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Manifestantes caninos participam da “Cãominhada da Justiça” por Orelha’ e param capitais neste domingo (vídeos)

    Pais de pets” demonstram comoção nacional após violência de adolescentes ricos contra animal indefeso, enquanto defesa de suspeitos pedem “cautela e responsabilidade” com “o compartilhamento de imagens e textos que não são condizentes com a realidade dos fatos” – ASSISTA E SAIBA MAIS

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    Proprietários de
    Proprietários de pets protestam na Avenida Paulista, contra a impunidade no caso Orelha / Crédito: Sputnik
    RESUMO


    Brasília (DF) · 01 de fevereiro de 2026

    Manifestantes tomaram as ruas de diversas capitais brasileiras neste domingo (1/fev), exigindo rigor na apuração do caso que culminou na morte do cão comunitário Orelha. Grande parte do público protesta carregando seus pets, após o episódio, ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina.

    Vulnerabilidades no sistema de proteção animal suscitam debates sobre a formação ética de jovens expostos a conteúdos violentos, desde a ocorrência em 4 de janeiro, quando Orelha, um vira-lata de aproximadamente dez anos cuidado coletivamente por moradores locais, foi agredido com pedras por um grupo de quatro adolescentes de famílias abastadas.

    Encontrado em estado crítico, o animal recebeu atendimento veterinário, mas os ferimentos graves levaram à eutanásia no dia seguinte para cessar o sofrimento.

    A denúncia formal à polícia ocorreu em 16 de janeiro, desencadeando uma investigação pela Delegacia de Proteção Animal e pelo Departamento de Investigação Criminal de Santa Catarina, com supervisão do Ministério Público estadual.

    Notícia sobre Kristi Noem, mencionando suas declarações controvérsias sobre animais em seu livro e sua representação em South Park, acompanhada de uma imagem dela e da capa do seu livro 'No Going Back'.

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    O suspeitos também tentaram afogar outro cão, Caramelo, que conseguiu escapar. A apuração revela indícios de outros delitos, como danos patrimoniais e crimes contra a honra, ampliando o escopo além dos maus-tratos.

    Três adultos, incluindo pais e um tio dos jovens, foram indiciados por coação de testemunhas. Dois dos adolescentes retornaram dos Estados Unidos na quinta-feira (29/jan), tendo seus celulares e roupas apreendidos no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

    A repercussão extrapolou o âmbito local, ganhando eco internacional e manifestações de figuras proeminentes. A Primeira-Dama do Brasil, a socióloga Rosângela Lula Silva (PT), expressou indignação em publicação no Instagram na terça-feira (27/jan):

    “Acho que por isso o caso do cachorro Orelha, que foi brutalmente assassinado por adolescentes em Florianópolis, tem me causado tanta tristeza e indignação. A perversidade não nasce do nada. Ela é cultivada na omissão, na falta de limites, de cuidado, de presença e também na impunidade”, disse.

    Janja solidarizou-se com a comunidade e alertou para a banalização da violência em conteúdos digitais.

    O ápice da mobilização ocorreu neste domingo (1/fev), com atos coordenados de diversas frentes. Em São Paulo, centenas ocuparam a Avenida Paulista a partir das 10h, concentrando-se no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

    Cartazes e cânticos ecoavam demandas por punição exemplar, com frases como “São assassinos, não são crianças” e apelos por crime hediondo, reportou a Folha de S. Paulo.

    Com seus cães de estimação, eles representam um ato de empatia coletiva. Relatos são de comoção geral por conta da condição de muitos que se descrevem como “pais de pets“.

    Segundo atualizações recentes, a defesa de dois suspeitos, em nota, pediu “cautela e responsabilidade” com “o compartilhamento de imagens e textos que não são condizentes com a realidade dos fatos”.

    Protestos semelhantes irromperam em outras cidades. No Rio de Janeiro, caminhadas ocorreram no Aterro do Flamengo e em Copacabana. Em Belo Horizonte, a concentração foi na Feira Hippie; em Brasília, uma “Cãominhada da Justiça” mobilizou ativistas no sábado (31/jan), conforme a Veja.

    Em Florianópolis, centenas se reuniram em frente ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) na quinta-feira (29/jan), apesar da chuva, com banners como “Justiça negada, crueldade normalizada” e “Justiça é respeito à vida”, reportou a NDmais.

    Atos também foram registrados em Vitória, Belém, Fortaleza, Natal, Salvador, Curitiba, Sorocaba e Porto Alegre. Uma campanha no X (antigo Twitter) pede a federalização da investigação, figurando entre os tópicos mais comentados.

    Os manifestantes invocam a Lei Sansão, de 2020, que elevou penas para maus-tratos a cães e gatos para até cinco anos de prisão, mas cobram aplicação rigorosa e redução da maioridade penal, dado que os suspeitos são menores e respondem apenas por atos infracionais.

    A Polícia Civil de Santa Catarina informou no sábado (31/jan) que um dos adolescentes inicialmente investigados passou a testemunha, comprovando ausência no local do crime. Não há indícios de ligação com desafios virais de tortura animal.

    Na mesma semana, dois outros cães comunitários foram atacados e mortos no Rio Grande do Sul e no Paraná, com investigações em curso.

    Assista a alguns vídeos nas redes sociais:

    Um vídeo da GloboNews mostra o ato na Avenida Paulista, com manifestantes com pets, cartazes e cobrança por justiça:

    São Paulo

    Rio de Janeiro (postado por Carlos Minc)

    Maringá, no Paraná

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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