/2005.
No entanto, nem todas as unidades cumprem o protocolo.












