Justiça pode julgar em fevereiro recurso de LULA contra Dallagnol por Power Point sem provas

O ex-presidente Luiz Inácio LULA da Silva, durante discurso em um dos muitos comícios promovidos pelo Partido dos Trabalhadores. Ao lado, uma montagem que circula na internet, com a imagem do ex-procurador da extinta Operação Lava Jato, feita como forma de contestação e protesto pelo famoso Power Point, que ele compôs, sem provas, para amplificar a negativação da imagem do petista | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Luís Felipe Salomão – relator, deve colocar na pauta do STJ a ação de indenização ajuizada, há cinco anos atrás, pelo ex-presidente contra a entrevista do ex-procurador

Em julho de 2017, ao comentar que o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª região) decidiria se validaria a sentença de Sergio Moro contra LULA no caso do Triplex, o jornalista Reinaldo Azevedo afirmou que os desembargadores daquela Corte teriam uma difícil decisão.

Em suas palavras, o colunista da Folha disse: “Ou confirmam a condenação do petista e, assim, coonestam uma decisão que o próprio Moro diz não estar de acordo com a denúncia, ou o absolvem, embora tudo indique que o tal tríplex seja [(…) blá, blá, blá]”.

Assim, sempre esteve exposto, para toda a sociedade que se dispusesse a buscar a verdade, que nunca houve provas contra LULA.

Mas o ex-presidente acabou sendo condenado à prisão para satisfazer as camadas sociais que, através de um originalíssimo conluio, se uniram em continuidade ao golpe 2016, que tinha o objetivo de acabar com o Partido dos Trabalhadores e todos os direitos sociais que tiveram origem a partir da gestão da legenda na Presidência do Brasil, desde o início, em 2003.

Neste ínterim, o então procurador Deltan Dallagnol, da extinta força-tarefa da também extinta Operação Lava Jato, apresentou um gráfico via Power Point, em 2016, por meio do qual apontavam LULA como o centro de uma organização criminosa.

A denúncia contra LULA foi apresentada depois, à Justiça, pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mas LULA foi absolvido dela, pela 12ª Vara Federal de Brasília, em 2019.

LULA recorreu e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), presidido por Augusto Aras, pautou, em julho de 2020, uma representação acusando o procurador-chefe, e outros membros de Curitiba, de abuso de poder ao darem a famosa entrevista do PowerPoint.

A defesa do ex-presidente, representada por Cristiano Zanin Martins, afirmou que a acusação do Power Point sequer fazia parte da denúncia do famigerado triplex, que havia sido protocolada no mesmo dia da entrevista coletiva: “Eles infringiram os deveres funcionais“, sustentou Zanin, na ocasião.

Agora, de acordo com matéria publicada na Coluna Painel, da Folha de S. Paulo, neste domingo (26/12), o ministro Luís Felipe Salomão, que é relator do recurso de LULA, deve colocar na pauta do STJ (Superior Tribunal de Justiça) a ação de indenização ajuizada pelo ex-presidente contra Deltan Dallagnol.

LULA alega dano moral por causa da entrevista coletiva do PowerPoint, em 2016, quando Deltan Dallagnol fez declarações absurdas, como a seguinte: “Sem o poder de decisão de LULA, esse esquema seria impossível […] LULA era o maestro dessa grande orquestra concatenada para saquear os cofres públicos“.

A defesa de LULA diz que, sob pretexto de informar a denúncia, Dallagnol agiu com abuso de autoridade, imputando práticas de crimes com adjetivações.

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